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quarta-feira, 21 de maio de 2025

Impunidade de militares perpetuou tradição golpista, diz historiador

Em novo livro, Carlos Fico detalha utopia autoritária

© Carlos Fico/Arquivo pessoal

Com mais de 20 livros publicados e o reconhecimento de ser um dos maiores especialistas em ditadura militar do país, o historiador Carlos Fico planeja se aposentar em breve. O “último livro”, como ele mesmo prevê, será lançado na semana que vem com o título “Utopia autoritária brasileira: como os militares ameaçam a democracia brasileira desde o nascimento da República até hoje”.

domingo, 4 de agosto de 2019

Impunidade como método

Livro sobre presidiários famosos da penitenciária de Tremembé revela que o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de reclusão, fraudou exames para ganhar a prisão domiciliar. Exige-se, agora, uma resposta rápida da Justiça

ENGANAÇÃO Roger Abdelmassih internado em 2017 para tratar de uma infecção: prisão domiciliar pode estar em xeque (Crédito: Divulgação)
O nome de Roger Abdelmassih é conhecido como um dos mais grotescos da história brasileira. O ex-médico de estrondoso sucesso foi condenado a 181 anos de prisão por abusar sexualmente de dezenas de mulheres, todas pacientes em sua clínica de fertilização.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Há quase seis meses sem solução, caso Marielle preocupa STF; entenda

A impunidade tem preocupado tanto o Superior Tribunal Federal (STF) quanto a procuradora-geral da República, Raquel Dodge

© Nelson Jr./SCO/STF
Passados mais de 150 dias da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, o caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil, ainda não tem solução. A impunidade tem preocupado tanto o Superior Tribunal Federal (STF) quanto a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, segundo informou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Universitária que matou gari atropelado em SP tem prisão decretada

Crime aconteceu em 2015; Hivena Vieira não foi à audiência sobre o caso

© Reprodução / TV Globo

A Justiça de São Paulo decretou prisão preventiva de Hivena Queiroz Del Pintor Vieira, universitária acusada de atropelar e matar o gari Alceu Ferraz no Centro da capital paulista em 2015.
De acordo com informações do G1, a juíza Sonia Nazaré Fernandes Braga fez o pedido porque a jovem não compareceu a uma audiência do caso, marcada para a última terça-feira (6).
“Possível perfil de quem procura a qualquer custo se desvencilhar da aplicação à lei penal (...)”, escreveu a magistrada do Fórum da Barra Funda na decisão. Agora, a juíza decidirá se absolve a acusada ou a julga pelo crime.
A estudante fugiu sem prestar socorro à vítima no dia do incidente, 16 de agosto de de 2015. Ela alegou estar fugindo de assaltantes. Hivena só se apresentou à polícia quase uma semana após o atropelamento, acompanhada pelo pai e pelo advogado.
A defesa da estudante não foi encontrada para comentar o caso. A jovem estaria morando em Mato Grosso, ainda de acordo com a reportagem.
Via...Notícias ao Minuto

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Quem aplica golpes pelo WhatsApp vai preso no Brasil?

Burocracia, dificuldade em rastrear cibercriminosos e falta de preparo da polícia são algumas das razões pelas quais estes crimes ficam impunes

© PixaBay
Embora notícias sobre novos golpes aplicados por WhatsApp sejam frequentes - e hackers roubem dados bancários e pessoais -, os cibercriminosos nunca são presos no Brasil. Agora, por que isso acontece?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

TSE pode absolver Dilma e Temer

Magistrados de outros tribunais acreditam que o TSE esteja se rendendo à falta de opção no caso do presidente ter de deixar o cargo

© Reuters
Aumentam os rumores no Congresso e no Judiciário de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não pedirá a cassação da chapa da ex-presidente Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer. Os ministros não devem separar as contas, como solicitado pela defesa do peemedebista, mas consideram que a ação teve o seu objeto ampliado no curso do processo, não havendo motivo para condenação.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Lava Jato: apenas 4 dos 50 políticos alvos da PGR viraram réus no STF

Janot deve divulgar mais nomes para abertura de inquérito nos próximos dias; Padilha, Moreira Franco e senadores do PMDB e do PSDB devem ser relacionados

