sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Ex-ministro ruandês condenado por genocídio morre na prisão

Edouard Karemera foi condenado pelo genocídio de 1994 perpetrado no Ruanda contra a minoria tutsi

© DR
O ex-ministro ruandês Edouard Karemera, condenado pelo genocídio de 1994 perpetrado no Ruanda contra a minoria tutsi, morreu numa prisão senegalesa, anunciaram hoje fontes judiciais.


"Edouard Karemera morreu na prisão de Sebikotane, nos arredores de Dakar, onde estava cumprindo a sua pena", disse à Efe um porta-voz do departamento de relações públicas do Mecanismo do Tribunal Penal Internacional (IRMCT).
O IRMCT foi estabelecido por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU de 2010 para completar os trabalhos do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (ICTY) e do Tribunal Penal para o Ruanda (ICTR) após a conclusão dos seus respectivos mandatos.
Edouard Karemera, 69 anos, ex-vice-presidente do partido governamental do Ruanda durante o genocídio de 1994, o Movimento Republicano Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento, estava cumprindo pena perpétua pelo seu papel no massacre. Durante o genocídio era ministro do Interior.
Foi condenado em 2011, juntamente com Matthieu Ngirumpatse (presidente do partido no poder), por genocídio e crimes contra a humanidade e foi transferido de Arusha, na Tanzânia, onde o ICTR estava baseado, e depois para o Senegal, em 2017, para cumprir a sua sentença.
O genocídio começou a 07 de abril de 1994 após o assassinato dos presidentes de Ruanda, Juvénal Habyarimana (hutu), e do Burundi, Cyprien Ntaryamira (hutu), quando o avião em que viajavam foi abatido sobre Kigali.
O massacre que se seguiu - o Governo ruandês culpou os rebeldes tutsi da Frente Patriótica Ruandesa (RPF) pelo crime - causou a morte de cerca de 800.000 tutsis e hutus moderados em pouco mais de três meses, um dos piores crimes étnicos da história humana recente.
VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são pessoais, é não representam a opinião deste blog.

Muito obrigado, Infonavweb!

Topo