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domingo, 29 de maio de 2016

Em um ano, 910 mil famílias caem de classe social

Estudo mostra encolhimento da classe média entre 2015 e 2016. No mesmo período, 109 mil famílias passaram à classe A, com rendimentos superiores a R$ 20,8 mil.

DR
Pela primeira vez desde 2008, o país vê um movimento de queda de classes sociais. De acordo com estudo da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), a chamada classe B2 (com famílias de renda média de R$ 4,9 mil) perdeu 533,9 mil domicílios. Entre aqueles que ganham R$ 2,7 mil, a queda chegou a 456,6 mil famílias. As informações são do jornal Estado de S. Paulo deste domingo (29).

No mesmo período,as classes mais baixas cresceram. A categoria C2, que abrange família de rendimento médio de R$ 1,6 mil ganhoi 653,6 mil domicílios. Mais 260 mil casas passaram às classes D e E, com renda média de R$ 768.
"Porcentualmente, esse movimento é pequeno. Mas, em termos absolutos, estamos falando em um acréscimo de mais de 910 mil famílias nas classes pobres em apenas um ano", disse Luis Pilli, a Abep. Ao mesmo tempo, a classe A - com rendimento médio de R$ 20,8 mil - ganhou 109,5 mil famílias no mesmo período.
Com renda menor, as famílias têm abrido mão de itens como segundo carro e casa maior. "São decisões que geralmente demoram algum tempo para serem tomadas", avalia Pilli. Na visão de Naercio Menezes Filho, do Insper, as famílias vêm se desfazendo de ativos. "Isso era esperado, porque a crise é muito forte", diz. No entanto, não há números oficial do IBGE para estudar o movimento.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O que é a meta fiscal? Entenda

A equipe econômica anunciou na última terça (24) medidas, ainda não totalmente detalhadas, para reduzir gastos e elevar receitas.

DR
Nesta terça-feira (24) o governo Temer votou e aprovou a proposta de revisão da meta fiscal com a elevação do deficit primário para R$ 170,5 bilhões. Mas afinal, o que é meta fiscal?

É uma estimativa, feita pelo governo, de qual será a diferença entre o que ele vai arrecadar -com tributos, por exemplo- e gastar -com obras, educação, saúde, salários do funcionalismo etc.
A meta pode ser negativa?
Em geral, em países emergentes como o Brasil, a meta é positiva, ou seja, o governo promete gastar menos do que arrecada, para que sobre dinheiro e, com isso, ele consiga evitar que sua dívida cresça.
Se a dívida do governo está sob controle, os investidores e instituições dispostas a emprestar dinheiro aceitam financiar o governo com juros mais baixos.Nesta quarta, no entanto, o Congresso aprovou uma meta negativa, ou seja, deu licença ao governo para gastar R$ 170,5 bilhões acima do que vai arrecadar neste ano.
Por que a meta atual é negativa?
Porque estima-se que o governo gastará mais do que vai arrecadar. Há três principais fatores para isso:a) com a crise econômica, a arrecadação de tributos está caindo. No primeiro quadrimestre deste ano, a queda foi de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
b) regras constitucionais fazem com que os gastos públicos cresçam acima da inflação em áreas como saúde, educação e previdência.
c) a baixa eficiência do gasto público país faz com que os governos gastem mais do que precisariam para oferecer um serviço insuficiente.
Como o governo vai conter o rombo?
A equipe econômica anunciou na última terça (24) medidas, ainda não totalmente detalhadas, para reduzir gastos e elevar receitas.
Por que o governo comemorou a aprovação do défict? 
Fundos, bancos e empresários estão adiando decisões de investimento têm dúvidas sobre a capacidade do governo de aprovar as medidas para conter o rombo nas contas públicas.
Se o governo não conseguir segurar esse rombo e o consequente aumento da dívida pública, os juros continuarão subindo e a crise se agravará.A votação da madrugada desta quarta foi considerada um primeiro teste da capacidade do governo de articular politicamente o apoio dos congressistas -e, por isso, foi comemorada presidente interino, Michel Temer.
Como isso afeta você?
O desequilíbrio das contas públicas afeta o cidadão comum de várias formas. Algumas delas:
a) eleva os juros para quem quer pegar empréstimo ou comprar em prestações
b) dificulta investimentos das empresas, o que pode reduzir a oferta de emprego
c) reduz a oferta e a qualidade do serviço público
Com informções da Folhapress.

domingo, 22 de maio de 2016

Contribuinte prestes a se aposentar corre ao INSS para calcular benefício

O principal receio é de que uma modificação nas regras altere o tempo mínimo de contribuição ou desvincule benefícios, como o do reajuste do salário mínimo.

DR
As discussões sobre a reforma nas regras da Previdência, defendida pelo novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, causa preocupação entre quem está próximo de atingir o limite mínimo para se aposentar ou já reúne condições para solicitar o benefício no INSS. O principal receio é de que uma modificação nas regras altere o tempo mínimo de contribuição ou desvincule benefícios, como o do reajuste do salário mínimo.