© DR
A temida lista de investigados na Lava Jato anunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em março de 2015, que deu origem a 27 inquéritos, teve poucas consequências jurídicas até então. Somente quatro dos 50 políticos investigados viraram réus por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

3 anos depois, donos do helicóptero de cocaína não foram punidos

O piloto, o copiloto e dois interceptadores da droga chegaram a ser presos, mas aguardam julgamento em liberdade

© Reuters
Há três anos a Polícia Federal apreendeu 450 kg de pasta base de cocaína em um helicóptero perto da cidade de Afonso Cláudio, no interior do Espírito Santo. A aeronave pertencia à empresa do deputado estadual de Minas Gerais Gustavo Perrella (SDD), filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PTB-MG). Até o momento, ninguém foi responsabilizado pelo crime de acordo com o site Pragmatismo Político.

O piloto, Rogério Almeida Antunes, o copiloto, Alexandre José de Oliveira Júnior, e os dois interceptadores da droga, Everaldo Lopez Souza e Robson Ferreira Dias, chegaram a ficar presos, mas logo foram liberados e aguardam julgamento em liberdade.
Poucas horas antes da apreensão, o helicóptero teria parado para abastecer a 14 quilômetros da pista de Cláudio, que pertence à família do senador Aécio Neves. O aeroporto foi construído pelo governo de Minas Gerais na gestão de Aécio e custou 14 milhões de reais aos cofres públicos.
Onde andam os donos da aeronave?
Zezé Perrela foi indicado para compor a comissão do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
O ex-deputado estadual Gustavo Perrella é o novo secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor.

domingo, 30 de outubro de 2016

Ladrão assalta farmácia por 4 vezes e diz: "Venho quantas vezes quiser"

Para o dono do estabelecimento o sentimento é de impotência.

© Reprodução
Uma farmácia foi assaltada 4 vezes em 16 dias pelo mesmo ladrão que avisou ao dono do estabelecimento: "Venho quantas vezes eu quiser". A última ação criminosa foi na última sexta-feira (28), em Porto Alegte. Ele levou dinheiro e pertences de clientes.

De acordo com o Zero Hora, o total roubado foi de R$ 1 mil. Todos os assaltos foram registradas pelo circuito interno de câmeras, algo que não constrange o criminoso, que age sem esconder o rosto e sempre mostrando uma arma de fogo.
A saga da Farmácias Associadas, que fica ao lado do Hospital Mãe de Deus, começou dia 13 de outubro, às 21h30min, quando o estabelecimento já ia fechar. Numa ação rápida, o criminoso mostrou a arma e pediu dinheiro. Dia 19, por volta das 18h15min, o assaltante voltou e também agiu rápido. Na quarta-feira, dia 26, o roubo ocorreu mais cedo, por volta das 13h. O bandido, mais uma vez, só levou dinheiro. As três ações duraram menos de um minuto.
Para o dono da farmácia e de outras oito do mesmo grupo, Antônio Francisco Fonseca, 72 anos, o sentimento é de impotência.

sábado, 1 de outubro de 2016

Carandiru: 24 anos depois, ninguém cumpriu pena pelo massacre

111 detentos do Pavilhão 9 do antigo complexo penitenciário do Carandiru foram assassinados pela polícia

© Divulgação
“É um tempo de impunidade”, resumiu Paulo Malvezzi, assessor jurídico da Pastoral Carcerária Nacional, quando indagado pela Agência Brasil sobre o que significam os 24 anos do Massacre do Carandiru, que serão completados neste domingo (2). Passado todo esse tempo, ninguém cumpriu pena pela morte dos 111 detentos do Pavilhão 9 do antigo complexo penitenciário do Carandiru, desativado em 2002.

