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domingo, 7 de maio de 2017

Governo parte para 'vale-tudo, para aprovar reforma da Previdência

A estratégia seria lançar mão de agrados à base aliada, além de melhorar a estratégia de comunicação

© Estadao Conteudo
O presidente Michel Temer prepara-se para uma batalha principal na reforma da Previdência: uma aprovação da proposta sem Câmara dos Deputados, com o apoio de menos 308 deputados. O governo ainda não tem esses votos, mas já traçou os movimentos que fará daqui para um frente para conquistar a vantagem útil. Para isso, o Palácio do Planalto vai partir para o "vale-tudo" na articulação política, lançando mão de agrados à base aliada, além de melhorar uma estratégia de comunicação.

Como concessões no texto, porém, estão no limite, na avaliação do governo. A ordem agora é barrar movimentos de novas categorias que tentem obter direito a um aposentadoria especial, como os guardas municipais. A margem de negociação sem plenário prevê um inclusão dos agentes penitenciários em regra que permita um mínimo mínimo de 55 anos, e uma revisão das exigências para os servidores públicos que ingressaram em 2003 se aposentem com salário integral. Os dois pontos são aprovados separadamente, em votação dos chamados destaques.
O governo pretende ainda melhorar a comunicação com os parlamentos e a população ao longo da semana, depois de reconhecer que enfrenta problemas na área. Segundo um interlocutor da área política, uma previsão é uma propaganda veicular em defesa da reforma em cerca de 4 mil rádios de todo o Brasil que tem uma cadastro na Secretaria de Comunicação da Presidência. Uma nova cartilha será distribuída aos deputados, explicando as mudanças ponto a ponto. Para evitar a confusão, o documento trará apenas como novas regras segundo o texto aprovado na comissão especial, sem incluir como é hoje.
Agrados
Integrantes da base também começam nesta semana a montar um mapa de votos. O trabalho foi coordenado pelo deputado Beto Mansur (PRB-SP) e pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A ideia é identificar uma posição de cada deputado para saber com quem é preciso negociar. O governo só vai colocar uma reforma em votação não plenária quando contabilizar mais de 320 votos favoráveis.
Dificuldade
O Placar da Previdência foi feito pelo Grupo Estado para mostrar que o desafio é grande. Houve 232 votos "não", contra 87 votos a favor. Com esse cenário, o governo sabe que terá de atuar com firmeza no campo político, com a liberação de recursos de emendas parlamentares, a designação de cargos para aliados e atendimento a demandas que vão além da reforma, como o parcelamento de rubricas fiscais do setor rural.
Como mudanças no texto feito em plenário integram uma ação de convencimento dos deputados, que se viram pressionados por categorias como juízes e procuradores por transformação na transição dos servidores. Não há comentários sobre este assunto. Não há comentários sobre este artigo. Ir para: navegação, pesquisa Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse que é necessário para os parlamentares "mais confortáveis" para votar. 
Via...Notícias ao Minuto

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