quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Rússia se prepara para apagão geral de sua conexão da Internet

Conselheiro Herman Klimenko diz que o governo russo terá que adotar medidas urgentes em caso de um possível corte geral de conexão da Internet

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O governo russo tem que se preparar para possível corte geral de conexão da Internet, adotando medidas urgentes a fim de garantir o devido funcionamento da rede russa, em todos os casos.

Esse anúncio foi feito pelo conselheiro do presidente russo para espaço cibernético, Herman Klimenko, em entrevista ao canal RT.
Na opinião dele, a Rússia precisa aprovar uma nova lei que visa defender a infraestrutura da Internet de eventual ataque de hackers proveniente de outros países. O documento prevê que a infraestrutura ligada ao funcionamento correto do espaço cibernético nacional deve ser instalada na Rússia. A medida busca prevenir possíveis ataques contra entidades russas, como aconteceu com o Banco Central russo.
"Hackers podem se infiltrar em bases de dados de bancos privados e efetuar roubo. É muito ruim, mas caso eles penetrem nos sistemas do Banco Central, o problema será ainda maior", acha Klimenko.
Segundo o conselheiro, anteriormente, vários sócios ocidentais desconectaram a Crimeia dos serviços da Google e Microsoft. Como consequência, os proprietários dos domínios na Crimeia perderam em um instante tudo o que criaram.
Klimenko adverte que a Rússia tem que estar preparada para um cenário no qual seja desconectada da rede global.
O conselheiro acha importante que o país se proteja de ameaças desse tipo para assegurar o segmento russo da Internet e garantir o "funcionamento dos e-mails, telefones e redes sociais".
Klimenko acrescenta que as infraestruturas cruciais, inclusive a "cópia" dos domínios russos, devem ser instaladas na Rússia para que não sejam sujeitas a ataques e cortes.
Conforme os dados do Ministério das Telecomunicações russo, 70% do software de entidades governamentais provêm do exterior, sendo apenas 30% russo. Atualmente, o mercado russo compra 60% do software nacional e 40% — estrangeiro, conclui Klimenko. (Sputnik)

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