A reunião aconteceu em Barbados e acabou sem acordo
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| © REUTERS / Andres Martinez Casares |
Representantes do governo Maduro se encontraram nesta semana em Barbados, como parte das conversas cuja meta é destravar um impasse político resultante da contestada reeleição do ditador em 2018.
Um representante da oposição venezuelana que pediu para não ser identificado disse à agência Reuters que os dois lados podem se reencontrar em Barbados na segunda-feira (15).
A assessoria de imprensa do líder opositor Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como o governante legítimo da Venezuela, disse que a oposição emitiria um comunicado sobre as negociações.
O Ministério das Relações Exteriores da Noruega, que mediou conversas anteriores, não quis comentar o progresso das conversas. Nos últimos dias, circularam rumores de que a oposição estava pleiteando uma eleição presidencial dentro de nove meses, sem Maduro no poder durante a votação.
O vice-presidente do Partido Socialista, Diosdado Cabello, figura influente no governo Maduro, refutou na noite de quarta-feira a ideia de que uma eleição presidencial esteja sendo preparada. "Aqui não há eleições presidenciais, aqui o presidente se chama Nicolás Maduro", afirmou Cabello durante uma transmissão televisiva.
A Venezuela está sofrendo um colapso econômico com hiperinflação, que resultou em desnutrição e doenças e desencadeou um êxodo de mais de 4 milhões de venezuelanos.
Em janeiro, Guaidó invocou a Constituição para declarar a reeleição de Maduro como uma fraude e se declarar presidente interino. Ele obteve forte apoio internacional, mas, em quase seis meses, não conseguiu assumir o comando da Venezuela. As Forças Armadas e outros setores do governo seguem leais a Maduro.
Nesta quinta-feira (11), os Estados Unidos anunciaram a aplicação de sanções à Direção Geral de Contra-Inteligência Militar (DGCIM) da Venezuela após a morte do militar Rafael Acosta, preso naquele centro sob acusação de conspirar contra Maduro. Há suspeitas de que Acosta morreu após ser torturado. "A prisão por razões políticas e a morte trágica do capitão Rafael Acosta foram injustificadas e inaceitáveis", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciando a medida.
As sanções implicam o bloqueio de todos os ativos e inativos que a DGCIM tem direta ou indiretamente sob a jurisdição dos Estados Unidos, bem como a proibição de qualquer transação legal envolvendo indivíduos e entidades americanas.
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