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domingo, 22 de maio de 2016

Para brasileiros, políticos votaram impeachment em causa própria

Deputados e senadores estavam pensando no Brasil ou neles mesmos quando votaram o impeachment?

Reuters
Uma pesquisa inédita do Ibope, feita entre os dias 12 e 16 de maio em todo o Brasil, revela que apenas 23% dos entrevistados consideraram que os parlamentares atuaram "em benefício dos interesses do país", enquanto 66% disseram que foi "em benefício próprio e de interesses dos partidos e instituições privadas" (o restante não sabia, não respondeu ou cravou "ambos").

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Governo quer idade mínima de 65 anos para aposentadoria no INSS

"A maior parte dos países está caminhando para isso”, disse Henrique Meirelles, ministro da Fazenda.

DR
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles seguiu a linha do presidente interino Michel Temer e reafirmou o desejo do governo de assegurar a idade mínima de 65 anos para pedir a aposentadoria por tempo de contribuição ao INSS. A medida vai fazer com que os brasileiros, que hoje se retiram do mercado, em média, aos 57 anos, trabalhem por mais tempo.

De acordo com o Extra, o ministro disse que o sistema previdenciário do Brasil não é sustentável, o que pode deixar futuros aposentados sem dinheiro, quando derem entrada no benefício. Essa é a razão de aumentar o tempo mínimo de contribuição.
“O mais importante é assegurar o benefício no futuro dos brasileiros. Não haverá como cumprir os compromissos, porque não poderão ser financiados. Despesa pública é sempre paga pela população. E o sistema previdenciário também. Temos que criar uma Previdência que garanta a aposentadoria para todos os que têm direito”, disse Meirelles em entrevista, falando ainda sobre os 65 anos.
“Isso aí nós estamos estudando ainda. Mas a maior parte dos países está caminhando para isso”, acrescentou.
O déficit da instituição pode chegar a R$ 116 bilhões em 2016.

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Idoso escapa de assalto pedindo licença aos bandidos

O assalto ocorreu na terça-feira (17), na cidade de Monte Santo, Bahia.


Assaltantes invadiram uma casa lotérica na cidade de Monte Santo, a cerca de 350 quilômetros de Salvador, na Bahia. O inédito é que as imagens da câmera de segurança flagraram o momento em que um senhor escapa da ação criminoso pedindo licença aos bandidos. Assista ao vídeo:




Via...Jornal Da Manha Bahia

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Ministros de Temer respondem acusações além da Lava Jato.

Maurício Quintella (PR), do Transportes, é suspeito de participar do esquema que desviou merenda escolar em Alagoas.

DR
Não é só na Lava Jato que os novos ministros do presidente interino Michel Temer (PMDB) são citados. Os homens do novo comandante do governo também respondem a outras acusações na Justiça, como informou a Folha de S.Paulo.

Maurício Quintella (PR), por exemplo, é suspeito de envolvimento no esquema que teria desviado R$ 133,6 milhões da merenda escolar de Alagoas, durante o período de 2003 e 2005, quando ele foi secretário de Educação do estado. Em 2014, Quintella chegou a ser condenado pela Justiça alagoana, mas conseguiu reverter com recurso.
Já o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), aparece em uma investigação de suposto direcionamento em uma licitação de publicidade de Maringá, município paranaense onde ele foi prefeito. Além dessa acusação, Barros aparece em outras duas: supostas irregularidades na licitação para compra de equipamentos e concessão de incentivos fiscais considerados ilegais.
Enquanto isso, Romero Jucá, ministro do Planejamento, aparece em outros dois inquéritos alem da Lava Jato. Ainda de acordo com a Folha, Jucá é acusado de crime de responsabilidade por suposto desvio de recursos federais que seriam direcionados para obras e Canta (RR) e também por crime de falsidade ideológica e contra patrimônio.
E não para por aí. José Serra, que assumiu a pasta das Relações Exteriores, é alvo de processo de reparação de danos por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal. Gilberto Kassab, que ocupa atualmente a pasta de Ciência, Tecnologia e Comunicações, enfrenta dois processos por improbidade administrativa, referentes ao período em que foi prefeito de São Paulo, e dois inquéritos.
Nas contestações das cotas eleitorais, Jucá, Leonardo Picciani, ministro dos Esportes, e Ronaldo Nogueira, do Trabalho, aparecem como alvos das investigações por irregularidades.

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terça-feira, 17 de maio de 2016

Ministro libera para STF ação sobre impeachment de Michel Temer.

O processo de impeachment de Temer foi apresentado pelo advogado Mariel Márley Marra e chegou ao STF porque foi arquivado na época pelo deputado Eduardo Cunha.

DR
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello liberou para julgamento uma ação que discute a obrigatoriedade de a Câmara dos Deputados ter que dar seguimento ao processo de impeachment do presidente interino Michel Temer (PMDB).

