sexta-feira, 15 de abril de 2022

Ucrânia diz ter atacado comboio militar e principal navio russo na região

Na região de Kharkiv, a Ucrânia informou que atingiu uma ponte por onde passava um comboio russo

© Getty Images

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - No 50º dia da guerra promovida pela Rússia, a Ucrânia disse nesta quinta-feira (14) ter atingido um comboio militar inimigo e também o navio mais importante da Marinha russa no mar Negro. Sobre o comboio, o Ministério da Defesa russo não fez menção até o momento. Já sobre o navio, a Rússia disse que houve uma explosão após munição a bordo ter sido detonada, mas não deu mais detalhes sobre o ocorrido.

Na região de Kharkiv, a Ucrânia informou que atingiu uma ponte por onde passava um comboio russo. O ataque aconteceu na área de Izium, cidade a cerca de 620 quilômetros a leste de Kiev, capital ucraniana.

"Alguns dias atrás, nossos soldados descobriram veículos inimigos na região de Kharkiv", disse o Ministério da Defesa da Ucrânia, que apontou que os russos "estavam se movendo para fortalecer seu grupo na região de Kharkiv", alvo constante de ataques. A Ucrânia, então, decidiu "realizar uma emboscada de engenharia".

"Era uma ponte no caminho dos veículos inimigos", explicou o ministério, indicando que colocou explosivos na via. "A ponte foi explodida junto com equipamentos russos de acordo com um determinado plano, destruindo toda a coluna inimiga." O Ministério da Defesa da Rússia ainda não se manifestou sobre o ataque ao comboio.

Chefe de gabinete da Presidência da Ucrânia, Andriy Yermak comemorou o ataque. "Costumava ser uma coluna militar da Federação Russa, mas agora virou sucata. Glória aos nossos soldados."

NAVIO RUSSO

O Moskva, que está no sul da Ucrânia, foi "seriamente danificado" após uma explosão a bordo, segundo a Rússia, que não identifica o incidente como um ataque. Segundo Kiev, porém, a explosão foi causada por mísseis lançados pelas forças ucranianas.

"O foco do incêndio foi contido, não há mais chamas. As explosões de munição cessaram. O Moskva mantém sua flutuabilidade", disse o Ministério da Defesa da Rússia. "Foram tomadas medidas para rebocar o navio de cruzeiro ao porto", acrescentou.

O ministério russo não deu nenhuma indicação sobre as razões do incidente, mas disse que ele está sob investigação. Acrescentou ainda que a tripulação de várias centenas de pessoas foi retirada da embarcação, sem fornecer um número exato.

O Comando Militar do Sul da Ucrânia, por sua vez, disse, nesta quinta-feira (14), que atingiu o Moskva com um míssil Neptune no dia anterior, causando danos significativos, e que o navio tinha começado a afundar.

O Moskva foi originalmente construído na era soviética em Mykolaiv, na Ucrânia, e entrou em serviço no início dos anos 1980, segundo a imprensa russa. A embarcação foi anteriormente utilizada na guerra da Síria. O cruzador carrega 16 mísseis antinavio P-1000 Vulkan, bem como uma série de armas antissubmarino e outros tipos de armas.

O Moskva ganhou notoriedade no início da guerra na Ucrânia quando exigiu a rendição das tropas de fronteira ucranianas que defendiam a estratégica Ilha das Serpentes, mas estas se recusaram desafiadoramente.

PREPARAÇÃO

Para o Ministério da Defesa ucraniano, "há uma ameaça constante" de uso de mísseis em todo o território, e vê "ataques sistemáticos" nas regiões de Kharkiv, Donetsk e Zaporizhzhia, no leste ucraniano.

Segundo a Defesa ucraniana, a Rússia "continua a construir um grupo de aviação perto da fronteira leste". As forças russas estariam fortalecendo "as unidades de artilharia", além de otimizar "os sistemas de gestão existentes, inteligência e apoio médico".

A expectativa da Ucrânia e de países aliados é que a Rússia faça uma nova ofensiva na região leste, principalmente pelo interesse russo no Donbass, área separatista. Áreas da Rússia estarem em "nível amarelo de ameaça terrorista" é outro indicativo para a Ucrânia de que novos ataques estão por vir. O governo russo também disse que pode voltar a atacar Kiev.

Vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Maliar disse que "é muito cedo para retornar a Kiev". "Porque ainda existe uma ameaça de ataques de mísseis em toda a Ucrânia, e o inimigo não deixa o objetivo de capturar toda a Ucrânia -e Kiev em particular."

Para Maliar, "a fase ativa da guerra continua, o que significa que o risco persiste em toda a Ucrânia". "E, considerando que Kiev foi um objetivo fundamental para eles, e eles não deixam esse objetivo, ainda vale a pena esperar", completou.

ATAQUE NA RÚSSIA

Alexander Bogomaz, governador da região de Bryansk, na Rússia, disse, nesta quinta, que as "Forças Armadas da Ucrânia bombardearam Klimovo", cidade que fica perto de Chernihiv, região do norte ucraniano.

"Como resultado do bombardeio, dois edifícios residenciais foram danificados", disse, indicando que houve feridos. A informação não pôde ser verificada com fontes independentes.

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