“São mais de duas décadas sem que a gente tenha, efetivamente, alguma forma de responsabilidade do Estado ou dos agentes que participaram ou que foram seus mandantes políticos”, disse Malvezzi. Ele acredita que o governador de São Paulo à época, Luiz Antônio Fleury Filho, e o então secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, deveriam ser responsabilizados pelo massacre. “Toda a cadeia de comando deveria ter sido envolvida na responsabilização. Não digo criminal, mas de alguma forma de responsabilização, seja na área cível, administrativa ou de alguma forma política”, acrescentou o assessor da pastoral.
Cinco julgamentos ocorreram nesse período. No primeiro deles, em 2001, o coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, que comandou a operação no Carandiru, foi condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 dos 111 prisioneiros do complexo penitenciário. A defesa do coronel recorreu da sentença e ela foi revertida, sendo anulada pelo Tribunal de Justiça em 2006.
Os outros julgamentos aconteceram entre os anos de 2013 e 2014. Por ser um processo que envolvia uma grande quantidade de vítimas e de réus, o julgamento foi desmembrado em quatro partes. Ao final delas, 73 policiais foram condenados pelas 111 mortes.
A defesa dos policiais decidiu recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo, pedindo a anulação dos julgamentos, sob a alegação de que não seria possível individualizar a conduta dos policiais, dizendo se cada um deles efetuou os disparos ou que policiais foram responsáveis pela morte de quais vítimas.
Na última terça-feira (27), três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri, responsáveis pelo recurso da defesa dos réus, decidiram anular os julgamentos anteriores entendendo que não há elementos para mostrar quais foram os crimes cometidos por cada um dos agentes. Além da anulação, o presidente da 4ª Câmara, desembargador Ivan Sartori, chegou a pedir a absolvição dos réus em vez da realização de um novo julgamento. Porém, o pedido não foi aceito pelos demais membros do colegiado.
Malvezzi concorda que é muito difícil individualizar as condutas. “É legítimo que a gente questione se há possibilidade de individualizar condutas. A perícia no Brasil é tão frágil que você, de fato, não consegue identificar quem fez os disparos. E dentro de uma perspectiva penal mais garantista, há alguma legitimidade na argumentação, sim, de que você não consegue fazer a individualização da responsabilidade pelo massacre. Por isso, achamos importante a responsabilidade política. Mas o que não se pode é negar que existiu”, argumentou.
Durante o julgamento, o juiz Ivan Sartori chegou a dizer que não houve massacre e que os detentos estavam armados e os policiais agiram em legítima defesa.
O secretário estadual de Justiça e da Defesa da Cidadania Márcio Fernando Elias Rosa, também critica a impunidade dos responsáveis pelas mortes no Carandiru. “A Justiça, depois de 24 anos do ocorrido, não se pronuncia de maneira definitiva e não faz justiça. E digo isso não apenas porque me convenço da necessidade de o Estado e o Poder Judiciário darem uma resposta para aquele terrível episódio, terrível pelo número de vítimas e também pelo número de réus, e depois de 24 anos o processo criminal não teve fim. Os julgamentos ocorreram quando eu exercia a Procuradoria-Geral de Justiça e confesso que me empenhei muito para que eles fossem realizados. O que a sociedade espera que ocorra é uma conclusão, uma elucidação, o fim do processo”, disse.
O procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, disse à Agência Brasil que o Ministério Público pretende recorrer da decisão do Tribunal de Justiça.“Da parte do Ministério Público, não estamos conformados, não aceitamos a decisão e vamos apresentar os recursos competentes para reverter a decisão e manter a condenação, evidentemente.”
O massacre
Na tarde do dia 2 de outubro de 1992, por volta das 14h, a dois dias das eleições municipais, dois detentos brigaram no Pavilhão 9, na Casa de Detenção de São Paulo, complexo penitenciário construído nos anos 1920 no bairro do Carandiru, na zona norte da capital. O complexo era formado por sete pavilhões, cada um com cinco andares. Na época, 7.257 presos viviam no Carandiru, 2.706 deles só no Pavilhão 9, onde estavam encarcerados os réus primários, aqueles que cumpriam sua primeira pena de prisão.
A briga se generalizou, começou uma confusão e os funcionários do complexo tentaram acalmar os ânimos dos detentos e recolhê-los às celas. A Polícia Militar foi chamada para conter a rebelião.
Uma tentativa de negociação com os detentos falhou. O comando policial decidiu entrar no local com metralhadores, fuzis e pistolas.
No livro Estação Carandiru, o médico Drauzio Varela, que trabalhou na Casa de Detenção, narra o que aconteceu com base em relatos de presos. “Passava das três da tarde quando a PM invadiu o Pavilhão 9. O ataque foi desfechado com precisão militar: rápido e letal. A violência da ação não deu chance para defesa.”
Cerca de meia hora depois da entrada da PM, as “metralhadoras silenciaram”, contou o médico. Nesse dia, 111 detentos morreram: 84 deles ainda não tinham respondido a processo e ainda não tinham sido condenados.
A ação dos policiais é considerada um dos mais violentos casos de repressão à rebelião em casas de detenção do país. Com informações de Agência Brasil.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Preso em flagrante por abuso sexual é solto pela Polícia Cívil