Agora, cabe ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, marcar a data da sessão que vai discutir o caso. Em abril, Marco Aurélio concedeu uma liminar (decisão provisória) determinando que fosse instalada uma comissão especial da Câmara para discutir o afastamento de Temer, então vice-presidente.
Numa manobra acertada por líderes partidários, a comissão ainda não foi instalada porque nem todas as legendas indicaram representantes. O processo de impeachment de Temer foi apresentado pelo advogado Mariel Márley Marra e chegou ao STF porque foi arquivado na época pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - que foi afastado pelo STF do mandato e da presidência da Câmara- sob a justificativa de que não existiam elementos de que o vice cometeu crime de responsabilidade.
O advogado alega que o vice-presidente cometeu crime de responsabilidade e teria atentado contra a lei orçamentária ao assinar decretos autorizando a abertura de crédito suplementar sem autorização do Congresso. As irregularidades são as mesmas que motivam o atual pedido de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, em discussão no Senado.
JANOT
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo defendendo que o STF derrube a liminar. Janot afirma que a decisão do ministro Marco Aurélio Mello extrapolou o pedido feito pelo autor da ação ao STF.
Segundo a Procuradoria, o objetivo de Marra era suspender o andamento do impeachment contra Dilma Rousseff devido a conexão com o caso de Temer até que o Supremo analisasse o mérito da questão. O ministro, no entanto, rejeitou o pedido para juntar os processos, mas determinou o seguimento da ação de Temer.
"Entende a Procuradoria-Geral da República inadequada a liminar deferida, porque ao Judiciário não é dado conceder liminarmente pedido que não apenas não foi formulado como também é mais extenso em seu alcance do que o pedido principal. Assim, deve ser cassada pelo plenário da Corte", disse Janot.
No texto, Janot defende que é possível ter impeachment de vice-presidente. "A Constituição Federal prevê expressamente as autoridades em relação às quais a magnitude da função política acarreta a responsabilização política por prática de crime de responsabilidade. Dentre aquelas autoridades, o Vice-Presidente da República", escreveu Janot.
O procurador afirmou ainda que há "simetria" e foram adotados os mesmos critérios por Cunha para a abertura do impeachment de Dilma na Câmara e o arquivamento da acusação contra Temer.
A diferença, segundo o procurador, é que a data de assinatura dos decretos. Isso porque Dilma assinou decretos depois que foi enviado ao Congresso projeto pedindo alteração da meta fiscal.
Segundo Janot, o PLN 05, de 2015, é um reconhecimento de que o governo não conseguiria cumprir a meta inicialmente prevista."Do ponto de vista jurídico, o momento em que o Executivo documenta e propõe ao Legislativo o reposicionamento da meta torna incontroversa a situação de comprometimento, sendo prudencial que cesse a abertura de créditos suplementares com base em dispositivos do art. 4º da LOA 2015 até a readequação da meta". Com informações da Folhapress.

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PMDB tem função proeminente na Lava Jato, diz Delcídio.

"Renan [Calheiros], Romero [Jucá], Lobão e outros irão aparecer", afirmou Delcídio.

DR
O senador cassado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) afirmou nesta segunda-feira (16) que o PMDB tem função proeminente no esquema da Lava Jato e que nomes de políticos do partido irão aparecer na investigações. Em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, Delcídio disse que, quando sair a delação da Andrade Gutierrez, a participação de caciques do partido peemedebista será "nítida".

"Renan [Calheiros], Romero [Jucá], Lobão e outros irão aparecer", afirmou. Em relação ao presidente interino Michel Temer, Delcídio disse que "não colocaria a mão no fogo" por ele. A declaração foi feita ao ser questionado sobre trecho de sua delação premiada em que diz que Temer endossou a indicação de Jorge Zelada para ser diretor da Petrobras. Zelada foi preso na Lava Jato.
Delcídio disse também que a corrupção na Petrobras se tornou sistêmica a partir do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador cassado afirmou que a corrupção na estatal não começou com o PT, mas que foi com o partido que se "criou um nível mais amplo"."Desde outros presidentes aconteceram casos de corrupção dentro da Petrobras e de outras companhias. A diferença é que foi aí que começou uma espécie sistêmica e atuações partidárias, que se criou um nível de operação muito mais amplo, com o conhecimento das principais lideranças partidárias que compunham a base do governo federal. Isso é inegável", disse Delcídio.
O senador cassado afirmou que a presidente afastada Dilma Rousseff e Lula tinham conhecimento do petrolão, mas que o governo subestimou a Lava Jato e que passou a se preocupar com a operação apenas quando "a água estava batendo no pescoço". "Todo mundo aqui sabe que quem cuida da Petrobras é o presidente da República. O presidente da Petrobras sempre teve ligação direta com o presidente [da República]. Portanto dizer que não conhece e não participou das composições? Tenha paciência. É querer desqualificar ou achar que todo mundo é idiota", afirmou.
Sobre a sua prisão, em novembro do ano passado, Delcídio afirmou que, após se tornar líder do governo no Senado, "passou dos limites" e ficou "assoberbado". O senador cassado pediu desculpas ao público e amenizou o seu crime, dizendo que foi denunciado por obstrução de justiça, que seria menos grave do que "roubo, desvio de dinheiro ou contas no exterior". Delcídio afirmou que errou ao ter cedido à pressão de Dilma e de Lula para tentar interferir nas investigações da Lava Jato.
Apesar de admitir erros, Delcídio negou ter sido beneficiado pessoalmente pelos desvios na Petrobras e disse que "passou a limpo" todas as coisas que diziam sobre ele.
CASSAÇÃO
Na semana passada, Delcídio teve o mandato de senador cassado por quebra de decoro parlamentar. O senador foi acusado de formação de organização criminosa e de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato quando tentou tramar a fuga do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso pela investigação do petrolão.
Ele foi flagrado em uma conversa com o filho de Cerveró, Bernardo, em que traçava o plano como forma de convencer Cerveró a não contar tudo o que sabia sobre os esquemas de corrupção da estatal em uma delação premiada. O senador também ofereceu ajuda financeira à família.
Delcídio é o terceiro senador a ser cassado na história do Senado. Ele teve o maior placar contrário a ele. Antes foram cassados Luiz Estevão, em 2000, com 52 votos, e Demóstenes Torres, em 2012, com 56 votos. Ele ficará inelegível por oito anos a partir do fim do mandato, que seria em 2019, embora a defesa do senador prometa recorrer à Justiça. Com informações da Folhapress.

