terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Falta de ar em doentes com Covid persistente indica problemas cardíacos

Uma nova pesquisa realizada na Bélgica incluiu 66 doentes hospitalizados com Covid persistente e revela que 35% dos pacientes sofreu de dispneia e pior performance cardíaca ao praticarem exercício físico.

© Shutterstock


De acordo com um artigo publicado na revista Galileu, os sintomas foram aparentes mesmo após um ano os indivíduos terem se recuperado da Covid-19. Nomeadamente, os pesquisadores concluíram que algumas pessoas podem apresentar falta de ar ou dispneia ao fazerem exercício físico.

Sendo que a sequela prolongada pode indicar a presença de danos no coração, revela um novo estudo, apresentado no congresso científico EuroEcho 2021, da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC).

O estudo, citado pela revista Galileu, avaliou 66 doentes que não sofriam de nenhuma patologia coronária ou pulmonar prévia e estiveram internados com Covid-19, entre março e abril de 2020, no Hospital Universitário de Bruxelas, na Bélgica. Das pessoas envolvidas na experiência científica, 67% eram homens e a idade média era de 50 anos.

No decorrer da pesquisa e um ano após receberem alta, os doentes foram submetidos a exames do tórax e a um ultrassom no coração.

Posteriormente, os médicos registraram que 23 pacientes sofriam de falta de ar durante a prática de atividade física.

"Ao observar em detalhe a função do coração por ultrassom cardíaco, observamos anormalidades sutis que podem explicar a contínua falta de ar", disse Maria Luiza Luchian, autora do estudo, num comunicado emitido à imprensa. 

Segundo a Galileu, os pesquisadores constataram nas imagens do coração uma pior performance do músculo cardíaco em doentes com dispneia, relativamente aqueles sem a condição respiratória. Como tal, os especialistas creem que existe uma associação entre a função cardíaca e a sensação de falta de ar.

Consequentemente, para Luchian, pessoas com Covid-19 podem necessitar de ter em atenção a sua saúde cardíaca a longo prazo.

"Estudos futuros, incluindo com diferentes variantes do coronavírus e o impacto da vacinação, são necessários para confirmar os nossos resultados sobre a evolução a longo prazo e as possíveis consequências cardíacas desta doença", concluiu a investigadora. 

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO 

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