O homem seguia a vítima todos os dias no metrô de Recife. A princípio, ela achava que o fato dele “se enroscar” nela ocorria por causa da lotação do vagão

© Reuters

Uma vítima de abuso sexual ocorrido no metrô do Recife e sua mãe enfrentaram uma série de obstáculos para conseguir denunciar o crime e levar o acusado e ser preso em flagrante. A jovem de 21 anos era perseguida e assediada há duas semanas e, hoje (21), resolveu reagir. O homem chegou a ser detido por seguranças do metrô, mas foi solto pela Polícia Civil. A vítima e sua mãe denunciam o tratamento dado ao caso, que só depois de divulgado pela imprensa recebeu uma resposta do Estado.

A vítima disse que notou o assédio do acusado há cerca de duas semanas. O abuso ocorria sempre ao pegar o metrô a caminho do trabalho, no início da manhã. No início, achava que o fato dele “se enroscar” nela ocorria por causa da lotação do vagão, mas percebeu que o homem a seguia todos os dias e sempre se colocava ao lado dela no metrô.
Ontem (20), a jovem tentou despistar o suspeito e antes que ela entrasse no ônibus, na saída do metrô, o acusado passou a mão em suas partes íntimas. Ela então resolveu contar para a mãe, que decidiu acompanhá-la para tentar flagrar o abuso. “Ela dizia que não sabia o que fazer, só sentia vergonha e medo, e chorava”, diz a mãe, que é técnica de enfermagem e, como a filha, pede para não ter o nome revelado por medo de vingança do suspeito.
Hoje, mãe e filha fingiram que não se conheciam e entraram em vagões diferentes. O acusado voltou a praticar o abuso, desta vez com mais violência. “Como ele viu que eu não tive reação fez a mesma coisa hoje, mas ele não contava que minha mãe estava comigo”, diz a vítima. Ao sair do metrô as duas se uniram novamente e abordaram o homem. Segundo a mãe, ele tentou fugir, mas ela o segurou e pediu ajuda. Um funcionário do metrô o deteve e elas foram em busca de uma delegacia para fazer a denúncia.
Proteção ao agressor
A partir daí a sequência de fatos fez com que elas reforçassem a ideia de que o Estado não as protegeriam do agressor. A primeira dificuldade foi achar uma delegacia que registrasse a ocorrência. Depois de desistir de passar em uma unidade mais próxima,  que não estava funcionando, mãe e filha seguiram para a 1ª Delegacia de Polícia da Mulher, no bairro de Santo Amaro. O funcionário do metrô que as acompanhava entrou para pedir informações, e, segundo relatou a mãe, ele retornou com a informação de que era preciso registrar o crime na Central de Plantões da Capital.
“Chegamos às 10h30, mais ou menos. Depois de 40 minutos trouxeram ele para a delegacia, porque ele estava detido no metrô até então. Ninguém nos informou nada, e o escrivão só chamou minha filha para ser ouvida às 14h. O delegado não se apresentou em nenhum momento. Depois disso disseram que poderíamos ir embora, só que a gente ficou dentro do prédio. Aí vimos o rapaz sendo liberado”, diz a mãe da vítima.
“Segredo de Justiça”
Desconfiadas do procedimento, pediram para ler o Boletim de Ocorrência assinado pela jovem – cuja cópia não foi disponibilizada pelo escrivão para que elas levassem. “Ela tinha assinado três folhas. Quando a gente chegou só tinham duas. A parte que ela falava do abuso de ontem e de hoje não estava, só a parte da confusão, depois que eu fui falar com ele [o agressor]”, denuncia.
A técnica de enfermagem diz que perguntou o motivo da soltura do homem, e o escrivão disse que não poderia registrar como flagrante e que o caso era “segredo de Justiça”. “Ele foi ignorante, gritou com a gente. Por isso que as pessoas desistem de denunciar”, diz a mulher.
Mudança após divulgação
