Alta foi puxada principalmente pelos aumentos nos preços de educação e transportes. Resultado ficou acima das expectativas do mercado e será levado em conta pelo Banco Central na próxima decisão sobre a taxa básica de juros
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| ©Pixabay |
A variação mensal ficou acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,64%, conforme a agência Bloomberg. Para todo o ano de 2026, investidores ouvidos pelo boletim Focus, organizado pelo Banco Central, projetam um aumento de 3,91% nos preços.
De acordo com o IBGE, o avanço do IPCA se deu sobretudo devido ao aumento nos preços nos grupos de educação (5,21% e 0,31 ponto percentual) e e transportes (0,74% e 0,15 ponto percentual). Juntos, os dois grupos representam, aproximadamente, 66% do resultado do mês.
Além de ser a principal métrica do país para medir a variação nos preços de produtos e serviços, o IPCA é fundamental para o andamento da política monetária. É com base no ritmo do índice que diretores do Banco Central escolhem aumentar ou diminuir os juros, o que gera consequências para a economia do país. Quando o IPCA sobe fora do planejado, a autoridade monetária aumenta a taxa de juros para controlar a demanda, assim como o inverso.
Até por isso, a divulgação do IPCA nesta quinta (12) era aguardada por vários setores da economia do país; o índice vai influenciar a próxima reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), marcada para a semana que vem. Especialistas esperam que o órgão diminua a taxa Selic (principal taxa de juros do país) entre 0,25 e 0,5 ponto percentual -a taxa hoje é de 15%.
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