sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Rio permanece em risco alto para covid-19 pela terceira semana

A quinta edição do Mapa Epidemiológico mantém a capital na cor laranja

 

© Fabio Teixeira /Anadolu Agency via Getty Images


A cidade do Rio de Janeiro continua com as 33 regiões em risco alto para a covid-19 pela terceira semana seguida. A quinta edição do Mapa Epidemiológico mantém a capital na cor laranja.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Garcia, as medidas de proteção à vida continuam mantidas. Elefez um apelo à população para que continue fazendo o "dever de casa", na esperança de dias melhores, e ressaltou que acapital tem apresentado tendência de queda nos casos e de óbitos da doença, mas, ainda assim, permanece o alerta.

“Nos mantemos em alerta eprecavidos, até porque estamos acompanhando os cenários nacional einternacional, esperando a tendência de queda”, disse.

Garcia disseque, até o momento, o número de casos está em9853neste ano, sendo 1461 graves, 418 óbitos. A taxa de incidência é de 147,9 casos por 100 mil habitantes, taxa de letalidade de 4,2 e de mortalidade 6,3 óbitos por 100 mil habitantes.

Atéontem à noite, quatro pessoas aguardavamleitos pelo período de menos de 24 horas. “São dados preliminares, sujeitos àrevisão, porque o tempo todo novos casos e óbitos vão sendo digitados. Estamos acompanhando a situação epidemiológica”, disse. Ele destacou quehá uma tendência de redução da demanda em hospitais e unidades de urgência e emergência.

“Pode significar que estamosavançando para uma situação melhor, mas alertamos olhardados com cautela e mantermedidas de proteçãodeforma mais rígida possívelpara superar essa fase, reduzir os números de casos e, principalmente, o número de óbitos por covid-19.”

O superintendente acrescentou que os idosos com mais idade são ofoco da vacinação e, até o fim deste mês, serão imunizadas todas as pessoas a partir de 75 anos.

“Tendo vacina disponível, a expectativa que temos é seguir vacinando todos os idosos e avançando gradativamente para todos os grupos prioritários do Ministério da Saúde. Mas o foco agora são os idosos de maior idadeaté finalizar fevereiro com todos os idosos acima de 75 anos”, afirmou.

Oprefeito Eduardo Paes disse que aprioridade para os idosos de idade mais avançada é porque o maior número de mortes ocorre neste grupo. Segundo ele, têm ocorrido pressões de pessoas fora dessa faixa para receberem a imunização nesta fase.

Embora considere os pedidoslegítimos, a prefeitura não vai atender. “A lógicacontinuará a mesma: salvar vidas. As pessoas que vão mais a óbito são as mais velhas. Se Deus quiser e a vacina chegar, vamos concluir a faixa a partir de 60 anos até o final do mêsde março”, afirmou.

Paes chamou atenção para um calendário"fake"que circula na internet com datas de vacinação para faixas de idade abaixo de 75 anos. “Se utilizem de órgãos de imprensa sérios e conhecidos, das redes sociais da prefeitura do Rio. Ali temos a informação adequada”, alertou. “Não acreditem em notícia fake”.

Amanhã serão abertos mais9 postos de vacinação drive thruna cidade, com funcionamento das 8h ao meio dia para atender idosos a partir de 90 anos. É umasegundachamada para as pessoas da faixa etáriaque não puderam comparecer às unidades de Atenção Primária.A vacinação do grupo vai ocorrernas policlínicas Lincoln de Freitas Filho (Santa Cruz) e Guilherme Manoel da Silveira (Bangu), no Centro Municipal de Saúde Belizário Penna, em Campo Grande, no Sambódromo, na Cidade Universitária,no campus da UFRJ da Praia Vermelha, no Parque Madureira, no Estádio do Engenhão e no Parque Olímpico.

drive thru do campus da Uerj, que desdesegunda-feira (1º) recebeu os idosos para imunização, estará fechado nestesábado. O atendimento no local volta na próxima semana, das 9h às 15h. Nesta semana, foram vacinadas no local cerca de duas mil pessoas.

“A cidade do Riode Janeirosegue entre asque mais vacinaram no país. Atéontem à noite foram vacinados 160.702 pessoas dos grupos prioritários preconizados pelo Ministério da Saúde, com destaque maior nessa primeira fase para profissionais de saúde da linha de frente, os da campanha de vacinação, idosos em abrigos, profissionais que trabalham nestas instituições de longa permanência e indígenas, contou Garcia.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que há entregas previstas de mais doses, tanto da CoronaVac como da Osford/AstraZeneca, que são importantes para a continuidade do ritmo acelerado de vacinação do Rio.

Soranz acrescentou que a secretaria trabalha com o limite de estoques das vacinas para avançar no calendário de imunização.

“A intenção é sempre trabalhar com estoques baixos para vacinar as pessoas no menor tempo possível. É esse o nosso objetivo e o nosso desafio de logística e assim que deve ser não só para o Rio, mas para todo o país”, completou, lembrando que todas as unidades de saúde básica e clínicas de famílias do município continuam vacinando no sábado.

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO 

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