Os chilenos estão protestando contra o governo desde a última sexta-feira
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O Chile está enfrentando uma onda de protestos contra o governo em várias cidades. Trata-se da maior revolta social das últimas décadas no país, desencadeada por um aumento - entre 800 e 830 pesos, cerca de 25 centavos - do preço dos bilhetes de metrô em Santiago, que transporta diariamente cerca de três milhões de passageiros.
No sábado, o presidente do Chile, Sebastián Piñera recuou e suspendeu o aumento. Mas as manifestações e os confrontos prosseguiram, também devido à degradação das condições sociais e às desigualdades no país, onde a saúde e educação estão quase totalmente controlados pelo setor privado.
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Dezenas de supermercados, veículos e estações de serviço foram saqueados ou incendiados. Os ônibus e as estações de metrô registraram grandes danos. Segundo o Governo, 78 estações de metrô registram estragos, e algumas foram totalmente destruídas. Houve também a necessidade de reprogramar voos.
Já este domingo, Piñera disse que o país está "em guerra" contra os "criminosos" responsáveis pelos protestos violentos que levaram o Governo a decretar o estado de emergência na capital.
Cinco pessoas morreram no domingo no incêndio de uma fábrica de confecção de vestuário alvo de pilhagens no norte de Santiago, elevando para sete o número de mortos desde o início dos violentos protestos no Chile. Já foram detidas pelo menos 716 pessoas.
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