Segundo a vítima, o homem tentou aplicar um “mata-leão”, deixando-a quase desacordada e com dificuldade para respirar. Ele ameaçava matar moradores e fazia gestos de arma. A moradora soube no hospital que uma idosa de 81 anos também havia sido agredida.
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| © Reprodução |
A mulher, que não foi identificada por segurança, contou que desceu para ajudar vizinhos após ouvir gritos. Uma família relatou ameaças dentro de um apartamento. Ao chegar à área comum, ela foi abordada pelo agressor, que ordenou que se ajoelhasse. Como não obedeceu, recebeu socos na cabeça e golpes no braço ao tentar se proteger.
“Ele tinha ódio, muito ódio. Ele estava com a intenção de matar alguém”, afirmou. Segundo a vítima, o homem tentou aplicar um “mata-leão”, deixando-a quase desacordada e com dificuldade para respirar. Ele ameaçava matar moradores e fazia gestos de arma. A moradora soube no hospital que uma idosa de 81 anos também havia sido agredida. Segundo ela, o agressor demonstrava hostilidade especialmente contra mulheres e direcionou os ataques físicos a elas.
Relatos da investigação apontam que, por volta de 1h, Lucas Portela Fontana Gomes invadiu o apartamento da idosa, no terceiro andar. Depois, encontrou a vizinha no elevador, exigiu que ela se ajoelhasse e a atacou com chutes, socos e cotoveladas. Também bateu a cabeça da mulher contra a parede e o chão e a estrangulou. A vítima conseguiu sair do prédio e se abrigou em um posto de gasolina.
Pela manhã, policiais militares e guardas municipais foram acionados. Conforme o registro, Lucas reagiu à abordagem e tentou pegar a arma de um policial. Os agentes atiraram nas pernas dele e, após resistência, utilizaram uma arma de choque para imobilizá-lo. Ele permanece preso no Presídio de Benfica e deve passar por audiência de custódia.
A vítima relatou dores na cabeça, no braço e no abdômen. “Apesar das dores do corpo, eu acho que a dor da alma é pior”, desabafou. Ela espera que ele continue preso.
O condomínio pediu ao proprietário do apartamento que retire o inquilino, morador do edifício há cerca de quatro anos. O advogado André Luiz Junqueira afirmou que a administração avalia ação de despejo e medida judicial para excluí-lo por comportamento antissocial. Segundo ele, não havia registros anteriores de conflitos relevantes, embora a polícia informe que o homem tinha passagens por lesão corporal e fuga de trânsito.
A advogada das vítimas, Marisa Dreys, informou que solicitou medidas protetivas e reúne provas para a investigação. Ela disse que as imagens de segurança registram apenas parte da violência e destacou o trabalho policial. O condomínio aguarda decisões que impeçam o retorno do agressor, caso seja solto.
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