No Dia da Não-Violência contra a Mulher, celebrado neste sábado (25), a Human Rights Watch divulga relatos sobre violência contra presas
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| © REUTERS/Toru Hanai |
Às vésperas do Dia da Não-Violência contra a Mulher, celebrado neste sábado (25) em todo o mundo, a ONG Human Rights Watch divulgou relatos de oito norte-coreanas sobre abusos sexuais sofridos em prisões do regime de Kim Jon Un. Um deles é o de uma agricultora presa após tentar fugir para a China. Segundo ela, o agente que a interrogou, em de Hamgyong do Norte, a estuprou diversas vezes.
Até pelas próprias características de Pyongyang, a ONG revela dificuldade em reunir números. "Por causa da hierarquia, as mulheres correm sério risco de ser tornarem vítimas de violência e abusos", explicou Heather Barr, ao Deutsche Welle. As mulheres também temem pela própria segurança. As oito que falaram moram atualmente na Coreia do Sul.
"Nós conversamos com ex-detentas e ex-altos funcionários do regime. Ambos os grupos relataram que estupro e outras formas de violência sexual contra prisioneiros não são considerados crimes graves, mesmo que sejam proibidos e punidos por lei", garante a pesquisadora sobre direitos das mulheres na ONG. As conversas revelam que violência física e assédio são práticas corriqueiras e que as detentas também sofrem com trabalho forçado e torturas.
"Muitos abusos ocorrem até mesmo em público. Somente a violência sexual extrema costuma acontecer a portas fechadas e sem testemunhas. Ambos os lados – agressores e vítimas – mantêm frequentemente silêncio sobre o que aconteceu", conta. Segundo a pesquisadora, em muitos casos as vítimas são consideradas culpadas pela violência que sofrem.
Via...Notícias ao Minuto

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