sábado, 28 de setembro de 2019

Investigada empresa espanhola que terá ajudado EUA a espiar Assange

Fontes judiciais confirmaram à agência EFE a abertura de uma investigação pelo juiz José de la Mata, do Tribunal Central de Instrução da Audiência Nacional

@DR
A Audiência Nacional de Espanha abriu uma investigação à empresa espanhola Undercover Global SL, responsável pela segurança privada da embaixada do Equador em Londres, denunciada por espionagem pelo fundador do WikiLeaks, Julian Assange.


Fontes judiciais confirmaram à agência EFE a abertura de uma investigação pelo juiz José de la Mata, do Tribunal Central de Instrução da Audiência Nacional, após uma participação apresentada por Assange junto deste tribunal especial de Madrid.
Embora a alegada espionagem tenha ocorrido no Reino Unido, a Audiência Nacional foi considerada competente neste caso, porque é um crime supostamente cometido por um espanhol no estrangeiro.
Especificamente, de acordo com o jornal El País, este tribunal investiga se o proprietário da empresa, David Morales, facilitou que os serviços de inteligência dos Estados Unidos pudessem acompanhar as reuniões de Assange com seus advogados e colaboradores.
Depois de revelar vídeos dessa suposta espionagem, há meses, o ministro das Relações Exteriores do Equador, José Valencia, disse, em julho, que o país se reservava o direito de responder, mesmo por meios legais, contra as empresas de segurança encarregadas da vigilância na sua embaixada no período em que ali permaneceu.
O fundador do Wikileaks refugiou-se durante sete anos na Embaixada do Equador, em Londres, de 2012 até abril passado, quando o governo do presidente Lenin Moreno decidiu retirar o asilo concedido pelo seu antecessor, Rafael Correa.
O ativista australiano está atualmente detido numa prisão situada a oeste de Londres, aguardando o julgamento em fevereiro para decidir se deverá ser extraditado para os Estados Unidos.
Uma juiz britânica decidiu em 13 de setembro que Assange iria continuar preso devido à sua "história de evasão" até ao julgamento da extradição se realizar, apesar da sua condenação, por violar as condições da liberdade condicional no Reino Unido em 2012, ter expirado em 22 de setembro.
VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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