terça-feira, 10 de setembro de 2019

É cada vez menor o número de mamografias feitas pelo SUS

Procedimento enxerga o nódulo antes de ser palpável e pode ser determinante para cura do câncer de mama

© iStock
Somente em 2018, mais de 376 mil mamografias foram realizadas no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um número menor que os 463 mil de 2010. A quantidade de repetições do procedimento tem apresentado queda desde o início da década. No entanto, esse exame é essencial na luta contra o câncer de mama. Isso porque ele consegue antecipar o diagnóstico da doença, antes que ela seja palpável.

O mastologista pela Unifesp e membro titular da Sociedade Brasileira de Matologia (SBM), Rogério Fenile, explica que esse exame como método preventivo permite que o tumor possa ser detectado mesmo em mulheres que não apresentam sintoma algum e identificá-lo ainda na fase inicial. "Podemos surpreender o tumor antes mesmo que ele cause maiores danos à saúde da mulher. No caso de uma paciente que já superou a doença, ele é um método de acompanhamento e controle pós-tratamento”, ressalta o especialista.
A recomendação é que os autoexames sejam feitos pelas mulheres a partir dos 20 anos, sendo repetidos mensalmente uma semana após o início da menstruação, seguindo inclusive após a menopausa.
Já a mamografia, que não tem idade para ser realizada, mas as mulheres acima dos 40 anos devem fazer anualmente. O médico reforça que, independentemente da idade, é de extrema importância que todas as mulheres conheçam o seu próprio corpo. “Caso seja notada qualquer alteração o médico vai avaliar a melhor conduta a ser tomada. Isso também serve para os casos em que existe o histórico de risco para a doença”.
Um estudo recente, revelado no Congresso Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), mostrou que, apesar da maior quantidade de mortes por câncer de mama ainda ser de mulheres com mais de 50 anos, a faixa de idade entre 20 e 49 anos apresentou um crescimento significativo em relação às últimas duas décadas.
O número de mortes em decorrência de câncer de mama em 2017 foi 67,5% maior que em 1998. Esses números podem ter uma curva diferente se os diagnósticos forem mais rápidos e precisos. “O importante é que todas as mulheres estejam atentas aos sinais do câncer de mama, façam visitas ao especialista regularmente, comecem os exames preventivos nas fases indicadas e não deixem de fazer o autoexame mensalmente”, afirma o mastologista.
VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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