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Dilma Rousseff diz que 'farsa jurídica' motiva indignação internacional.

A presidente afastada criticou as recentes notas do Itamaraty que repudiaram a reação de países contra o impeachment.

DR
Nesta segunda-feira (16), a presidente afastada Dilma Rousseff usou sua página do Facebook para criticar as notas emitidas pelo Ministério das Relações Exteriores que repudiavam as manifestações dos governos de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua e El Salvador contra o impeachment. Agora sob comando de José Serra, o Itamaraty também retrucou a posição do Secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper.

Leia abaixo o texto completo.
O mundo preocupado com o golpe no Brasil
Na tentativa de justificar o ataque ao Estado Democrático de Direito conduzido por partidos políticos, empresários, oligopólios da informação e corporações, o Ministério Interino de Relações Exteriores do Brasil emitiu notas criticando governos latino-americanos e o Secretário-Geral da Unasul, Ernesto Samper, por denunciarem o golpe parlamentar que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República.
A reação de governos estrangeiros e de importantes setores da opinião pública mundial, entre eles o Secretário-Geral da OEA, expressa a indignação internacional diante da farsa jurídica aqui montada. Ao mesmo tempo, revela a preocupação de que essas práticas, travestidas de legalidade, possam se espalhar por outras partes do mundo, especialmente na América Latina, promovendo a desestabilização de governos legítimos e revertendo as grandes conquistas sociais e democráticas alcançadas nos últimos 15 anos.
Forças partidárias, como as que pretendem agora conduzir a política externa brasileira – tradicionalmente submissas às grandes potências – não têm autoridade política ou moral para invocar o princípio da soberania, sobretudo quando têm costumeiramente praticado a ingerência nos assuntos internos de outros países da região.
Governos e povos da América Latina estão também preocupados com as ameaças que o novo ministro recorrentemente fez ao Mercosul e com sua disposição de estabelecer acordos econômicos e comerciais profundamente lesivos ao interesse nacional.
Fieis e gratos à solidariedade que estamos recebendo do mundo inteiro, nos sentimos mais fortalecidos em nossa disposição de resistir ao golpe que se pretende consumar contra nossa democracia.
Assessoria de Imprensa
Presidenta Dilma Rousseff

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mulher é levada ao hospital com tubarão preso ao braço.

Mesmo já estando morto, o peixe não pode ser retirado do membro da jovem pelo socorristas e por isso teve de ir junto com ela para o hospital.

Divulgação / Equipe de resgate de Boca Raton
Uma americana foi mordida por um tubarão numa praia de Boca Raton, na Flórida, Estados Unidos, e teve de ser levada para o hospital com o peixe de 70cm preso a seu braço. 

O incidente aconteceu neste domingo (15) por volta das 13h20, segundo informações dos bombeiros de Boca Raton. 
O filhote de tubarão-enfermeiro estava morto quando os socorristas chegaram, mas seus dentes estavam totalmente enterrados no braço direito da jovem de 23 anos, e, por conta disso, os bombeiros não conseguiram remover o peixe ainda na praia, segundo informa o Globo. 
A mulher foi levada para o Hospital Regional de Boca Raton, em condições estáveis. A equipe usou uma maca especial para sustentar o braço dela e o tubarão ao mesmo tempo, conforme relata o jornal "South Florida Sun-Sentinel".

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Colunista é suspenso por 7 dias após nota sobre Marcela Temer.

Jornalista do Jornal de Brasília fez comentário que relacionava presença feminina nos ministérios à beleza da primeira-dama.

