Francisco pediu que a UE acolha pessoas resgatadas por ONGs
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As duas embarcações receberam autorização para entrar em águas territoriais de Malta, com objetivo de se proteger de condições meteorológicas difíceis e obter assistência médica e alimentar, mas nenhum país da UE permitiu o desembarque até o momento.
"Há vários dias, 49 pessoas resgatadas no Mar Mediterrâneo estão a bordo de dois navios de ONGs em busca de um porto seguro onde desembarcar. Dirijo um sincero apelo aos líderes europeus, para que demonstrem concreta solidariedade a essas pessoas", disse o Papa no Angelus.
Nos últimos meses, a Igreja Católica já acolheu dezenas de deslocados internacionais que chegaram à Itália em meio à deriva antimigrantes promovida pelo ministro do Interior e vice-premier Matteo Salvini. O destino das pessoas a bordo dos dois navios é tema de discussão na UE, mas ainda não há acordo para acolhê-las.
Na última sexta-feira (4), o ministro do Trabalho e também vice-premier Luigi Di Maio disse que a Itália acolheria as mulheres e crianças das duas embarcações - cerca de 10 pessoas no total -, mas foi logo desautorizado por Salvini, o responsável pelas políticas migratórias do país.
Pelas normas internacionais, pessoas resgatadas no mar devem ser levadas para o porto seguro mais próximo, tarefa que recairia sobre Itália ou Malta, já que as ONGs julgam que a Líbia, onde foram feitas as operações de socorro, não oferece condições mínimas de segurança.
O navio da Sea Watch carrega 32 migrantes salvos no último dia 22 de dezembro, enquanto a embarcação da Sea Eye resgatou 17 pessoas em 29 do mesmo mês. As duas ONGs são registradas na Alemanha. (ANSA)

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