A reportagem esteve na sexta-feira em uma agência do INSS do centro de São Paulo e, por uma hora, presenciou parte dessas preocupações. Cinco entrevistados relataram terem ido ao local motivados pelas discussões em Brasília, sendo que três não tinham agendado o atendimento no site do INSS, uma exigência do órgão. Todos procuravam calcular o tempo de contribuição para tentar adiantar o processo de aposentadoria.
"Eu ouvi falar que os caras (do governo federal) querem mudar a idade para se aposentar e corri para cá", disse Gilson Alves da Silva, de 59 anos. Técnico em manutenção de ar-condicionado, ele tem 35 anos de contribuição - tempo suficiente para entrar com o pedido de aposentadoria. Mas tem receio de que uma nova legislação o obrigue a trabalhar por mais tempo. "Só não quero contribuir mais para um benefício que nem sei quando terei."
Esse tipo de dúvida tem sido frequente para Willi Fernandes, consultor jurídico do Centro Paulista de Apoio aos Aposentados e Servidores Públicos (Cepaasp). "Desde quinta-feira retrasada, quando o novo governo assumiu, recebo ligações para consultas sobre o futuro da aposentadoria", diz o advogado, que também registrou aumento na procura por parte de quem já é beneficiário da Previdência. "Muita gente está preocupada com a desindexação do benefício ao salário mínimo. Hoje, 65% dos aposentados recebem só um salário mínimo."
A advogada Marta Gueller, especialista em previdência social, precisou reforçar os atendimentos telefônicos do escritório. "Os clientes querem fazer o cálculo para começar o processo", diz. A especialista tem sugerido calma aos clientes. "Eu digo sempre que o governo vai ter de criar uma regra de transição, no caso de mudanças. E quem já atingiu o limite por idade tem direito adquirido, uma cláusula pétrea da Constituição. Para quem não tem a idade mínima, não adianta nada começar um processo agora", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Governo quer idade mínima de 65 anos para aposentadoria no INSS

"A maior parte dos países está caminhando para isso”, disse Henrique Meirelles, ministro da Fazenda.

DR
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles seguiu a linha do presidente interino Michel Temer e reafirmou o desejo do governo de assegurar a idade mínima de 65 anos para pedir a aposentadoria por tempo de contribuição ao INSS. A medida vai fazer com que os brasileiros, que hoje se retiram do mercado, em média, aos 57 anos, trabalhem por mais tempo.

De acordo com o Extra, o ministro disse que o sistema previdenciário do Brasil não é sustentável, o que pode deixar futuros aposentados sem dinheiro, quando derem entrada no benefício. Essa é a razão de aumentar o tempo mínimo de contribuição.
“O mais importante é assegurar o benefício no futuro dos brasileiros. Não haverá como cumprir os compromissos, porque não poderão ser financiados. Despesa pública é sempre paga pela população. E o sistema previdenciário também. Temos que criar uma Previdência que garanta a aposentadoria para todos os que têm direito”, disse Meirelles em entrevista, falando ainda sobre os 65 anos.
“Isso aí nós estamos estudando ainda. Mas a maior parte dos países está caminhando para isso”, acrescentou.
O déficit da instituição pode chegar a R$ 116 bilhões em 2016.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Imposto de Renda: contribuinte já pode saber se caiu na malha fina.

A Receita Federa liberou as consultas ao 'extrato' do Imposto de Renda; já é possível saber se o contribuinte cometeu irregularidades.

DR
A Receita Federal divulgou nesta terça-feira (17) que os contribuintes já podem ter acesso ao extrato de entrega do Imposto de Renda de 2016.

A consulta permite que o cidadão saiba se está dentro da malha fina do leão, ou seja, se teve sua declaração retida por conta de pendências ou inconsistências.
O Fisco informou que 716 mil declarações já estavam retidas na malha fina do Imposto de Renda deste ano.
O contribuinte que identificar no extrato algum erro deve fazer a retificação para não cair na malha fina. A Receita explica que quem enviar nova declaração com as informações corretas automaticamente fica com a declaração liberada da malha.
Como saber se caiu na malha fina?
Para ter acesso ao extrato do processamento da declaração, o contribuinte deve acessar a página do e-CAC - Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte.
Na plataforma do e-CAC é possível verificar as pendências e também autorizar que um dispositivo móvel (celular ou tablet) obtenha informações e acompanhe o processamento de sua declaração. Assim, sempre que sua declaração for recepcionada, retificada, entrar ou sair da malha fina ou tiver crédito de restituição enviado para o banco, o dispositivo móvel cadastrado será avisado. Para isso, além do cadastramento no e-CAC, é necessário instalar e ativar o serviço no APP IRPF.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Vai comprar no camelô? Saiba como identificar celulares, tablets e PCs roubados.

