quarta-feira, 17 de março de 2021

Lotados, hospitais privados solicitam 30 vagas no SUS em SP, diz secretário

 

Nos 16 hospitais-dia do município, as cirurgias eletivas foram suspensas e os centros cirúrgicos foram transformados em UTI

© Getty Images- Imagem ilustrativa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Por falta de vagas para o tratamento de pacientes com a Covid-19, os hospitais privados da capital paulista solicitaram, nos últimos quatro dias, 30 vagas de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) à rede pública de saúde da cidade de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB). A informação foi dada nesta terça-feira (16) pelo secretário de Saúde do município, Edson Aparecido, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

"Olha só: hospital privado pedindo leito no Sistema Único de Saúde [SUS]. Quem poderia imaginar que isso alguma vez fosse acontecer? Nunca aconteceu isso no país", disse Aparecido ao jornalista José Luiz Datena.

Aparecido não soube informar todos os hospitais particulares da cidade que fizeram pedido pelas vagas. Ele citou apenas um, o São Camilo. Porém, a assessoria de imprensa do hospital diz que "desconhece a informação" e que está com ocupação de 99% de suas vagas de UTI e enfermaria destinadas ao tratamento da Covid-19.

A reportagem solicitou a lista completa dos hospitais à Secretaria Municipal de Saúde, mas a pasta não respondeu até o momento desta publicação.

"Momento mais difícil da pandemia" Ainda na entrevista à Rádio Bandeirantes, Aparecido disse que considera este o pior momento que a capital paulista já atravessou desde o início da pandemia. Na segunda-feira (15), a taxa de ocupação de leitos municipais era de 85% na UTI e 81% na enfermaria.

Para tentar absorver a alta demanda, ele afirmou que a prefeitura tem investido na criação de novos leitos. "Estamos abrindo nesta semana mais 130 leitos de UTI, sendo 100 no M'Boi Mirim, 20 no Guarapiranga e dez no São Luiz Gonzaga, e 425 leitos de enfermaria", afirmou.

"Todo esse esforço está sendo insuficiente para o momento muito grave que nós estamos vivendo da pandemia no estado e aqui na cidade, porque, além de tratar as pessoas que são da capital, nós temos recebido muitos pacientes de fora da cidade. E obviamente não podemos deixar de tratar também essas pessoas. Então, é talvez o momento mais difícil da pandemia, desde janeiro do ano passado. Estamos com uma pressão muito grande", acrescentou.

Ele citou ainda que, no fim de semana, as 19 AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) da cidade passaram a receber pacientes que precisavam de oxigenação. Nos 16 hospitais-dia do município, as cirurgias eletivas foram suspensas e os centros cirúrgicos foram transformados em UTI.

"O perfil do paciente mudou muito. É o jovem adulto, entre 20 e 45 anos. Ele demora um pouco mais para procurar o serviço de saúde. Quando procura, já está normalmente agravado e precisa de um serviço de oxigenação muito maior. Por isso que a gente está pedindo a todo mundo que quando apresentar qualquer sintoma corre, vai imediatamente a um serviço de saúde para poder ser acompanhado, monitorado, eventualmente já poder ocupar algum espaço dentro das nossas unidades", completou Aparecido.

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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