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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Senado pode aprovar nesta quarta jogos de azar no Brasil

De acordo com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), autor do PL 186, apesar de proibidas, as apostas clandestinas movimentam mais de R$ 18 bilhões por ano no Brasil

© DR
Nesta quarta-feira (6), o Senado Federal pode votar pela aprovação ao projeto de lei que regulamenta a exploração de jogos de azar no país (PLS 186/2014).

Proibido há 70 anos no país, os jogos de azar cassinos, bingos, jogo do bicho e vídeojogos, poderão voltar a ser liberados com a mudança na lei.
Segundo informações do Extra, a liberação das apostas está entre as propostas defendidas pelas centrais sindicais como formas de elevar a arrecadação da Previdência Social, evitando a adoção de medidas que prejudique os trabalhadores.
De acordo com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), autor do PL 186, apesar de proibidas, as apostas clandestinas movimentam mais de R$ 18 bilhões por ano no País.
A estimativa da Receita Federal é arrecadar mais de R$ 15 bilhões. Caso seja aprovado pelo plenário do Senado, o texto depois será encaminhado para a Câmara. Os deputados também criaram uma comissão para analisar a legalização dos jogos de azar.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Projeto pede prisão para quem registrar imagem ou voz sem autorização

Proposta é de Veneziano Vita do Rêgo (PMDB-PB) e também pede punição para quem compartilhar

DR
Um projeto de lei que prevê a prisão por até dois anos para quem fotografar, filmar ou captar a voz de alguém sem autorização está em andamento na Comissão de Ciência e Tecnologia.

De acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a proposta +e de Veneziano Vital Rêgo (PMDB-PB), que também pede a prisão de quem divulgar qualquer material dessa natureza.
Entretanto, o relator do projeto, Fábio Sousa (PSDB-GO), sugere que não haja pena em alguns casos, como notícias jornalísticas e denúncias de atos ilícitos. Gravações como a de Sérgio Machado seriam vedadas sem o remendo.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Dilma publica 14 decretos em dia que pode selar seu afastamento.

Os decretos publicados nesta quarta-feira, 11, ainda contemplam assuntos como implantação da TV Digital e regulação de instituições de ensino superior.


No dia que pode ser decidido o seu afastamento da Presidência da República pelo Senado, Dilma Rousseff publicou 14 decretos no Diário Oficial da União (DOU). Os atos abordam assuntos diversos, com destaque para aquele que retira a gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Casa Civil da Presidência e a devolve para o Ministério do Planejamento. A Secretaria do PAC havia sido transferida para a Casa Civil em março deste ano. A intenção do governo naquele momento era que o programa fosse fortalecido sob a responsabilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi nomeado ministro-chefe da pasta, mas teve sua posse suspensa posteriormente pela Justiça.

Os decretos publicados nesta quarta-feira, 11, ainda contemplam assuntos como implantação da TV Digital, regulação de instituições de ensino superior, regulamentação da atribuição de exploração de aeroportos pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) e Infraero, situação jurídica de estrangeiro no País, Código Brasileiro de Aeronáutica e regulamentação do Plano Plurianual da União 2016/2019.

Há também atos sobre requisitos mínimos para a seleção de membros para cargos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Embrapa, órgãos vinculados ao Ministério da Agricultura. Outros atos criam ainda a Força Nacional do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (FN-Suasa) e o Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter), para integrar, em um banco de dados espaciais, informações jurídicas produzidas pelos serviços de registros públicos ao fluxo de dados fiscais, cadastrais e geoespaciais de imóveis urbanos e rurais produzidos pela União, Estados, Distrito Federal e municípios.
Corrupção
O Diário Oficial desta quarta-feira ainda traz várias mensagens da presidente ao Congresso Nacional, por meio das quais ela envia aos parlamentares projetos para criação de universidades e textos de renovações e concessões de radiodifusão. Além disso, ela pede nas mensagens urgência na tramitação de quatro projetos de lei.
Dos quatro pedidos de urgência, três referem-se a projetos do pacote anticorrupção lançado por Dilma em março ano passado. O primeiro projeto estabelece sanções a atividades ilícitas de partido político e de campanha eleitoral, tornando crime a prática de caixa 2; o segundo altera o Código de Processo Penal para tratar da indisponibilidade de bens, direitos e valores adquiridos por meio de atos de corrupção; e o terceiro acrescenta artigo ao Código Penal para criminalizar o enriquecimento ilícito de servidores públicos.
Além desses atos, Dilma sancionou três leis - uma sobre regras tributárias relativas aos Jogos Olímpicos, outra sobre prioridade de tramitação a processos que apurem crime hediondo e uma terceira sobre responsabilidade de notários e oficiais de registro.