DR
DR
O colunista Gilberto Amaral, do Jornal de Brasília, será suspenso por sete dias após a publicação de uma nota que viralizou na internet nesta segunda-feira (16). No texto, com título, "Feministas", o jornalista fez comentário que relacionava a presença feminina nos ministérios do govenro interino de Michel Temer à beleza da primeira-dama, Marcela Temer.


"Várias críticas foram feitas ao governo do presidente Temer pela falta de uma mulher à frente de um ministério. Por si só a beleza de sua mulher, Marcela, como primeira-dama do país, já representa muito bem o charme e elegância da mulher brasileira", dizia o texto.
Uma foto do artigo de jornal foi divulgada em páginas feministas no Facebook, como Feminismo Sem Demagogia - Original e Empodere Duas Mulheres. A imagem teve mais mais de 16 mil compartilhamentos e muitas críticas. Após a reação negativa, o jornal divulgou nota em nome das jornalistas da redação e anunciou a suspensão de sete dias do colunista.
Confira a nota completa abaixo
Foi uma vergonha. Nenhuma palavra de desculpa pode minimizar a intensidade com que uma nota publicada hoje pelo Jornal de Brasília afetou cada uma das mulheres do nosso Brasil. Aqui lidamos com palavras que podem ter a mesma força que uma imagem exibida na televisão. Nós vimos isso. Sentimos isso.
Eu sei disso. Vivo isso. Ninguém liga se o trabalho é feito sem maquiagem, com o cabelo bagunçado ou de tênis. Ou não deveriam ligar. O que deve importar é o trabalho, a competência, o que é publicado diariamente nas linhas do impresso que persiste, apesar dos golpes das diversas crises. E o que foi publicado me envergonhou como mulher, como profissional, como brasileira.
Escrevo aqui em primeira pessoa para demonstrar, em nome das mulheres da redação, a indignação, a revolta e a tristeza com um pensamento misógino que saiu no próprio veículo em que trabalho e que escancarou falhas. Falhas de conceituação, de responsabilidade e de empatia. Jamais deveria ter sido publicado.
A vergonha foi tanta que, por momentos, ficamos sem reação. O erro estava claro e estampado na página 14 da edição impressa desta segunda-feira, 16 de maio, que logo espalhou indignação pelas redes sociais - local mais que apropriado e democrático para confirmar o pecado. Fomos bombardeados e concordamos com quase todos os questionamentos. Acho que, ao fim do dia, teremos várias lições.
Como jornalistas, compreendemos que erros devem ser admitidos. Como mulheres, que temos força para questionar retrocessos e para lutar por espaço e direitos. Como cidadãos, que a democracia só existirá por completo quando houver representação feminina em todos os âmbitos da sociedade. Ainda não passamos da ponta do iceberg do problema.
Marcela Temer é linda, sim. Mas, sozinha, não representa a mulher brasileira. A mulher brasileira não tem um perfil. Tem vários. São várias. Somos várias. Por muito tempo, nós ficamos presas a exatamente esse mesmo tipo de visão exposta de forma vergonhosa hoje. Mas lutamos todos os dias contra essa maré. Conquistamos, mais do que tudo, poder de escolha. E escolhemos não nos submeter a um pensamento retrógrado que reduz a feminilidade apenas ao conceito de beleza. Somos mais do que isso.
Jéssica Antunes, em nome de todas as mulheres do Jornal de Brasília

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Gilmar Mendes vai analisar 2º pedido de inquérito contra Aécio

Nova linha de apuração requerida pela PGR trata da maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro.