(Foto: Reprodução)
O valor cada vez maior dos eletrônicos no Brasil e a valorização do dólar nos últimos anos faz com que muitos brasileiros optem por comprar aparelhos eletrônicos em mercados, digamos, pouco convencionais. Ao invés das grandes cadeias multinacionais, as compras são feitas diretamente em lojas localizadas em centros urbanos, pela internet e comerciantes de rua espalhados pelo Brasil.
No entanto, nem tudo são flores e o preço baixo dos produtos pode sair caro. São comuns os relatos de produtos roubados comercializados nesses locais. Para poder continuar comprando em mercados paralelos, o Olhar Digital traz algumas dicas para quem não quer adquirir um produto que pertence à outra pessoa.
Antes de tudo, tenha em mente que é preciso desconfiar sempre que a proposta for extremamente boa.  Afinal, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Busque também por referências daquele vendedor e questione a origem do produto.
Alguns órgãos também podem ajudá-lo a conseguir informações sobre o comerciante. Consulte o Procon e o Serasa para saber se ele, ou a loja dele, foi alvo de alguma reclamação oficial. O site ReclameAqui também pode ser utilizado esclarecer dúvidas acerca da honestidade do vendedor.
Outra dica importante é pedir o cupom fiscal original do produto. Dessa forma, é possível saber se o produto foi mesmo comprado por aquela pessoa ou por um terceiro. “Essa é uma dica valiosa, já que evita eventuais contratempos. Vale também verificar se a embalagem do aparelho (no caso de produtos novos) foi violada”, orienta o advogado Lucas Nowill.
Celulares
Um dos métodos mais simples para descobrir se um celular foi comprado de forma legal, é consultar o número do IMEI do aparelho para saber se ele foi bloqueado ou não. Trata-se de um código numérico único que identifica cada aparelho celular. Com essa numeração, é possível realizar o bloqueio do aparelho para torná-lo inutilizável.
Para realizar a consulta para saber o IMEI, basta discar para o código: *#06#. No caso de iPhones, o número também pode ser encontrado na parte traseira do aparelho ou no iTunes.
Em seguida, anote a sequência numérica e ligue até a empresa fabricante do telefone para consultar se o aparelho foi bloqueado. Você também pode acessar alguns sites que já realizam esse serviço, como este. A medida é válida principalmente no caso de produtos ofertados na internet em que não é possível saber se ele está, de fato, funcionando.
Tablets e Notebooks
No caso desses eletrônicos, a melhor maneira de identificar sua origem é checar o código de fabricação dos aparelhos e, de posse desse número, consultar a empresa fabricante para obter a informação se a pessoa que está te vendendo o produto é o primeiro dono do aparelho.

Alguns criminosos mais distraídos podem vender o produto sem apagar as informações do antigo dono. Dessa forma, realize um teste antes da compra e verifique se há dados salvos na memória do dispositivo. A prática também pode te ajudar a saber se algumas pastas ou aplicativos estão protegidas por senhas do antigo dono.
Compra de produtos roubados é crime
De acordo com o advogado João Márcio Rodrigues, a compra de produtos roubados configura prática criminosa, mas apenas se o comprador souber que a mercadoria foi roubada. “O artigo 180 do Código Penal prevê crime de receptação caso o consumidor saiba que o produto é fruto de ação criminosa”, explica. A pena prevista é reclusão de um mês até um ano ou multa.
Caso não saiba que o produto que está adquirindo é roubado, o comprador pode escapar de uma punição legal. Para isso, no entanto, a mercadoria não pode ter sido adquirida por um valor desproporcional. “Por exemplo, não posso comprar um iPhone 6S por R$ 50 e dizer que não sabia que se tratava de um produto roubado, já que é notório que há algo de errado com o valor”, explica o profissional.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Receita abre hoje consulta a lotes residuais do IR.

O crédito bancário para 71.781 contribuintes será realizado no dia 16 de maio e soma R$ 150 milhões.

DR
A Receita Federal vai abrir, a partir das 9h desta segunda-feira (9), a consulta a lotes residuais do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) dos anos de 2008 a 2015. Os lotes residuais referem-se a contribuintes que caíram na malha fina, mas que depois acertaram as contas com o leão.

De acordo com o Fisco, o crédito bancário para 71.781 contribuintes será realizado no dia 16 de maio e soma R$ 150 milhões. Desse total, R$ 61,32 milhões referem-se a contribuintes idosos e com alguma deficiência física ou mental, que têm prioridade no recebimento dos valores.
A consulta poderá ser feita, clicando aqui

sábado, 7 de maio de 2016

Impostos de presentes chegam a 79%; veja dicas para fazer boas compras.

Itens como perfumes e maquiagens têm altos impostos imbutidos. Procon alerta para ciladas das compras de última hora.

PixaBay
Os impostos sobre alguns dos presentes mais populares para o Dia das Mães, comemorado neste domingo (8), chegam a quase 80%, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O campeão dos impostos é o perfume importado, taxado em 78,99%.

