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sábado, 27 de outubro de 2018

Às vésperas da eleição, Brasil descola dos mercados globais

Nem o dia negativo nos principais mercados de risco nesta sexta-feira (26) tirou o ânimo do investidor

© Elza Fiúza/ABr

O mercado tirou do horizonte qualquer tipo de cautela que poderia pautar o mercado às vésperas da definição do novo presidente. Nem o dia negativo nos principais mercados de risco nesta sexta-feira (26) tirou o ânimo do investidor, que dá por certa a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) neste domingo (28).

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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Briga entre pais e filho termina com morte de homem em SP

O motivo da discussão ainda não foi revelado

© Pixabay

Uma discussão familiar acabou resultando na morte de um homem, de 54 anos, em Panorama, São Paulo. O caso aconteceu na madrugada desta segunda-feira (4). A vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

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domingo, 25 de dezembro de 2016

Reformas, corrupção e Trump são desafios para o Brasil em 2017

O que prometia ser o ano da virada, 2016 termina na maior recessão da história

© PixaBay
"Estamos no ano que não acaba nunca." A frase do economista José Roberto Mendonça de Barros, resume o sentimento do brasileiro. O ano de 2016 concentrou tantos eventos mirabolantes - para o bem e para o mal - que exauriu a capacidade de assimilação até dos pensadores mais afiados.

Na largada, prometia ser o ano da virada, mas termina na maior recessão da história. Foi o ano de salto nos pedidos de recuperação judiciais entre empresas e de acelerado empobrecimento das família. As vendas despencaram. Tivemos o pior Dia das Crianças em três anos, a pior Páscoa em 10, o pior Dia das Mães em 13. O número de desempregados é inédito: 18 milhões, somando esperançosos de encontrar uma vaga e desalentados que desistiram dela.
Na esfera política, foi o ano do segundo impeachment desde a redemocratização. Como quem deve trocar pneu furado com o carro andando, a nova equipe econômica tenta, no meio da crise, deter o déficit nas contas da União, estancar o avanço da calamidade financeira nos Estados e a explosão da dívida pública.
Foi também uma fase de estonteantes denúncias. Na franja mais promíscua entre público e privado, a Operação Lava Jato encerrou o seu terceiro ano com 120 condenações. Em breve se torna pública e oficial a "delação do fim do mundo", que levou o grupo Odebrecht a assumir a maior multa da história por pagamento de propinas. Já se sabe que suas 77 delações mancham o governo e o Congresso - os mesmos entes que devem levar adiante o duro ajuste fiscal e reformas polêmicas.
Convicções
Desse ano que "não tem fim", Mendonça de Barros extraiu duas convicções: "Há uma gigantesca rejeição à corrupção como prática de ganhar e exercer o poder. E a crise econômica se mostra mais dura do que se imaginava". O desafio é equilibrar as demandas, sem que uma não esfacele a outra. Talvez uma alternativa esteja na visão de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central: "A responsabilidade fiscal é a primeira providência para o combate à corrupção".
Em seu diagnóstico, o cientista político americano Albert Fishlow argumenta que essas tarefas são desafiadoras, porque implicam em reformas econômicas - como a da Previdência - e políticas - como a redução no número de partidos -, sem a penalização dos mais pobres: "As necessidades são extraordinariamente numerosas, enquanto as maneiras de supri-las são escassas", diz ele.
Junte-se à equação o fato de o País ser uma democracia, aberta ao debate, e que as medidas não são unanimidades. A proposta de emenda à Constituição que limita as despesa, a PEC do Teto dos Gastos, já vale em 2017, mas atrai divergências. "Mesmo que ocorram reformas amplas nos gastos obrigatórios, o limite proposto gerará uma queda real do gasto social per capita. Em um País com a demanda crescente por serviços públicos, é um retrocesso", diz o ex-ministro Nelson Barbosa. A reforma da Previdência, vital para o teto e ainda em tramitação, é mais controversa . "O governo argumenta que se não aprovada, vai estourar a Previdência. Não apresenta, no entanto, os dados, premissas e memória de cálculo que deveriam embasar essa ameaça", diz o economista Amir Khair.
Também não ajuda o ambiente externo intrincado, principalmente a partir da eleição de Donald Trump à presidência dos EUA. "Trump muda tudo. A única questão é em que direção", diz Barry Eichengreen, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Juntando os cenários interno e externo, Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú, reforça que há muito trabalho pela frente: "Terminamos 2016 com perspectivas melhores, graças a nova equipe econômica, mas longe do que desejamos e do que o País merece "As distorções econômicas são imensas e demandam tempo para serem resolvidas, como explica Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central.
"O retorno dos superávits primários somente ocorrerá com a elevação das receitas vindas da retomada do crescimento, mas isto não será fácil", diz ele. Pior. O cenário é tão incerto que ainda pode faltar "margem ao governo para impedir a continuidade da recessão", diz a economista Monica de Bolle. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo. 

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