DR
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, encaminhou para o ministro Gilmar Mendes analisar o segundo pedido de abertura de inquérito contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Lewandowski acolheu sugestão feita pelo ministro Teori Zavascki que abriu mão da relatoria do pedido da Procuradoria-Geral da República por avaliar que o caso não tem ligação com a Lava Jato.
Essa nova linha de apuração requerida pela PGR trata da maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro e também tem como alvos o prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
Teori e o presidente do Supremo avaliam que o pedido tem ligação com outro inquérito que apura suposto pagamento de propina a Aécio ligado a Furnas. O senador nega envolvimento com as duas irregularidades.
Teori apontou que, apesar dos elementos terem surgido a partir da delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), não há relação direta com o esquema de corrupção da Petrobras.
Caberá a Gilmar autorizar a abertura desse segundo inquérito envolvendo os três políticos.
Em sua delação, Delcídio afirmou que Paes, à época secretário-geral do PSDB, foi um dos emissários de Aécio na maquiagem dos dados do Banco Rural.Os dados do banco seriam enviados à CPI dos Correios, que investigava o mensalão e na qual Delcídio foi presidente.
"Ficou sabendo que os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves", disse o ex-senador, em depoimento à Procuradoria-Geral da República.
Sobre o caso de Furnas, Mendes suspendeu a coleta de provas e decidiu pedir que a Procuradoria-Geral da República reavalie o pedido de investigação. A decisão do ministro ocorreu após uma manifestação da defesa do senador alegando que não há elementos novos sobre o episódio que justifiquem a abertura do inquérito.
Ao STF, a defesa do senador disse ainda que "o Tribunal de Contas da União realizou auditoria nos contratos de terceirização da companhia, não tendo constatado indícios de desvio" e afirmou que tinha por função institucional manter contato com a diretoria de Furnas, sem que isso representasse conduta ilícita.
Outro lado
Em nota, a assessoria de Aécio Neves afirmou que sobre a informação "divulgada de que o então governador de Minas Aécio Neves teria agido para 'maquiar dados do Banco Rural', informamos que a reunião mencionada por Delcídio, em Belo Horizonte, em que o assunto teria sido tratado, ocorreu em 7 de junho de 2006. Ou seja, dois meses depois de encerrados os trabalhos da CPMI dos Correios, que tratou do mensalão do PT, o que demonstra a impossibilidade de que esse assunto possa ter sido tratado."
Aécio informou que as menções ao caso do Banco Rural são "improcedentes, caluniosas e sem qualquer tipo de comprovação na realidade".
Aécio disse que uma certidão fornecida pela Secretaria Geral da Mesa do Senado comprova que não existe requerimento que solicite aumento de prazo para apresentação de informações pelo Banco Rural. Sustentou ainda que o relatório final "foi feito com base em dados fornecidos também pelo Banco Central", e não apenas do Banco Rural.
O tucano, em nota, tem reforçado que tem "convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas".
O senador afirmou considerar "natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta".
Em nota, o prefeito Eduardo Paes informou que "está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos sobre o episódio".
A nota diz que "em nenhum momento o então governador Aécio Neves solicitou qualquer tipo de benefício nas investigações da CPI dos Correios. O prefeito reafirma que, como deputado, teve muito orgulho em ter sido sub-relator geral da CPI dos Correios que desvendou o esquema do mensalão".
Já o deputado Carlos Sampaio divulgou nota afirmando que foi à PGR nesta quarta-feira (4) apresentar esclarecimentos e documentações sobre o assunto.
O deputado disse que a PGR, diante dos esclarecimentos, pediu que o Supremo devolvesse o procedimento de investigação antes da instauração do inquérito para uma nova análise. Procurada, porém, a PGR negou a informação e disse que as informações serão analisadas, mas não houve nenhum pedido de devolução do pedido de inquérito.
Sampaio disse esperar que a acusação de Delcídio não foi feita por vingança e que "a maior demonstração" de sua isenção foi que pediu indiciamento, por eventual prática de crime eleitoral, do presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo. Com informações da Folhapress.

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A 81 dias das Olimpíadas, Rio vive clima de guerra com o tráfico.

Em resposta, a Secretaria de Segurança informou que não há uma definição quanto a necessidade de ocupação de novas comunidades.

DR
A 81 dias das Olimpíadas, o Rio de Janeiro vive em clima de guerra em pelo menos 21 bairros da cidade.

Segundo informações do Extra, facções do tráfico e milicianos travam batalhas pelo comando das comunidades
De acordo com um levantamento feito pelo jornal, nos últimos dois meses, a cada quatro dias, em média, houve uma nova guerra entre criminosos. Pelo menos 21 pessoas foram mortas e oito ficaram feridas nesses ataques. E, no meio dos tiroteios, estão as arenas onde atletas do mundo todo vão se apresentar nos Jogos: 12 dessas guerras acontecem a menos de oito quilômetros de instalações olímpicas.
Na semana passada, bandidos de várias favelas dominadas pela maior facção do tráfico do Rio se juntaram para invadir quatro comunidades ocupadas por uma facção rival, na Zona Norte: Morro do Chaves, Proença Rosa, Jorge Turco e Juramento.
Essas comunidades estão dentro de um raio de oito quilômetros do Complexo de Deodoro, onde serão disputadas as provas de hipismo, ciclismo e canoagem nos Jogos.
Há também conflitos nos arredores da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca.
Na madrugada da última terça-feira, o Morro do Jordão, no Tanque, foi palco de um tiroteio entre paramilitares e traficantes, que saíram da Praça Seca armados de fuzis, e, em três carros, percorreram a Rua Cândido Benício para chegar à mata atrás da favela. Depois do ataque, os bandidos voltaram ao Morro São José Operário. No trajeto, ainda houve tiroteio com PMs.
Em resposta, a Secretaria de Segurança informou que não há uma definição quanto a necessidade de ocupação de novas comunidades.
"O planejamento operacional de segurança para os Jogos Olímpicos Rio 2016, baseado em análises de riscos e ameaças, está em fase de finalização. Cenários dinâmicos estão sendo avaliados pelas equipes de inteligência e todas as estratégias operacionais necessárias para garantir um ambiente pacífico e ordeiro para a realização do evento estão sendo consideradas".

