segunda-feira, 11 de abril de 2022

Protesto contra Bolsonaro em São Paulo vira ato pró-Lula

  

O ato faz parte de mobilização em mais de 80 cidades do país, segundo estimam organizadores.

© Amanda Perobelli/Reuters

POR FOLHAPRESS

ARTUR RODRIGUES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Movimentos e representantes de partidos se reuniram neste sábado (9) em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) no centro de São Paulo.

O ato faz parte de mobilização em mais de 80 cidades do país, segundo estimam organizadores.

Apesar de o protesto ser contra Bolsonaro, a maioria das falas foi defendendo a união das forças de esquerda em torno do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição deste ano para presidente da República.
O rosto do petista podia ser visto em broches e camisetas vendidas por camelôs.

​Lula também foi citado em boa parte dos discursos, inclusive dos poucos políticos que passaram pelo ato.

"Para o PC do B, o caminho da mudança e reconstrução do Brasil se chama Lula", disse o deputado federal Orlando Silva (PC do B), no alto do carro de som.

O deputado federal Ivan Valente, do PSOL, partido que tem parte de seus filiados a favor da candidatura própria a Presidência, também defendeu o nome do petista. "Nesse momento, não tem outra saída. É preciso unir forças. A candidatura que tem maior possibilidade [de tirar Bolsonaro] é a de Luiz Inácio Lula da Silva", disse, no carro de som.
O líder do MTST e pré-candidato a deputado federal pelo PSOL, Guilherme Boulos, fez discurso na mesma linha, dizendo que o país vai tirar o governo autoritário de Bolsonaro e eleger Lula.

​Embora tenha havido críticas indiretas a alianças com setores conservadores, a reportagem presenciou apenas o sindicalista Altino Prazeres, pré-candidato a governador pelo PSTU, criticando no carro de som o ex-governador Geraldo Alckmin, indicado para a vaga de vice na chapa presidencial pelo PSB.
Prazeres, cujo partido lançará Vera Lúcia para a Presidência, citou a desocupação na comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, em 2012, e os protestos contra o aumento da tarifa, em 2013, episódios do governo Alckmin em São Paulo marcados pela violência policial.
Também houve críticas à inflação e até miniaturas de botijões de gás, uma menção ao alto preço do produto doméstico.

A manifestação saiu da praça da República e circulou por ruas do centro, passando pelo Theatro Municipal e o viaduto do Chá até o largo São Francisco.

No auge, a reportagem presenciou cerca três quarteirões com manifestantes. A Polícia Militar não estimou o público. No caso de som, manifestantes citaram 30 mil pessoas.

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