sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Amanda Nunes diz que falta de retorno financeiro a fez trocar Brasil pelos EUA

A brasileira é duplamente campeã do UFC, nas categorias peso-galo (até 61,2 kg) e peso-pena (até 67 kg)

© Getty Images


SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Amanda Nunes já conquistou tudo que podia em sua carreira no MMA. Atualmente, a brasileira é duplamente campeã do UFC, nas categorias peso-galo (até 61,2 kg) e peso-pena (até 67 kg). Mas nem sempre a vida da baiana de Pojuca foi entre cifras milionárias em prêmios e grandes eventos no mundo da luta.

Na semana em que a "Leoa" -como ficou conhecida no mundo da luta- faz sua defesa do cinturão do peso-galo, contra Julianna Peña, no UFC 269, neste sábado (11), a campeã contou em entrevista À reportagem que teve de deixar o Brasil muito nova porque não conseguia viver apenas do esporte e sempre dependia de outras pessoas para competir.

"Eu tive uma carreira muito boa no Brasil, mas não tinha patrocínio, era ralando mesmo. Por tudo que eu tinha feito pelo esporte, eu só ralava, não me sentia recompensada. Dependi sempre da minha família, dependia dos amigos e até dos meus mestres na época -sempre alguém estava me ajudando. As coisas clarearam quando eu cheguei nos Estados Unidos, fui competindo, conquistando o meu espaço e melhorando financeiramente a minha vida", disse.

"Quando eu consegui tudo isso, me identifiquei bastante com o país [Estados Unidos], porque eu ralo muito, treinava para caramba e queria ter algum retorno com isso. Nós colocamos um show no octógono, a gente sobe ali para trocar porrada, e queria ser bem remunerada por isso. Meu problema era esse no Brasil, não conseguia me manter e fazer nada através do esporte. Consegui viver com o que eu amo fazer, que é lutar", acrescentou.

A adversária de Amanda é Julianna Peña. A americana é a 11ª colocada no ranking peso por peso feminino do UFC e em suas últimas quatro lutas, venceu duas e perdeu duas -ou seja, não tem as credencias de uma desafiante de peso.

Questionada sobre a escolha de sua oponente, Amanda reconheceu que a decisão do UFC foi um ponto fora da curva por colocar uma lutadora que não figura entre as principais da categoria. Porém, ressaltou que gosta de enfrentar adversárias que sabem "apimentar" a luta.

"Olhando a categoria, é algo diferente [escolha do UFC pela Peña] porque se fosse pelo ranking do UFC, estaria contra Holly Holm ou Germaine de Randamie. A luta seria contra alguém que eu já venci. Isso faria com que não tivesse rotatividade e não seria excitante para os fãs", explicou.

"A Julianna [Peña] fala muito, né? Ela promove bem a luta e faz com que todos queiram assistir. Ela sabe apimentar o confronto, porque eu estou acostumada com oponentes mais tranquilas, e ela mudou isso. Confesso que eu estou gostando", acrescentou.
Amanda Nunes entra no octógono para defender seu cinturão e a sua sequência de 12 vitórias consecutivas no UFC. Sua última luta foi vitória contra a australiana Megan Anderson, em março deste ano.

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