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domingo, 15 de maio de 2016

Venda de carros levará dez anos para se recuperar, diz economista

"A capacidade ociosa cresceu muito e, mesmo que ocorra uma recuperação do mercado, vai levar pelo menos uma década para o setor recuperar a plena capacidade", diz João Morais, economista da Tendências Consultoria.

DR
Após nove anos de crescimento contínuo, o mercado de carros novos freou em 2013 e, desde então, só acumula retrações. Neste ano, pelas projeções do setor, as fábricas devem comercializar no país perto de 2 milhões de veículos, o que significará retroceder ao mercado de dez anos atrás, quando havia nove fábricas a menos do que hoje.

"A capacidade ociosa cresceu muito e, mesmo que ocorra uma recuperação do mercado, vai levar pelo menos uma década para o setor recuperar a plena capacidade", diz João Morais, economista da Tendências Consultoria, especialista em setor automotivo. Ele lembra que o ambiente de insegurança afugenta o consumidor de bens de alto valor, como o automóvel. "O que o governo de Michel Temer precisa fazer é gerar um cenário de maior previsibilidade."
Só assim consumidores como Lucas de Paula Francisco Grespan, de 26 anos, conseguirão levar adiante o plano de comprar um carro novo. No caso dele, o Corsa 2001 não atende mais às necessidades da família, principalmente após o nascimento da filha Lauryn, há11 meses. "Preciso de um carro mais seguro e mais confortável, com airbag e ar-condicionado, itens que o atual não tem", afirma.
Ele fazia cotações de preço e de financiamento quando perdeu o emprego de motorista em uma empresa de fios de cabos elétricos em Santo André, no ABC paulista, há seis meses. Enquanto não consegue nova colocação, ajuda o cunhado em uma oficina mecânica, mas a renda caiu pela metade. "Não vou me arriscar agora e só vou atrás de outro carro quando conseguir trabalho com remuneração melhor", afirma Grespan, que mora na casa da mãe com a esposa e a filha.
Bonanza. Não faz muito tempo o cenário era outro. Os anos de bonanza, regados a crédito farto, incentivos fiscais, aumento da renda e queda do desemprego elevaram o mercado brasileiro de um patamar de vendas de 1,57 milhão de carros e caminhões em 2004 (um ano após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir a presidência da República) para 3,8 milhões em 2012 (também um ano após a posse de Dilma Rousseff, afastada do cargo na semana passada).
A partir de 2013, o mercado começou a regredir. Foram vendidos 3,76 milhões de veículos, volume que baixou para 3,49 milhões no ano seguinte e para 2,56 milhões em 2015. Recuperar o nível recorde de 2012 vai levar ao menos uma década, preveem analistas do setor automobilístico.
De janeiro a abril deste ano as vendas caíram 27,9% ante igual período de 2015, somando 644,2 mil veículos. Assustados com o desemprego e com a confiança em baixa, consumidores desapareceram das concessionárias. A produção de veículos acompanha a queda drástica das vendas e hoje as montadoras operam com menos da metade de sua capacidade instalada, de cerca de 5 milhões de veículos anuais.
No ano passado, 14,4 mil trabalhadores foram demitidos pelas montadoras de veículos e máquinas agrícolas. Neste ano, até abril, já foram mais 1,4 mil.
As concessionárias cortaram 32 mil vagas em 2015 e 16,5 mil neste ano. As autopeças eliminaram 29,8 mil empregos no ano passado e projetam 8,4 mil cortes entre janeiro e dezembro.
Além disso, as montadoras mantêm 42 mil funcionários - 32% de seu efetivo - no Programa de Proteção ao Emprego (PPE, que reduz jornada e salários) e em lay-off (contratos de trabalho suspensos).
Na opinião de Morais, Temer pode começar a reverter esse quadro, por ter força política para restabelecer a governabilidade. Com isso, diz ele, será possível destravar parte do crédito e da demanda, especialmente de consumidores que aguardavam uma definição da crise para seguir adiante com seus planos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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sábado, 14 de maio de 2016

Apreensão policial no Rio tem drogas e boné personalizado por facção.

Agentes do Dcod apreenderam mais de 120 kgs de maconha no Morro do Dendê, na Zona Norte do Rio.

Divulgação
Agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) apreenderam mais de 120 kgs de maconha em uma operação policial no Morro do Dendê, que fica na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. Na ação, os policiais encontraram um boné personalizado pela facção de controla o tráfico de drogas na favela. O acessório estampava a sigla da facção e um fuzil bordado.

A operação, que contou com o suporte de policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas e da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, recolheu 2.400 saquinhos com maconha, além dos 120 quilos já mencionados, conforme publicou o jornal Extra.
Os agentes apreenderam ainda mais de 2.500 munições de pistola e fuzil, coletes, pistolas, cadernos com anotações financeiras do tráfico e 700 ampolas de adrenalina, medicamento usado pelos bandidos feridos com arma de fogo.

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Incêndio no Recife destrói 120 casas.

