terça-feira, 31 de março de 2020

Menina que criou biblioteca em favela pede comida em vez de livros

Com o projeto, inspirou crianças de outras comunidades a fazer o mesmo e ganhou uma bolsa numa escola particular.

© Reprodução
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em meio à pandemia do coronavírus, a menina Lua de Oliveira, 12, que criou uma biblioteca pública no Morro dos Tabajaras, em Copacabana (zona sul do Rio de Janeiro), decidiu pedir que as pessoas doem comida e produtos de limpeza em vez de livros à comunidade. Ela costumava receber caixas com exemplares toda semana.


"Cerca de 70% da comunidade trabalha em feiras, barracas ou de camelô, e essas pessoas estão necessitadas de alimentos e produtos de limpeza nessa fase mais difícil que estamos vivendo. Então eu conto com a ajuda de vocês", diz ela em um vídeo nas redes sociais. As doações estão sendo recebidas no Shopping Cidade Copacabana (rua Siqueira Campos, 143).
Raissa Luara de Oliveira ficou conhecida no fim de 2019, quando foi à Bienal do Livro e percebeu que muitas crianças não tinham dinheiro para comprá-los. Decidiu então criar o seu próprio espaço, batizado de Mundo da Lua, hoje com 18 mil exemplares.
Com o projeto, inspirou crianças de outras comunidades a fazer o mesmo e ganhou uma bolsa numa escola particular. Também chamou a atenção do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) ao criticá-lo durante as fortes chuvas que atingiram a cidade no início de março, o que o fez prometer que reformaria o prédio da biblioteca.


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