Um bom plano de negócios, capaz de avaliar o desempenho e os riscos inerentes à atividade, são fundamentais àqueles que querem prosperar no mundo empresarial
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O sucesso ou fracasso em um novo negócio pode ser determinado, muitas vezes, antes mesmo do início da atividade.
Um bom plano de negócios, capaz de avaliar o desempenho e os riscos inerentes à atividade, são fundamentais àqueles que querem prosperar no mundo empresarial.
Conheça quatro ferramentas clássicas de administração que auxiliam o gestor a tomar decisões.
Análise Swot
A mais conhecida entre as ferramentas, a análise swot consiste num quadrante, onde se elencam as forças, fraquezas, oportunidades (novos mercados) e ameaças (concorrência). Essa ferramenta promove o "autoconhecimento" da empresa, observando perspectivas internas e externas.
A partir da avaliação, é possível focar em fortalecer os diferenciais e corrigir deficiências -por exemplo, fazer convênio com um valet caso a empresa não ofereça vagas de estacionamento.
"Empreendedores costumam ser otimistas sobre o próprio negócio e esquecem de seus pontos fracos. A análise faz a empresa encarar seus problemas", afirma Yuri Cunha, professor da Business School São Paulo.
Matriz BCG
Todo administrador deve ter a capacidade de analisar os produtos oferecidos pela empresa (portfólio) e a sua rentabilidade.
Essa matriz permite qualificar os produtos por meio do cruzamento entre a geração de lucro para a empresa e quanto demanda de investimento (do custo do produto ao marketing).
A equação classifica os produtos em quatro categorias: estrelas (alta rentabilidade e custo elevado), vacas-leiteiras (alta contribuição e investimento baixo), abacaxis (baixo investimento e pouco resultado) e pontos de interrogação (investimento alto com potencial desconhecido por serem novos no mercado).
Nessa lógica, os abacaxis são produtos que devem ser descontinuados ou repensados estratégicamente; as vacas-leiteiras devem ser mantidas nesse estado, enquanto as estrelas são interessantes, devido à alta rentabilidade, mas deve reduzir o investimento necessário.
"A BCG é mais útil para as empresas que não tenham portfólios muito grandes, porque envolve muitas análises", diz Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae-SP.
Business Canvas
A ferramenta permite ilustrar o modelo do negócio através de um quadro em que se respondem quatro perguntas centrais: "O que é" (o diferencial da empresa), "para quem" (clientela e canais de relacionamento), "como" (as atividades exercidas e parcerias) e "quanto" (os custos da operação e as fonte de receita).
O Business Canvas pode ser usado no estágio inicial da empresa ou para tornar mais clara a operação de companhias já existentes. "O pequeno empresário aprende na prática, mas não tem a visão ampla de um gestor", afirma André Nardy, professor da Saint Paul Escola de Negócios.
5 forças de Porter
A principal função desta ferramenta é analisar o setor em que a empresa pretende se inserir.
Como o nome diz, o estudo usa cinco fatores para ditar o posicionamento da empresa no mercado: a capacidade de negociar com fornecedores, o poder de barganha dos clientes, a rivalidade com concorrentes, produtos substitutos e a criação de barreiras para a entrada de empresas.
"Considerando essas cinco dimensões e o grau de ameaça de cada uma, o empresário analisará se vale a pena investir no setor", explica Yuri Cunha, da Business School São Paulo.

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