Quem presentear a mãe com maquiagem importada deve pagar 69,53% em impostos. Os produtos nacionais não ficam muito atrás: um perfume produzido no Brasil é taxado em 69,13%; os produtos de maquiagem nacional têm 51,41% em tributos embutidos.
Entre os presentes com menos impostos incluídos, estão o buquê de flores (17,71%), eletrônicos (24,3%) e viagens (29,53%).
Compras de última hora
Para quem ainda não escolheu o que presentar e pretende enfrentar as lojas neste sábado (7), o Procon de São Paulo preparou dicas contra as ciladas das compras de última hora.
Na compra de produtos em promoção, o consumidor tem seus direitos garantidos. Cuidado com produtos vendidos nestas condições, pois podem estar danificados ou apresentar pequenos defeitos, especialmente mercadorias de mostruário. Solicite que o estado geral do produto seja especificado no pedido ou nota fiscal e faça constar as possíveis condições para troca.
Já a troca de produtos por conta de tamanho, cor ou modelo que não agradaram, apesar de ser liberalidade do comércio, são comuns e muitas lojas até mesmo se comprometem, no momento da venda, a realizá-las em determinado prazo. Nesses casos é importante que tal compromisso, e as condições para fazer a troca, constem por escrito na etiqueta do produto, na nota fiscal ou em um cartaz na loja.
Já no caso de defeitos, o fornecedor tem prazo de 30 dias para sanar o problema. Se não o fizer o consumidor pode exigir: a troca por outro produto novo; um abatimento proporcional do preço; o cancelamento da compra com a devolução de seu dinheiro, devidamente corrigido.
Mas se for um produto essencial, tal como geladeira ou fogão, o consumidor não precisa esperar pelo conserto e pode exigir imediatamente qualquer uma das três opções mencionadas. Com informações do UOL e do Portal do Governo de São Paulo.

Governo propõe reajuste de 5% no IR e taxação de grandes heranças.

Pela proposta, a alteração valerá para janeiro de 2017 e terá impacto na cobrança mensal a partir dessa data e na declaração a ser feita em 2018.

DR
O governo enviou nesta sexta-feira (6) à Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5205/16, que corrige em 5% os valores da tabela mensal do Imposto de Renda para pessoas físicas, com reajuste também para as deduções e os limites de isenção previstos na legislação. Pela proposta, a alteração valerá para janeiro de 2017 e terá impacto na cobrança mensal a partir dessa data e na declaração a ser feita em 2018.

A Agência Câmara Notícias explica que, com a mudança na tabela do IR, a isenção sobe de R$ 1.903,98 para R$ 1.999,18, ou seja, quem ganha por mês até essa quantia não paga o imposto e, a partir desse valor, passa a pagar 7,5%. O limite máximo também sobe, de R$ 4.664,68 para R$ 4.897,92, para os que pagam a maior alíquota, de 27,5%.
As deduções também foram reajustadas, como tem sido a prática em reajustes anteriores, e terão os seguintes valores:
Dedução mensal por dependente: de R$ 189,50 para 199,07
Despesas anuais com instrução: de R$ 3.561,50 para 3.739,58
Despesa anual com dependente: de R$ 2.275,08 para 2.388,84
Rendimentos isentos de aposentadoria e pensão para contribuintes acima de 65 anos: de R$ 1.903,98 (por mês) para R$ 1.999,18 (por mês)
Desconto simplificado: R$ 16.754,34 para R$ 17.592,06.
Heranças 
Como forma de compensação pela perda de arrecadação, que o governo calcula em R$ 5,2 bilhões, a proposta também prevê medidas compensatórias. A principal delas é que o Imposto de Renda deve incidir sobre heranças acima de R$ 5 milhões e doações acima de R$ 1 milhão, que estavam isentos até agora do IRPF. As doações são uma antecipação de herança, e esse montante será observado em até dois anos para a cobrança.
De acordo com os valores divulgados pela Receita Federal, com base na declaração de 2014, 6,5 mil contribuintes declararam ter recebido doações e heranças acima de R$ 1 milhão. Atualmente, toda doação ou herança recebida está isenta do imposto sobre a renda, e a estimativa de aumento na arrecadação para o ano de 2017 é de R$ 1,06 bilhão para a tributação das heranças e de R$ 494 milhões para a tributação das doações.
Lucro presumido
Outra medida prevista é a tributação do excedente do lucro pelas empresas optantes pelo sistema de lucro presumido e pelo Simples Nacional (Supersimples).
Atualmente, as legislações dos dois benefícios não preveem a cobrança, mesmo quando o benefício de isenção é repassado a outra empresa ou pessoa acima dos limites da legislação.
Dessa forma, uma alíquota de 15% para essa faixa que não é tributada deve render R$ 2,16 bilhões. O caso é mais recorrente entre as empresas que optam pelo lucro presumido, mas a legislação do Simples iguala os dois regimes.
Direito de imagem e voz
O projeto também prevê a tributação integral sobre profissionais que constituem empresas para explorar seu próprio direito de imagem e voz, como artistas e atletas. Atualmente, essas empresas podem optar pelo lucro presumido, de forma que a base de cálculo para a incidência do IR é de 32% dos rendimentos recebidos pelos profissionais.
Mas o benefício do lucro presumido, segundo o Ministério da Fazenda, deveria ser dado a empresas com demanda de estruturas físicas e profissionais, o que não é o caso das empresas de exploração de marcas e imagem. Dessa forma, a base de cálculo do Imposto de Renda da pessoa jurídica será de 100%, e o aumento na arrecadação é estimado em R$ 836 milhões.
Indústria Química
O governo propôs, no mesmo projeto, reduzir os benefícios fiscais do Regime Especial da Indústria Química (Reiq). Os benefícios são dados na cobrança da PIS/Cofins, principalmente na importação de insumos para centrais petroquímicas. A estimativa de recuperação de receita é de R$ 800 milhões.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Dilma autoriza, e multa para quem usa o celular dirigindo dispara.