sábado, 7 de maio de 2016

Governo propõe reajuste de 5% no IR e taxação de grandes heranças.

Pela proposta, a alteração valerá para janeiro de 2017 e terá impacto na cobrança mensal a partir dessa data e na declaração a ser feita em 2018.

DR
O governo enviou nesta sexta-feira (6) à Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5205/16, que corrige em 5% os valores da tabela mensal do Imposto de Renda para pessoas físicas, com reajuste também para as deduções e os limites de isenção previstos na legislação. Pela proposta, a alteração valerá para janeiro de 2017 e terá impacto na cobrança mensal a partir dessa data e na declaração a ser feita em 2018.

A Agência Câmara Notícias explica que, com a mudança na tabela do IR, a isenção sobe de R$ 1.903,98 para R$ 1.999,18, ou seja, quem ganha por mês até essa quantia não paga o imposto e, a partir desse valor, passa a pagar 7,5%. O limite máximo também sobe, de R$ 4.664,68 para R$ 4.897,92, para os que pagam a maior alíquota, de 27,5%.
As deduções também foram reajustadas, como tem sido a prática em reajustes anteriores, e terão os seguintes valores:
Dedução mensal por dependente: de R$ 189,50 para 199,07
Despesas anuais com instrução: de R$ 3.561,50 para 3.739,58
Despesa anual com dependente: de R$ 2.275,08 para 2.388,84
Rendimentos isentos de aposentadoria e pensão para contribuintes acima de 65 anos: de R$ 1.903,98 (por mês) para R$ 1.999,18 (por mês)
Desconto simplificado: R$ 16.754,34 para R$ 17.592,06.
Heranças 
Como forma de compensação pela perda de arrecadação, que o governo calcula em R$ 5,2 bilhões, a proposta também prevê medidas compensatórias. A principal delas é que o Imposto de Renda deve incidir sobre heranças acima de R$ 5 milhões e doações acima de R$ 1 milhão, que estavam isentos até agora do IRPF. As doações são uma antecipação de herança, e esse montante será observado em até dois anos para a cobrança.
De acordo com os valores divulgados pela Receita Federal, com base na declaração de 2014, 6,5 mil contribuintes declararam ter recebido doações e heranças acima de R$ 1 milhão. Atualmente, toda doação ou herança recebida está isenta do imposto sobre a renda, e a estimativa de aumento na arrecadação para o ano de 2017 é de R$ 1,06 bilhão para a tributação das heranças e de R$ 494 milhões para a tributação das doações.
Lucro presumido
Outra medida prevista é a tributação do excedente do lucro pelas empresas optantes pelo sistema de lucro presumido e pelo Simples Nacional (Supersimples).
Atualmente, as legislações dos dois benefícios não preveem a cobrança, mesmo quando o benefício de isenção é repassado a outra empresa ou pessoa acima dos limites da legislação.
Dessa forma, uma alíquota de 15% para essa faixa que não é tributada deve render R$ 2,16 bilhões. O caso é mais recorrente entre as empresas que optam pelo lucro presumido, mas a legislação do Simples iguala os dois regimes.
Direito de imagem e voz
O projeto também prevê a tributação integral sobre profissionais que constituem empresas para explorar seu próprio direito de imagem e voz, como artistas e atletas. Atualmente, essas empresas podem optar pelo lucro presumido, de forma que a base de cálculo para a incidência do IR é de 32% dos rendimentos recebidos pelos profissionais.
Mas o benefício do lucro presumido, segundo o Ministério da Fazenda, deveria ser dado a empresas com demanda de estruturas físicas e profissionais, o que não é o caso das empresas de exploração de marcas e imagem. Dessa forma, a base de cálculo do Imposto de Renda da pessoa jurídica será de 100%, e o aumento na arrecadação é estimado em R$ 836 milhões.
Indústria Química
O governo propôs, no mesmo projeto, reduzir os benefícios fiscais do Regime Especial da Indústria Química (Reiq). Os benefícios são dados na cobrança da PIS/Cofins, principalmente na importação de insumos para centrais petroquímicas. A estimativa de recuperação de receita é de R$ 800 milhões.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Jean Wyllys e filho de Bolsonaro se unem contra o bloqueio da internet fixa.

