Responsável por aprovar decisões estratégicas e fiscalizar a gestão da companhia, o conselho da Petrobras tem onze cadeiras
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Responsável por aprovar decisões estratégicas e fiscalizar a gestão da companhia, o conselho da Petrobras tem onze cadeiras, uma delas ocupada pelo presidente da empresa, Roberto Castello Branco.
Foi totalmente remodelado no início do segundo mandato de Dilma Rouisseff, que substituiu ministros e outros representantes do governo por nomes reconhecidos pelo mercado, incluindo o próprio Castello Branco.
A maior parte da composição atual foi eleita em assembleia de acionistas em abril de 2018 e, portanto, poderia ficar na companhia até 2020. O governo, porém, já avisou que gostaria que alguns deles renunciem -o último presidente do colegiado, Luiz Nelson Guedes Carvalho, e o advogado Francisco Petros já o fizeram no início do ano.
O alvo principal agora seria o engenheiro naval Segen Estefen, professor da UFRJ nomeado ainda no governo Dilma. O objetivo é nomear executivos mais alinhados com a gestão atual, que fala em acelerar vendas de ativos para focar ainda mais as atividades no pré-sal.
Além de Estfen, os representantes da União no conselho atualmente são Jerônimo Antunes (presidente interino desde a renúncia de Carvalho), Ana Lúcia Poças Zambelli, Clarissa de Araújo Lins e o próprio Castello Branco. Outros dois são indicados por minoritários e um terceiro, pelos trabalhadores.
O prazo dos mandatos foi estendido para dois anos a partir de 2016, dificultando a renovação do colegiado pelo governo eleito. Até então, era apenas um ano. O estatuto da empresa prevê que 20% do colegiado deve ser renovado a cada quatro anos.
A nova gestão da Petrobras já concluiu o processo de renovação da diretoria, com a substituição de quatro dos sete diretores. Três dos destituídos -Solange Guedes, Hugo Repsold e Jorge Celestino- também eram remanescentes do governo Dilma. O quarto, Nelson Silva, havia sido nomeado já no governo Temer.
Castello Branco indicou para a direção Carlos Alberto Pereira Oliveira (Exploração e Produção), Lauro Cotta (Estratégia), Rudimar Lorenzatto (Desenvolvimento da Produção e Tecnologia) e Anelise Quintão (Refino e Gás). Esta última era a responsável por tocar o programa de desinvestimentos da companhia e sua nomeação é vista como um sinal de que a redução da participação da estatal nos dois segmentos será acelerada.
A Petrobras ainda não comentou o assunto.
O presidente da estatal também indicou assessores próximos, como o professor Luciano de Castro, que também participou do grupo de transição do governo Bolsonaro, e o diplomata Roberto Ardhengy, que deixa um posto do Itamaraty em Nova York para cuidar da chefia de gabinete de Castello Branco.
Ele indicou também o empregado da estatal Carlos Victor Guerra Nagem para a gerência executiva de Segurança e Inteligência Corporativa. Sob a alcunha Capitão Victor, ele foi candidato duas vezes a cargos públicos no Paraná, tendo recebido apoio de Bolsonaro, que o chamou de "amigo particular".
Sem nunca ter exercido cargo de confiança na estatal, Nagem foi alçado ao segundo escalão na hierarquia da companhia, com salário de cerca de R$ 50.000. Nas redes sociais, Bolsonaro vem defendendo a indicação com uma série de manifestações desde a noite de quinta (10).
No último comentário sobre o tema, na noite de sexta (11), o presidente mostrou uma foto da gerente anterior, Regina de Luca, em um evento do PT. "O capitão Nagem ocupará a vaga da petista Regina Miki na Chefia de Segurança", escreveu.
A Petrobras argumenta que o currículo do indicado é adequado ao cargo. A nomeação, porém, ainda depende de aprovação dos órgãos internos de controle. Com informações da Folhapress.
Via...NOTÍCIAS AO MINUTO

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