(Foto: Reprodução)
A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira mudanças no Código Brasileiro de Trânsito (CTB) para endurecer as punições previstas para quem cometer infrações no trânsito. O valor das multas de trânsito será reajustado em até 66%. A medida entra em vigor em novembro.
Com a pena financeira maior, a infração para quem estiver manuseando ou falando ao telefone enquanto dirige será de R$ 293,47, e não mais de R$ 85,13. O valor leva em conta o percentual de aumento no valor da multa e o fato de que essa infração em específico irá passar a ser considerada “gravíssima” e não mais “média”, outra mudança sancionada em Brasília.
As alterações no CTB também aplicam aumento de 66% nas infrações “leves”, que passam de R$ 53,20 para R$ 88,38. A infração “média” sobe 52%, de R$ 85,13 para R$ 130,16. Já as “graves”, que também tiveram alta de 52%, sobem de R$ 127,69 para R$ 195,23. As “gravíssimas” irão aumentar 53%, e passam de R$ 191,54 para R$ 293,47.
Outros aumentos estão relacionados às multas consideradas mais pesadas, que levam caracterizam-se por infrações gravíssimas com multiplicador de dez vezes. Com isso, o valor de uma infração pode chegar até R$ 2.934,70 para motoristas que, por exemplo, estejam disputando rachas ou que se recusem a fazer testes para provar o consumo de drogas ou álcool durante a condução.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Inmetro divulga ranking de consumo dos carros ano 2016. Confira!

Desta vez, 795 modelos de todas as marcas participaram dos testes, que já englobam 90% dos carros vendidos no Brasil.

