quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

PF envia delegado que investiga facada em Bolsonaro para missão nos EUA por dois anos

Rodrigo Morais Fernandes trabalhará por dois anos em força tarefa em Nova York, nos Estados Unidos

© Getty


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, assinou uma portaria em 8 de dezembro designando o delegado Rodrigo Morais Fernandes, responsável pela investigação sobre a facada em Jair Bolsonaro (PR), para trabalhar por dois anos em força tarefa em Nova York, nos Estados Unidos.

Segundo a portaria, Fernandes deverá exercer a partir de fevereiro de 2022 a função de oficial de ligação da Polícia Federal junto à força tarefa de El Dorado no escritório da Homeland Security Investigations (HSI), em Nova York.

Internamente, na PF, a ida aos Estados Unidos é vista como a realização de um desejo do próprio delegado, e não uma transferência forçada. Fernandes adquiriu experiência internacional ao atuar como diretor de inteligência da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos entre 2013 e 2015.

Jair Bolsonaro até hoje tenta levantar suspeitas sobre a facada que levou, questionando o trabalho feito pela PF. Morais concluiu não haver indícios de mandantes até o momento e que Adélio Bispo teria atuado sozinho. Bispo foi considerado doente mental pela Justiça e, por isso, inimputável.

Em novembro, a PF reabriu a investigação e algumas diligências já foram pedidas. A retomada aconteceu após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizar a investida contra Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos advogados de Bispo e alvo de busca e apreensão em dezembro de 2018.

Morais vai analisar os dados bancários e o conteúdo do celular apreendido com o defensor para avançar na última lacuna do caso, sobre se houve mandante para o ataque.

A PF espera, a partir da análise dos dados, ter respostas definitivas sobre o motivo para ele ter assumido o caso, uma vez que Bispo não tinha condições financeiras para pagá-lo. ​

O objetivo é apurar se Oliveira Júnior recebeu de terceiros para assumir a defesa ou seu interesse era apenas midiático, por se tratar de um processo que daria visibilidade ao advogado.

Em agosto, Maiurino indicou Morais para ocupar um posto na diretoria de Inteligência, mas a nomeação foi travada pela Casa Civil.

O motivo pelo qual a Casa Civil travou a nomeação está sendo investigado no inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, denúncia feita por Sergio Moro ao se demitir do cargo de ministro da Justiça, em abril de 2020.

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