Familiares tentaram separar os cachorros, mas não conseguiram
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| © Reprodução / TV Anhanguera |
A esposa de Edmilson, Terezinha Maria de Oliveira, de 66 anos, conta que ouviu o marido gritar por socorro no quintal e foi em sua direção para ajudá-lo. “Os cachorros grudaram nele e iam ‘estilingando’ para tudo quanto era banda. Eu querendo acudir, ele estatelava os olhos em mim e pedia: ‘Me acode, Preta! Me acode!’. Eu não dava conta”, contou, desolada.
O enteado do pintor, o músico Danilo Martins de Oliveira, mora na casa ao lado e correu quando ouviu os gritos da mãe. Ele disse que tentou separar os cachorros do homem, mas não conseguiu. "[Eles não largavam]. Eles mordiam fixamente e não soltavam de maneira nenhuma, mesmo batendo neles”, contou. A família chamou o Corpo de Bombeiros, mas Edmilson nao resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar à unidade de saúde.
A família diz que os cães eram bem dóceis, mas que estavam apresentando comportamento mais agressivo nos últimos meses. Eles, inclusive, mataram um terceiro cachorro que a família tinha, há 30 dias. Lessie e Spike foram levados ao Centro de Zoonoses, onde ficarão em observação por 90 dias para avaliar o comportamento. "Porém, devido à agressividade que eles estão demonstrando, dificilmente vão se socializar e poder ser doados. Após esses 90 dias eles podem, inclusive, ir para Eutanásia”, explicou o veterinário Bruno Sérgio Silva.

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