DR
O Inmetro divulgou o ranking de consumo de carros ano 2016 do Programa de Etiquetagem Veicular. Desta vez, 795 modelos de todas as marcas participaram dos testes, que já englobam 90% dos carros vendidos no Brasil. Entre as "novatas" está a Chevrolet.
Até 2017, o programa será expandido para 100% da frota nacional. Somente os modelos fabricados a partir de 2016 exibem as informações completas, com emissão de poluentes como hidrocarbonetos, monóxido de carbono e óxido de nitrogênio. Até então, apenas a emissão de gás carbônico era monitorada.
Até o fim de 2016, a tabela terá 131 inclusões, totalizando 926 modelos diferentes de veículos de todas as montadoras e importadoras.
Veja, abaixo, os carros que receberam o Selo Conpet em 2016 (ordem alfabética):
MICROCOMPACTOS
A categoria Microcompactos reúne apenas 5 modelos e suas versões. Entre eles, apenas o Fiat 500 e o Kia Picanto com câmbio automático não receberam o Selo Conpet de eficiência energética.
O recém-lançado Fiat Mobi recebeu a nota máxima "AA" apenas na versão Easy, sem ar-condicionado e sem direção hidráulica, com consumo médio combinado (estrada e cidade) de 9,3 km/l movido a etanol e 13,5 km/l movido a gasolina.
Com os equipamentos básicos de conforto, o consumo do novo compacto da Fiat vai para 8,8 km/l (etanol) e 12,5 km/l (gasolina). Mesmo assim, o Mobi terá o selo do Conpet em todas as demais versões porque teve uma clasificação A e outra B.
O Chery New QQ, que se tornou brasileiro depois de muito atraso, levou a nota máxima nas duas versões a gasolina, registrando 12,9 km/l. O último modelo da categoria é o pouco visto Smart Fortwo, que cravou média combinada de 13,7 km/l, também com combustível derivado de petróleo.
SUBCOMPACTOS
A categoria Subcompactos Fiat conseguiu a nota máxima AA e o selo do Conpet em versões mais simples, como o Palio com motor 1.0 Fire Evo, e também no Novo Uno Evolution, que é o único da linha equipado com start-stop - sistema que desliga o motor durante as paradas para economizar combustível. O Palio Fire Evo registrou consumo médio combinado de 9,4 km/l (etanol) e 13,4 km/l (gasolina). Já o Novo Uno Evolution aparece com 9,3 km/l (etanol) e 13,5 km/l (gasolina).Já o subcompacto da Volkswagen levou a nota máxima AA em todas as versões, com consumo médio variando de 9,3 km/l (etanol) e 13,7 km/l (gasolina) no Up! Cross I-Motion (equipado com câmbio automatizado) até 10,2 km/l (etanol) e 14,8 km/l (gasolina) nos modelos equipados com o motor 1.0 turbo de 3 cilindros (TSI).
COMPACTOS
A Chevrolet estreia não muito bem no ranking de consumo do Inmetro. Modelo mais vendido do Brasil atualmente, o Onix conseguiu o Selo do Conpet apenas nas versões 1.4 com câmbio manual, medindo 8,6 km/l (etanol) e 12,3 km/l (gasolina). Os modelos 1.0 registraram média pouco menor com etanol (8,4 km/l), mas já foi o suficiente para ficar com a classificação B nos dois tipos de comparação.Nesta categoria, o guardião da eficiência energética é o Peugeot 208, equipado com motor 1.2 de 3 cilindros, que obteve média similar a de veículos híbridos, de 11,2 km/l (etanol) e 15,9 km/l (gasolina).
MÉDIO
Nesta categoria, a Ford se destaca com as versões sedã do Ka. Com motor 1.0, ele apresentou consumo médio de 9,5 km/l (etanol) e 13,8 km/l (gasolina). Outro destaque é o Honda City, empurrado por motor 1.5 e câmbio CVT, com 9,2 km/l (etanol) e 13,2 km/l (gasolina).O HB20S se valeu do novo motor 1.0 turbo para emplacar também duas notas A, com 9,2 km/l (etanol) e 13,2 km/l (gasolina). Mas nenhum se equipara aos híbridos Lexus CT200h, com 15 km/l, e Toyota Prius, com 18 km/l, ambos abastecidos com gasolina. O Prius é o mais econômico do Brasil no ranking geral.
GRANDE
Entre os "carros grandes", categorizados pelo Inmetro, três modelos com selo de eficiência possuem o mesmo motor 1.4 turbo: A3 Sedan, Golf Variant e Jetta - todos nacionalizados recentemente. No entanto, nenhum obteve duas notas A.
EXTRA GRANDE
Até a chegada do Prius, o Fusion híbrido era o carro mais econômico do Brasil. Agora ele divide o segundo lugar com o Peugeot 208 1.2, ambos com média de 15,9 km/l, abastecidos com gasolina. Mesmo assim, o Fusion Hybrid é o único da categoria a ter classificação "AA".O Mercedes-Benz Classe C ganhou em abril o motor 1.6 bicombustível e registrou consumo médio de 7,9 km/l (etanol) e 11,4 km/l (gasolina). O Peugeot 408, com propulsor 1.6 turbo, foi um pouco melhor, com 8,0 km/l (etanol) e 11,6 km/l (gasolina), no ciclo combinado.
UTILITÁRIO ESPORTIVO COMPACTO
Muitos SUVs conseguiram nota A de consumo dentro da categoria, mas foram poucos os que levaram notas boas no geral também, por isto, apenas 3 modelos receberam o selo de eficiência.
E estes 3 não são bem utilitários, mas versões de compactos que receberam modificações. Isto mostra que, embora estejam na moda, os utilitários esportivos em geral não são tão eficientes em relação a consumo de combustível.
CARGA DERIVADOEstranhamente, a Saveiro aparece como "carga derivado" e ficou entre os mais eficientes, quando equipada com pneus de baixo atrito. As versões cabine dupla Trendline e Highline tiveram consumo médio de 8,0 km/l (etanol) e 11,4 km/l (gasolina).
OS MAIS 'BEBERRÕES'
Nenhum modelo considerado "utilitário esportivo grande", "fora de estrada", "comercial" ou "picape" ganhou o selo do Conpet de eficência energética.
As piores possíveis notas possíveis - duas vezes "E" - foram dadas aos modelos Subaru WRX STi 2.5, Audi A8 L 6.3, Audi Q5, Dodge Durango, Jaguar XJ, Lexus LS460, Maserati Ghibli, Mercedes-AMG S 63, Rolls-Royce Ghost, Volkswagen Touareg V6, Hyundai Tucson, Jeep Grand Cherokee, Mercedes-AMG GLE 63, Mercedes-Benz GLE 400, Volkswagen Tiguan, BMW X6 M, Jeep Wrangler, Range Rover Sport 5.0, Range Rover Vogue, Mitsubishi Pajero 4x4, Porsche Cayenne Turbo, Porsche Macan Turbo, Chrysler Town & Country, Dodge Journey, Kia Carnival, Peugeot Boxer, Mercedes-Benz Sprinter, Mitsubishi L200 Triton, Audi R8, Ferrari 458 Speciale, Ferrari F12Berlinetta, Lamborghini Aventador, Lamborghini Huracan, Maserati Gran Turismo, Maserati Quattroporte, Porsche Panamera Turbo.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Governo quer Imposto de Renda maior para quem recebe mais no ano.

