Magali Garcia faleceu no dia 31 de março
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| © Reprodução - Facebook |
"Ela não sossegou até encontrar um bombeiro e perguntar como poderia se tornar um deles. Assim descobriu que precisava ser policial militar", diz a irmã Elis, 49. A filha de seu Francisco e dona Dejanira foi a primeira da família a ingressar na Polícia Militar, em maio de 1995, aos 21 anos. Ela trabalhava desde os 14 anos, tinha sido vendedora de roupas, montava vitrines em lojas, mas começava ali a sua verdadeira carreira profissional, que durou 25 anos.
A notícia de sua morte pela Covid-19, em 31 de março, ganhou repercussão por ser a primeira de policial na ativa em São Paulo. Para a família, perder Magali aos 46 anos trouxe uma sensação de incredulidade e devastação. "Como a Magali era muito valente e determinada, não cogitamos nem por um minuto que a perderíamos. Pelo contrário, fizemos vários planos de comemoração para quando ela voltasse para nós", diz o marido Reginaldo, policial militar da reserva. Entre as festas previstas para o retorno da policial, estava uma para o último sábado (4), data em que a filha caçula de Magali, Ana Júlia, completou 13 anos.
Além da adolescente, Magali deixa o filho Alessandro, 28, que lhe deu uma netinha, Juliana, de um ano e nove meses. "Minha mãe era maravilhosa, sempre cuidou bem de mim, esteve comigo nos momentos mais difíceis, sempre foi exemplo. Muito guerreira", diz Alessandro. A irmã Elis acredita que a casa nunca mais será a mesma. "A Magali era a nossa alegria. O sorriso mais belo. A luz e a mão amiga que ajudava a todos. Muito amada. E como ela gostava de dizer sorrindo: a preferida de todos."
A maior suspeita é que Magali tenha contraído a doença no trabalho. Ela tinha tempo suficiente para se aposentar desde o final do ano passado, mas planejava entrar com o pedido em maio. Ela completaria 25 anos de corporação e tinha contagem adicional de tempo.Sua colega, a subtenente Mônica Borsoni Silva, conta que Magali sonhava em receber uma promoção para subtenente, ir para reserva e se mudar para a sua nova casa no município de Pardinho, no interior de São Paulo.
Mônica diz que no Copom [centro de operações da PM], onde Magali trabalhava, a colega era considerada comilona. "Ela adorava comer. Todos falavam da dupla Mônica e Magali, porque sempre andávamos juntas. Tomávamos café de manhã todo plantão."
Para Mônica, é como se ela tivesse perdido uma irmã. "Os momentos mais difíceis foram esses últimos dias. Ela não queria ficar internada, dizia que já iria melhorar", diz a policial.Segundo a família, Magali não tinha uma doença preexistente que a colocasse no grupo de risco, e havia abandonado o tabagismo havia cerca de 25 anos, ao entrar na PM.
Mesmo prestes a se aposentar, Magali não trabalhou um dia sequer nos Bombeiros, mas não se sentia frustrada por isso. Descobriu sua vocação no policiamento. Obteve várias promoções, duas delas por merecimento que deram a ela os três macarrões na manga como 1º sargento.Viveu também dias difíceis. O pior deles foi quando, em novembro de 2014, o marido foi baleado no rosto durante um assalto. "Ela não duvidou por um único segundo que Deus iria curá-lo. E assim ocorreu", diz a irmã.Agora, o marido, Reginaldo, diz que a certeza é outra.
"Não precisamos ter medo: um dia estaremos juntos, porque, como ela dizia: Tudo vai dar certo."Os amigos preferem outra mensagem dela. "Vamos trabalhar, porque nasci linda, mas não nasci rica!", brinca a amiga Mônica.
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