quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Grécia deverá ter pela primeira vez uma mulher como Presidente

Uma mulher deverá ser designada em breve Presidente da Grécia, uma situação inédita na história do país.

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Uma mulher deverá ser designada em breve Presidente da Grécia, uma situação inédita na história deste país do sudeste europeu, que apenas tem conhecido homens na presidência. O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, propôs hoje para o posto o nome de Ekaterini Sakellaropoulou, 63 anos, atual presidente do Conselho de Estado.


A sua eleição pelos deputados deverá constituir uma formalidade, pelo fato de a Nova Democracia (ND), o partido conservador de Mitsotakis, dispor de 158 dos 300 deputados no parlamento.
A data da eleição, para um mandato de cinco anos renovável, ainda não foi anunciada mas deverá ocorrer antes de 13 de fevereiro, um mês antes do fim do mandato do atual Presidente da República, Prokopis Pavlopoulos, 69 anos.
O chefe de Estado grego apenas possui funções protocolares, mas a sua função é "altamente simbólica" porque "simboliza a unidade", sublinhou Kyriakos Mitsotakis durante uma mensagem ao país transmitida pela televisão.
"Chegou o momento para que a Grécia se abra ao futuro", afirmou, sublinhando que esta escolha constitui uma ruptura com a tradição e surge à margem dos partidos políticos.
A escolha de Ekaterini Sakellaropoulou "encarna a unidade e o progresso", explicou. Ele frisou ainda no fato de a magistrada não ser proveniente das fileiras do seu partido de direita.
Designada há um ano para a chefia do Conselho de Estado pelo anterior governo de esquerda, Ekaterini Sakellaropoulou foi igualmente a primeira mulher a dirigir esta instituição.
Para ser eleita no primeiro turno deverá garantir o voto de 200 dos 300 deputados no Vouli (parlamento), que integra designadamente 158 deputados da ND e 86 eleitos pelo Syriza, o partido de esquerda do antigo primeiro-ministro Alexis Tsipras.
Estes votos parecem garantidos no primeiro ou segundo turno. No caso de terceira votação no hemiciclo, serão apenas necessários 151 votos.
Esta proposta "é uma honra para mim, para a justiça e para a Grécia", afirmou Sakellaropoulou em declarações à agência noticiosa grega Ana.
Natural de Salónica, norte da Grécia e a segunda cidade do país, Ekaterini Sakellaropoulou fez os seus estudos na universidade de Direito de Atenas e na universidade de Paris II na França.
Na década de 1980 entrou para o Conselho de Estado, onde prosseguiu a sua carreira antes de ser nomeada vice-presidente desta instituição em 2015, e depois presidente em outubro de 2018.
Na sua intervenção de hoje, Mitsotakis sublinhou que a magistrada se distingue sobretudo em questões relacionadas com a proteção do ambiente.
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