Fogo começou por volta das 20h desta sexta. Não houve feridos.

Pelo menos 120 casas foram destruídas por um incêndio na Comunidade Contruindo Sonhos, em Recife (PE).

As chamas começaram na noite desta sexta (13) e se espalharam rapidamente, obrigando um trabalho rápido dos bombeiros, que precisou de 60 homens e quase 20 veículos para controlar o fogo. Não houve feridos e, no momento, já foi controlado.

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Em editoriais, imprensa estrangeira critica sistema político do Brasil.

O "NYT" se posicionou pela realização de novas eleições caso a presidente perca definitivamente seu mandato após julgamento a ser feito pelo Senado.

Reuters
O processo de impeachment que afastou Dilma Rousseff da Presidência evidencia graves problemas sistêmicos na política brasileira, segundo avaliações publicadas em editoriais na imprensa internacional.

A mudança de governo do Brasil foi tema de artigos de opinião em algumas das principais publicações da mídia estrangeira nesta sexta-feira (13). O tom geral vai além de tratar do impeachment em si e da mudança do governo no Brasil, e indica o fracasso do modelo político do país, que precisa pensar em reformas com urgência.
Este tom crítico vem sendo frequente nos textos de opinião dos jornais internacionais desde o ano passado. Depois de protestos contra o governo de Dilma nas ruas de várias cidades pelo país, publicações como o jornal britânico "The Guardian" e o norte-americano "The New York Times" criticavam a ideia de impeachment como sendo o caminho para uma ampliação da crise no Brasil. Com o tempo, os jornais estrangeiros passaram a ver como mais provável a possibilidade de afastamento da presidente, mas sempre indicando que não seria o melhor caminho para buscar a estabilidade da política brasileira. Mesmo depois da votação do impeachment na Câmara, os jornais criticaram a processo, mas não chegaram a aceitar a tese de que ele seria o mesmo que um golpe de Estado.
Nos editoriais publicados após o afastamento de Dilma há a crítica ao processo do impeachment, e indicações de que o governo do presidente interino, Michel Temer também vai ser marcado por graves crises e dificuldades. Os principais editoriais continuam sem incorporar o discurso do PT de que o processo é equivalente a um golpe, entretanto.
Além de fortes críticas ao sistema político, é comum na opinião das publicações internacionais a defesa de que novas eleições poderiam ser o melhor caminho para o Brasil sair da atual crise.
DISFUNCIONAL
Esta crítica está no título do texto com a opinião do "Guardian": O sistema político deveria estar sendo julgado, não uma mulher", diz. "O Brasil se colocou em uma terrível confusão, e é difícil ver como vai sair dela", explica o jornal. "O que está claro é que não foi apenas a sua carreira [de Dilma] que desabou, mas o sistema democrático do Brasil como um todo", complementa.
Segundo o "Guardian", o modelo político brasileiro fracassou e se tornou disfuncional a ponto de a corrupção ser inescapável e um bom governo é constantemente impedido.
A crítica ao sistema político do Brasil também é tema do jornal de economia "Financial Times". O editorial publicado nesta sexta (13) explica que o Brasil enfrenta três grandes crises: econômica, ética e política. E diz que o novo governo do Brasil, apesar das controvérsias, pode ajudar o país a superar os dois primeiros.
"Temer não é um salvador nacional, mas ele pode estabilizar o país", diz o jornal. Segundo o "FT", o presidente interino montou uma boa equipe econômica, que pode reanimar o mercado e ajudar a melhorar a situação do país. Além disso, cabe a Temer não atrapalhar a continuação da Operação Lava Jato. O problema que vai continuar é o do "arranjo político que faz com que o Brasil seja uma das mais fragmentadas e pesadas democracias presidenciais no planeta".
Em um mundo ideal, continua o editorial, o Brasil lidaria com as três crises em novas eleições, mas isso exigiria uma reforma eleitoral "altamente improvável na situação política polarizada de hoje", diz, citando críticas ao processo que afastou Dilma Rousseff da Presidência. "O resultado está longe da perfeição. Ainda assim, é o que é", diz.
Além do editorial, o "FT" publica uma reportagem em que diz que a derrocada da esquerda no Brasil deve reverberar por todo o continente. 
O francês "Le Monde" diz que Dilma foi retirada do poder de forma brutal após manobras que não honram o conjunto da classe política brasileira, já bastante desacreditada.
"Na verdade, o triste caso e a última manifestação de um enorme mal-estar provocado por um mundo político amplamente corrompido, tanto à direita quanto à esquerda", diz o jornal. "Sem dúvida seria melhor ter novas eleições", completa.
PREÇO ALTO
O jornal norte-americano "The New York Times" também criticou o sistema político do Brasil e disse em seu editorial que a presidente afastada, Dilma Rousseff, pode "pagar um preço desproporcionalmente grande por irregularidades administrativas enquanto vários de seus detratores mais ardentes são acusados de crimes mais escandalosos".
O argumento de que o governo sofre um golpe "é discutível", diz, que as chamadas pedaladas fiscais de que Dilma é acusada foram cometidas por outros governantes sem que eles tenham sofrido o mesmo escrutínio.
"Muitos suspeitam, porém, que os esforços para remover Dilma têm mais a ver com a decisão dela de permitir que procuradores sigam adiante com investigação de esquema na Petrobras", diz o texto.
O "NYT" se posicionou pela realização de novas eleições caso a presidente perca definitivamente seu mandato após julgamento a ser feito pelo Senado.
Além do editorial, uma reportagem publicada no mesmo jornal indica que a mudança de governo representa uma guinada à direita da política brasileira. Com informações da Folhapress. 

