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quinta-feira, 13 de abril de 2017

ONU decide encerrar missão de paz comandada pelo Brasil no Haiti

Dentro dos próximos seis meses, os 2.370 soldados que a integram devem começar a se retirar do país

© Divulgação
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) concordou nesta quinta-feira (13) em terminar com sua missão de paz no Haiti, após 13 anos de atividade.

Aprovado por unanimidade, o fim da Minustah, como é conhecida, será no dia 15 de outubro. Dentro dos próximos seis meses, os 2.370 soldados que a integram devem começar a se retirar do país.
Em seu lugar passará a vigorar a Missão das Nações Unidades de Apoio à Justiça no Haiti, que deverá ter sete unidades com 980 agentes e 295 oficiais.
A ideia é que a nova força policial seja substituída em dois anos. Neste período, tem como meta ajudar na construção e consolidação da polícia haitiana.
A Minustah foi implementada após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004, para controlar a violência instaurada no país, mas nunca contou com a simpatia da população local.
"Iniciativas para a manutenção da paz são fantásticas, mas são muito caras e devem ser usadas somente quando necessário", disse à imprensa o embaixador do Reino Unido na ONU, Matthew Rycroft, antes da reunião que selou o encerramento das atividades.
Com custo anual de US$ 346 milhões (pouco mais de 1 bilhão de reais), a missão não está entre as operações mais caras da ONU, mas seu fim revela uma mudança em favor de ações menores.
BRASIL NO HAITI
O Brasil comanda a operação em território haitiano desde 2004. Em entrevista à reportagem em março deste ano, o ministro da Defesa, Raul Jungman, disse que o país pretende assumir uma nova missão da ONU assim que as tropas brasileiras saírem do país.
"Nossa missão está encerrada. Estamos estudando as alternativas, enquanto aguardamos o cronograma da ONU", revelou o ministro. o Destino deve ser o Líbano ou algum país africano.
O Brasil já é o comandante do destacamento naval da Unifil, uma intervenção iniciada em 1978, após a invasão israelense no Líbano.
Tudo isso depende de negociação entre Brasil e a ONU. Ao longo dos quase 13 anos de existência da Minustah, o nome da missão no Haiti, 36.058 militares passaram pela ilha caribenha. Ao todo, o país gastou R$ 2,55 bilhões nas operações, tendo recebido R$ 930 milhões em reembolsos das Nações Unidas.
Houve momentos de crise na missão. Em 2010, quando um terremoto devastou o Haiti, foi necessária a ajuda americana para facilitar o trabalho de ajuda às vítimas -entre elas, 18 dos 27 militares brasileiros que morreram a serviço da Minustah.
Do lado positivo, além da experiência de comando multinacional, o patrulhamento de favelas haitianas ajudou a capacitar as Forças Armadas para operações urbanas em lugares como o Rio ou o Espírito Santo. Com informações da Folhapress.
Via...Notícias ao Minuto

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