quarta-feira, 7 de abril de 2021

Vacinas com eficácia de 95% não podem ser comparadas às de 50%

Segundo especialistas, é impossível comparar diretamente as taxas de eficácia divulgadas pelas desenvolvedoras das vacinas porque cada estudo tem sua metodologia própria e, principalmente, um período de desenvolvimento do ensaio clínico distinto

 

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Já no início da pandemia de Covid-19, o mundo se mobilizou para produzir a aguardada vacina que colocaria um fim aos efeitos nefastos da doença pelo mundo.

Essa corrida chegou ao fim no final de 2020, com pelo menos três vacinas recebendo a aprovação por agências regulatórias internacionais.

Agora, em 2021, a vacinação avança em diversos países, incluindo o Brasil, como a única alternativa para acabar a pandemia.

Por aqui, a vacina virou alvo de disputa política entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A divulgação da eficácia global da Coronavac de 50,38% levou Bolsonaro a ironizar o número, muito inferior ao dos imunizantes da Pfizer/BioNTech (95%) e da AstraZeneca (70%) -esses últimos adquiridos pelo governo federal.

Os dados sobre eficácia medem quão boa é uma vacina para proteger contra uma infecção ou doença. Mas as taxas de eficácia das vacinas são comparáveis? E, mais importante ainda, essa é, de fato, a melhor maneira de medir a efetividade de um imunizante?

Segundo especialistas, é impossível comparar diretamente as taxas de eficácia divulgadas pelas desenvolvedoras das vacinas porque cada estudo tem sua metodologia própria e, principalmente, um período de desenvolvimento do ensaio clínico distinto.

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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