segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Suíça investe R$ 38 milhões para garantir segurança em fórum de Davos

Fora a presença militar, há também um trabalho de inteligência para monitorar possíveis ameaças, incluindo o risco de que cidadãos locais tentem cometer algum ataque solitári

© Reuters

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo da Suíça prepara um forte esquema de segurança para realizar o Fórum Econômico Mundial, em Davos. O gasto total com proteção fica em torno de 9 milhões de francos suíços (cerca de R$ 38 milhões). 


O custeio é dividido entre a organização do fórum e as autoridades regionais e federais. O evento será realizado até sexta (24) e espera receber cerca de 3.000 participantes, de 90 países diferentes. 
Há também um valor extra de 900 mil francos suíços para reforçar ainda mais a segurança, caso ocorra algum imprevisto, como a chegada de autoridades que confirmaram presença na última hora, mudanças na programação ou nevascas e tempestades. 
O evento conta, ainda, com uma terceira verba pré-aprovada, para garantir resposta rápida em caso de uma emergência, como um ataque terrorista ou tentativa de assassinato. 
Como comparação, em 2019, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil usou R$ 17,3 milhões para os gastos relacionados à segurança do presidente, do vice-presidente e de outras autoridades. O valor foi quase o dobro do que em 2018 (R$ 9,2 milhões), segundo dados do Portal da Transparência.
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro cancelou sua ida ao fórum deste ano e citou entre os motivos que "o mundo tem os seus problemas, questão de segurança".
Durante o evento, as entradas de Davos, que tem 11 mil habitantes, são monitoradas. Há presença ostensiva de soldados nas ruas, com apoio de atiradores de elite. Diversas áreas da cidade ficam sob bloqueio, com acesso liberado apenas aos participantes, imprensa e moradores. 
O espaço aéreo é fechado, inclusive para voos de parapente e de drones, e apenas algumas aeronaves, como helicópteros, têm acesso liberado. Protestos nas ruas precisam ser autorizados pelo governo e não podem atrapalhar o trânsito. 
Fora a presença militar, há também um trabalho de inteligência para monitorar possíveis ameaças, incluindo o risco de que cidadãos locais tentem cometer algum ataque solitário, segundo um informe do governo suíço. 
As autoridades do país oferecem proteção a chefes de Estado que participam do fórum. A colaboração entre agentes locais e a equipe de segurança da Presidência em eventos externos é comum, segundo Jorge Lordello, especialista em segurança pública e privada. 
Antes de cada evento ou viagem presidencial, equipes de inteligência investigam se há alguma ameaça, como algum grupo que pretenda fazer um ataque. "Uma informação encontrada por estes agentes pode levar a autoridade a desistir de ir a um evento ou mudar seus planos", diz Lordello.
Com sinal verde da inteligência, a rota é definida. As equipes de segurança fazem um mapeamento dos riscos que o trajeto e o local podem trazer. No dia anterior ao evento, agentes visitam os locais onde a autoridade estará e avaliam possíveis riscos. 
Momentos antes da chegada da comitiva oficial, é feita uma varredura em busca de explosivos ou outras ameaças nos ambientes, que ficam com acesso restrito até que o governante chegue.
"Apesar de todo o planejamento, a autoridade pode se colocar em risco se não cumprir todas as orientações", diz Lordello. "O mais comum é um governante ver um grupo de apoiadores desconhecidos e ir cumprimentá-los de perto. Neste caso, não há como garantir a segurança de forma completa".
Em sua visita ao fórum de Davos em 2019, Bolsonaro decidiu ir almoçar em um bufê dentro de um supermercado e tirou foto com frequentadores. A prática se repetiu em outras viagens, como quando ele esteve na Arábia Saudita, em outubro.
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