O tratamento dado à dupla foi divulgado por dois jornalistas que estavam na Central. Quando elas voltavam para casa em um táxi, receberam uma ligação que elas dizem ter sido do chefe da Polícia Civil, Antônio Barros, pedindo que se dirigissem à Delegacia da Mulher de Santo Amaro para serem ouvidas. A delegada da mulher, Ana Elisa, começou o depoimento. Depois, foi terminado pela chefe do Departamento de Polícia da Mulher, Inalva Regina Moreira.
A delegada Ana Elisa, que agora é responsável pelo caso, falou com jornalistas presentes na delegacia na noite de hoje (21). Ela evitou emitir opinião a respeito do ocorrido no atendimento anterior, mas diz que a prisão em flagrante deveria ter sido feita.“A gente não pode dizer que houve um erro porque preciso saber o que aconteceu. Eu não posso atribuir que houve erro. O que preciso é apurar o motivo dele ter sido posto em liberdade”, disse. “De acordo com o que eu observei até agora eu acredito que sim, ele estaria preso em flagrante”.
Ana Elisa também disse que a retirada de trecho do depoimento da vítima “não se faz”, e informou que a vítima de violência sexual pode procurar qualquer delegacia para fazer uma denúncia. “Qualquer delegacia está apta. Não existe uma delegacia especializada. Houve um mal-entendido, porque de repente ela achou que era aqui, outras pessoas disseram que pode ser lá na outra delegacia, por isso que houve esse mal-estar em relação onde ela seria atendida”.
Suspeito será intimado
De acordo com a delegada, o suspeito vai ser intimado a depôr como um caso de estupro, mas relatou que ele está “foragido” e que não há data para colher o depoimento. “A gente não sabe onde encontrá-lo. Vamos ter cautela e amanhã fazemos as buscas para intimá-lo”.
A jovem que foi abusada está com medo de trabalhar e a família vai se organizar para acompanhá-la diariamente. “O acusado passou perto de mim com o B.O. na mão. Ele tem todos os meus dados e sabe o caminho que eu faço todos os dias. Na hora que minha mãe abordou ele, disse que conhecia a gente da Mangueira, do bairro onde eu moro”, lamentou ela, que pede que o suspeito seja preso. “Mesmo se me proteger de alguma forma, e as outras mulheres, ficam como? Porque pessoas como ele que estudam o horário que a pessoa entra, sai, onde eu vivo. Isso é um psicopata”.
O delegado Flamínio Barros de Siqueira Campos, que estava de plantão na Central de Plantões da Capital, não atendeu as ligações da Agência Brasil. A assessoria de imprensa da Polícia Civil de Pernambuco também foi procurada, mas ainda não se pronunciou.
Com informações da Agência Brasil.

domingo, 4 de setembro de 2016

Lava Jato completa dois anos sem nenhum político julgado

Em março de 2015, a PGR apresentou ao relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, a primeira lista de políticos que deveriam ser investigados

© DR
A Lava Jato completou no último domingo (28) dois anos e segue sem nenhum político condenado. A operação tem apenas dois parlamentares réus em ações penais que estão ainda em fase inicial de julgamento no Supremo Tribunal Federal. O juiz federal responsável pelas ações da primeira instância, Sergio Moro, já decidiu por 106 condenações, mas segue sem nenhum julgamento.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a história da Lava Jato no STF começou em agosto de 2014, após depoimentos do ex-diretor de da Petrobras Paulo Roberto Costa à PGR. Ele levantou suspeitas sobre mais de duas dezenas de parlamentares. O doleiro Alberto Youssef fechou sua delação premiada em dezembro do mesmo ano.
Em março de 2015, a PGR apresentou ao relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, a primeira lista de políticos que deveriam ser investigados. Foram 28 pedidos de abertura de inquérito e sete pedidos de arquivamento.
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