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Joaquim Barbosa: "Governo de Temer não é legítimo"

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal defende novas eleições,apesar dos empecilhos constitucionais.

Ueslei Marcelino/Reuters
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal comentou a atual situação do processo de impeachment e disse não reconhecer Michel Temer como um presidente legítimo. Como informa o site de Sidney Rezende, Barbosa declarou em uma palestra que "é muito grave tirar a presidente do cargo e colocar em seu lugar alguém que é seu adversário oculto ou ostensivo, alguém que perdeu uma eleição presidencial ou alguém que sequer um dia teria o sonho de disputar uma eleição para presidente". Segundo ele, o "país terá de conviver por mais 2 anos com essa anomalia".

Barbosa disse ainda que a população não teve sua opinião levada em conta e que novas eleições seriam a melhor alternativa para apaziguar a crise política, mas reconheceu os empecilhos constitucionais para tal. O único caminho possível para tal, na visão de Barbosa, seria se uma renúncia de Dilma e do vice.
Mesmo criticando o processo e os políticos que assumiram o poder interino, Barbosa disse que a presidente "não soube conduzir o país". E completou: "Ela agiu como se governasse para o seu grupo político e para os seus aliados de ocasião. Ela não soube se comunicar com a nação. Ela fez péssimas escolhas e cometeu erros imperdoáveis", disse.

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Ministro diz que "Partidos não indicaram" mulheres no governo Temer.

Tentando minimizar o impacto negativo sobre a composição dos ministérios, Padilha afirmou que a chefe de gabinete de Temer é mulher.


O novo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, falou sobre a falta de representatividade feminina na composição dos ministérios do governo do presidente interino Michel Temer, nesta sexta-feira (13). Segundo ele, não há mulheres porque "os partidos não indicaram", de acordo com o 'G1'. As legendas que apoiaram o presidente em exercício indicaram nomes para os ministérios.

"Com relação à participação das mulheres, nós tivemos essa composição, ela foi feita a partir da sugestão que os partidos fizeram. Nós, a parte que organizou, e o governo anterior a gente soube que iria terminar ontem pela manhã, nós tivemos espaço reduzido. Nós tentamos de várias formas, na parte que dizia respeito à disponibilidade, em várias funções, tentamos encontrar mulheres", afirmou,
Tentando minimizar o impacto negativo sobre a composição dos ministérios, Padilha afirmou que a chefe de gabinete de Temer é mulher e que as secretarias vão ter mulheres no comando.
"Há uma função que é da maior importância, que é a chefe de gabinete do presidente da República, que é uma mulher. As secretarias, que retiraram status de ministério, e que continuam as mesmas atribuições, vamos indicar mulheres", disse.
Nesta quinta-feira (12), diversos movimentos sociais e internautas criticaram a composição do ministério de Temer, composto apenas por homens e brancos. A medida foi considerada como um retrocesso. Desde a gestão do general Ernesto Geisel (1974-1979), na ditadura militar, que não há um governo federal sem mulheres no comando de pastas.

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Homem saudita ensina como bater em mulher e choca internautas.

Al-Saqaby diz que mulheres desobedientes ou que buscam igualdade com o marido devem ser ‘disciplinadas’


Terapeuta de família saudita ensina em vídeo como bater em mulher
Reprodução/Youtube

Khaled Al-Saqaby, um terapeuta da família real saudita criou um vídeo tutorial em que ensina que bater em mulher tem o objetivo de disciplinar a esposa e não é para extravasar a raiva. Segundo ele, “as condições islâmicas necessárias para as surras devem ser cumpridas”. Após ser divulgado na web, o vídeo causou muita polêmica entre os internautas. 

O "terapeuta" lista um passo a passo para disciplinar a mulher desobediente.
Ele sugere que os maridos lembrem as mulheres de seus direitos e deveres.
Depois, ele os aconselha a ignorar a mulher na cama.
Ele recomenda que o marido deite e dê as costas para a mulher, ou durma no chão, mas que não deixe o cômodo.
Depois ele fala da "questão da surra" dizendo que o marido não deve usar bastões ou objetos afiados para bater na mulher porque “o objetivo é meramente fazer a mulher sentir que ela errou na forma como tratou o marido”.Realmente este homem deu muitos motivos para chocar o mundo todo. 
Um verdadeiro absurdo!

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