A proposta vai na direção de tornar a tributação do IR mais progressiva, cobrando proporcionalmente da camada da população com renda mais alta.

O governo quer cobrar mais Imposto de Renda das pessoas que recebem salário como se fossem empresas. A medida está sendo elaborada pela equipe econômica como forma de compensar o reajuste de 5% da tabela e das deduções do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), anunciado neste domingo, 1º, pela presidente Dilma Rousseff.

O reajuste só vai entrar em vigor em 2017, mas a equipe econômica trabalha para que seu impacto seja neutro, ou seja, compensado com a elevação da arrecadação de outros impostos. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e sua equipe trabalharam durante o fim de semana para fechar o texto do projeto de lei com a correção da tabela e ajustes a serem feitos.
A proposta vai na direção de tornar a tributação do IR mais progressiva, cobrando proporcionalmente da camada da população com renda mais alta.
O governo não disse qual será o impacto na arrecadação. Em 2014, a correção da tabela em 4,5% custou R$ 5,3 bilhões. Em 2015, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy tentou barrar o reajuste para ajudar a diminuir o rombo das contas públicas, mas acabou negociando aumento escalonado entre 4,5% e 6,5% ao custo de R$ 6 bilhões.
A equipe do ministro fez estudos sobre mudanças nas alíquotas do IR, mas não há decisão sobre o tema. Outras medidas tributárias foram preparadas, mas não saíram da gaveta em razão da crise política e da possibilidade de afastamento da presidente Dilma do cargo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Anatel suspende temporariamente o corte da internet fixa por franquia.

A insistência e a indignação de consumidores de todo o Brasil parece surtir cada vez mais efeito — mas talvez não com o resultado esperado. Agora, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu proibir por no mínimo 90 dias o corte de acesso à internet fixa por consumo de franquia ou a cobrança adicional de tarifa após ultrapassagem de determinada banda de tráfego.
A publicação saiu no Diário Oficial da União desta segunda-feira (18) e cita como consideração principal "a relevância do acesso à Internet para os cidadãos e para o desenvolvimento do País", além do dever de informação e transparência por parte das operadoras em relação a planos e eventuais cortes.
O documento ressalta que o consumidor tem direito a uma ferramenta que permita "o efetivo acompanhamento de seu consumo de volume de dados trafegados", assim como avisos sobre quando o fim da franquia está próximo e detalhes antes da assinatura do contrato sobre a existência ou não de limite de consumo pela operadora em questão.

Tempos melhores virão?

Ainda é cedo para comemorar a medida da Anatel, até porque ela é somente temporária — ou seja, no fim das contas, a medida de fato permite o corte de conexao ou a redução de velocidade. O que a agência fez foi impor uma série de condições necessárias para que as operadoras estejam autorizadas a efetuar o controle.
Pelos próximos 90 dias, as operadoras terão que identificar o perfil de consumo do público, moldar os planos aos resultados e preparar as ferramentas de acompanhamento de tráfego. A partir da aprovação da Anatel, o estabelecimento das franquias com limite de consumo estará autorizado.
O documento cita que a atribuição do limite de franquia foi legalizado segundo a norma do artigo 63 da Resolução nº 614, de 28 de maio de 2013. Porém, o tal Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) está desatualizado e não foi aplicado pelas operadoras — o que significa que o consumidor criou uma rotina toda baseada em internet ilimitada.
Oi, Claro, NET, Vivo, TIM, Algar, Cabo Telecom, Sercomtel e Sky foram notificadas. Essas operadoras se enquadram em todas as categorias possíveis: algumas já possuem as práticas de franquia na internet fixa e não praticam, enquanto outras só anunciaram a cobrança, mas ainda não iniciaram os cortes.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

RJ estuda pagar integralmente funcionários de serviços essenciais.

Militares, professores e agentes penitenciários estariam no grupo.
Trinta e três categorias de servidores estão em greve.