(Foto: Divulgação)
A polêmica do limite e bloqueio da internet fixa está atingindo até mesmo a Câmara dos Deputados. Conhecidos por não serem lá muito próximos, os deputados federais Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do também deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), parecem estar unidos em ao menos uma causa: acabar com a limitação do acesso à internet.
Para quem não está antenado com o assunto, a operadora de telefonia e internet Vivo informou que iria começar a bloquear o acesso à internet de usuários que consumissem toda a franquia de dados contratada. A medida seria ainda mais agressiva do que as sanções praticadas por outras operadoras. A NET, por exemplo, desde 2004, apenas reduz a velocidade da conexão que quem consome os dados contratados.
Assim, em publicação no Facebook, Wyllys afirmou que criou o PL 5094/2016, Projeto de Lei que “proíbe a redução de velocidade, a suspensão do serviço ou qualquer forma de limitação, total ou parcial, de tráfego de dados de internet fixa, residencial ou empresarial”.

A proposta ainda prevê que as empresas que descumprirem as regras poderão pagar multas que podem chegar até R$ 5 milhões. Outra pena prevista, essa para as companhias reincidentes, será proibir o oferecimento de novos contratos por até 30 dias.

Já Bolsonaro havia publicado um vídeo no YouTube neste mês respondendo algumas pessoas que cobravam ações do político em relação a medida da Agência Nacional de Telecomunicações. Segundo o político, há um Projeto de Emenda à Constituição criado ainda em 2015 para impossibilitar a limitação da internet.


Na PEC 86/2015, Bolsonaro pede para “incluir entre as garantias fundamentais do cidadão o acesso à internet e a inviolabilidade do sigilo das comunicações realizadas por meio digital”. A emenda entraria no artigo 5º da Constituição Federal.


Além de Wyllys e Bolsonaro, outros políticos, órgãos de defesa do consumidor e grupos de consumidores também estão engajados contra o bloqueio da internet fixa. Uma petição na internet já atingiu mais de 1,6 milhão de assinaturas.

Via...Olhar Digital

terça-feira, 29 de março de 2016

Nos EUA, lei poderá multar quem digita no celular enquanto caminha pela rua.

(Foto: Pexels)
Você tem o hábito de andar pelas ruas e calçadas de sua cidade com a cabeça baixa, olhos e mãos fixas no smartphone, sem dar muita atenção ao que acontece ao seu redor? No estado norte-americano de Nova Jersey, esse hábito pode se tornar crime, passível de multa e até prisão, caso uma proposta de lei seja aprovada.
A ideia é da congressista Pamela Lampitt, que sugere uma multa de até US$ 50 (cerca de R$ 180 na cotação atual do dólar) ou 15 dias de prisão para quem for flagrado andando pelas ruas de Nova Jersey com as mãos ocupadas em um aparelho eletrônico. "Pedestres distraídos, assim como motoristas distraídos, representam um potencial perigo para si mesmos e outras pessoas nas ruas", disse Pamela.
Segundo a congressista, cerca de 11 mil pessoas acabaram feridas em incidentes causados por distração nos EUA, entre 2000 e 2011. Além disso, o número de pedestres mortos aumentou de 11% para 15% do total de acidentes no trânsito entre 2005 e 2014, diz Pamela.
Propostas semelhantes já foram apresentadas em diversos outros estados americanos, como no Havaí, Arkansas, Illinois, Nevada e Nova York. Por enquanto, porém, não há data para que o projeto de lei de Nova Jersey seja discutido ou votado no Congresso local.
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