sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Eduardo Bolsonaro passa a atacar presidente recém-eleito do Chile nas redes sociais

O filho de Bolsonaro decidiu parar de atacar a China e Cuba e voltou suas atenções para Gabriel Boric, do Chile

© Getty Images


BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) deu uma trégua em suas redes sociais a alvos como China e Cuba. O desafeto da vez é Gabriel Boric, recém-eleito presidente do Chile e líder de uma coalizão de esquerda que derrotou nas urnas José Antonio Kast, candidato da extrema-direita.

Desde quarta-feira (22), Eduardo publicou mensagens em sequência com críticas a Boric -os textos que também fazem referência ao venezuelano Nicolás Maduro.

Em uma das postagens, o parlamentar brasileiro escreve em espanhol e manda uma "resposta" ao Clarín, um dos principais jornais argentinos, que publicou reportagem sobre as críticas do filho de Bolsonaro ao novo mandatário chileno.

Nas redes, bolsonaristas têm interpretado a vitória de Boric no Chile como mais um avanço de líderes de esquerda e de centro-esquerda na América Latina, como um todo.

O clima de "alerta" entre aliados mais fiéis ao presidente, apoiadores e entusiastas conservadores repete um movimento que já havia sido observado em 2019, quando o esquerdista Alberto Fernández venceu Mauricio Macri, aliado de Jair Bolsonaro (PL), na Argentina.

O resultado do pleito no país vizinho marcou a retomada do kirchnerismo à frente da Casa Rosada.

Bolsonaro, o pai, deve enfrentar na eleição do ano que vem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que governou o país entre 2003 e 2010 -período em que vários países sul-americanos tinham governos posicionados à esquerda no espectro ideológico.

Nos anos seguintes, houve uma inversão no tabuleiro político continental com o triunfo de líderes de direita -como Bolsonaro, eleito em 2018, Macri, eleito na Argentina em 2015, e Sebastián Piñera, eleito no Chile em 2017.

Em uma das críticas ao presidente recém-eleito no Chile, o Eduardo Bolsonaro afirmou que, após o resultado nas urnas, a "bolsa chegou a cair 8%".

"Já o dólar teve sua a maior alta desde 2008, chegando a 878 pesos chilenos. Esse é o maior preço do dólar desde o início da pandemia", declarou o filho de Bolsonaro.

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