O governo do estado admitiu que só deve pagar parte do salários dos servidores no décimo dia útil deste mês.  O governador em exercício Francisco Dornelles estuda a possibilidade de depositar integralmente os salários apenas dos trabalhadores de serviços considerados essenciais, como os militares, agentes penitenciários e professores.
Dornelles vai se reunir nesta sexta-feira (8) com a equipe econômica do estado para tratar do pagamento dos salários de março dos servidores ativos, inativos e pensionistas. Trinta e três categorias estão em greve.
“Estamos pedindo carona pra vir trabalhar. é uma vergonha isso”, afirmou o técnico de enfermagem Gilton Luiz Antônio.
“Faltam medicações, antibióticos, roupa de cama. Hoje não tem camisola” disse a enfermeira rosemir rondelli.
“Tanto dinheiro jogado aí para tantas obras e para a saúde nada”, lamentou Roberta Tatiana, mãe de um paciente internado no Hospital Carlos Chagas.
As reclamações soam como pedidos de socorro dos funcionários públicos, que há meses recebem os salários com atraso — o de março ainda não saiu — e dos constribuintes, que pagam seus impostos e sofrem para conseguir atendimento.
Uma cena registrada nesta quinta-feira (7) retrata bem a crise. Um bombeiro, sem dinheiro para o transporte, decidiu percorrer 30 quilômetros a pé para participar de um treinamento.
O cabo Altamir Rodrigues da Cruz Júnior mora na Ilha do Governador e o quartel fica em Niterói. Na quarta-feira (6), ele pediu ajuda de custo no quartel para participar do treinamento, mas não conseguiu. Ele, então, fez os primeiros 16 quilômetros do percurso caminhando, até ser resgatado por um carro do Corpo de Bombeiros na entrada da Ponte Rio-Niterói. A corporação informou que ele não recebeu punição.
O Corpo de Bombeiros informou que todos os militares da corporação recebem um auxílio transporte no valor de R$ 100, que é incorporado ao salário.
Serviços paralisados
Nesta quinta-feira (7), o principal posto do Detran, no Centro da cidade, não funcionou. Nas delegacias, uma em cada três viaturas vai ficar parada e o boletim de ocorrência só será enviado por e-mail.

A Justiça do Rio determinou, nesta quinta (7), que os servidores do Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (Degase) voltem ao trabalho no prazo de 24 horas. Os servidores iniciaram uma greve geral na última quarta-feira, dia 6, por tempo indeterminado. De acordo com o governo do estado, os grevistas não estão respeitando a exigência de manutenção dos serviços essenciais previstos no art. 11 da Lei 7.783/89.


No Instituto Médico Legal (IML), o pessoal da limpeza parou de trabalhar. Os peritos ainda estão trabalhando, mas uma mulher passou mais de dez horas esperando a chegada do corpo do sobrinho.
“Meu sobrinho morreu sete e pouca da manhã, às 16h35 eu não consegui nem ainda ver o corpo dele. O que eu vou fazer? Amanhã é que eu vou resolver? Porque já foi informado isso, se chegar depois das 20h, só amanhã”, disse a senhora.
Na educação, os professores estão em greve desde março. Onze escolas estão ocupadas por alunos que apoiam a paralisação. Nos hospitais faltam vagas, remédios e equipamentos.
O governo nega que o estado tenha chegado nesta situação por má admistração e culpa a crise nacional, que provocou queda na arredacadão de impostos e a queda do preço internacional do petróleo, que reduziu o recebimento de royalties.
“O Rio de Janeiro não tem recurso em caixa. O que fazemos hoje é o imposto que entra hoje cobre as despesas de ontem ou de anteontem”, afirmou o secretário Estadual de Fazenda Júlio Bueno.
“O servidor nao é responsável por esse crise, não tem como pagar essa conta e nem a população”, concluiu o diretor geral da Sindjustiça, Ramon Carrera.
Funcionários do Degase têm que voltar ao trabalho
A Justiça do Rio determinou, nesta quinta (7), que os servidores do Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (Degase) voltem ao trabalho no prazo de 24 horas. Os servidores iniciaram uma greve geral na última quarta-feira, dia 6, por tempo indeterminado. De acordo com o governo do estado, os grevistas não estão respeitando a exigência de manutenção dos serviços essenciais previstos no art. 11 da Lei 7.783/89.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Governo autoriza reajuste de até 12,5% no preço dos remédios.

Pela 1ª vez em mais de 10 anos índice aprovado fica acima da inflação.
Autorização foi publicada no 'Diário Oficial da União' desta sexta-feira.


Reajuste autorizado é de 12,5%. (Foto: Rede Globo)
Os preços dos remédios poderão subir até 12,5% a partir desta sexta-feira (1º). Resolução da Câmara de regulação do Mercado de Medicamrntos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, fixou em 12,5% o reajuste máximo permitido aos fabricantes na definição dos preços dos medicamentos. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União".
A regulação é válida para um universo de mais de 9 mil medicamentos com preços controlados pelo governo.
O setor já contava com um reajuste de até 12,5%, de forma a compensar a inflação do período e o aumento de custos provocado pela alta do dólar e aumentos no valor da energia elétrica.
Segundo a Interfarma, a associação que representa laboratórios farmacêuticos do país, é a primeira vez em mais de 10 anos que o governo autoriza um reajuste anual de preços acima da inflação. Entre março de 2015 e fevereiro de 2016, a inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)ficou em 10,36%.   Continue lendo...
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