domingo, 12 de abril de 2020

Exército francês coloca em isolamento 1.900 marinheiros de porta-aviões

De acordo com a porta-voz da prefeitura marítima do Mediterrâneo, Christine Ribbe, o porta-aviões atracou sem problemas

© DR
O Exército francês iniciou uma operação inédita de desembarque e colocação em isolamento de 1.900 marinheiros, devido ao regresso antecipado do porta-aviões Charles-de-Gaulle, que atracou hoje em Toulon, sul de França, após registrar casos de infecção pela covid-19.


De acordo com a porta-voz da prefeitura marítima do Mediterrâneo, Christine Ribbe, o porta-aviões atracou sem problemas e a operação logística para desembarque de toda a tripulação está em andamento.
Em declarações à agência AFP, Christine Ribbe disse que o transbordo está a ser "cronometrado ao minuto", para ônibus e outros meios de transporte, com o objetivo de dar "tempo para evitar que os marinheiros se cruzem", no sentido de reduzir os riscos de novas contaminações pela covid-19.
Mantendo o número de marinheiros infectados pelo novo coronavírus, no total de 50, a porta-voz da prefeitura marítima do Mediterrâneo adiantou que, "de acordo com as informações mais recentes, não houve piora" do estado de saúde destes doentes.
"Todos serão testados", assegurou Christine Ribbe, referindo que são cerca de 1.700 militares do porta-aviões Charles-de-Gaulle e mais de 200 da fragata que o acompanhava.
Contabilizando cerca de 1.900 marinheiros, a representante da prefeitura reforçou que todos vão ficar em isolamento durante duas semanas, sem contatar com as suas famílias, confinados nas "instalações militares do Var e da região".
Além do isolamento dos militares, o Exército francês pretende, a partir de terça-feira, desinfetar todos os edifícios e aeronaves, numa operação considerada inédita.
O anúncio do regresso antecipado do porta-aviões Charles-de-Gaulle à França foi feito na quarta-feira, após a descoberta a bordo de casos suspeitos de infecção pela covi-19, desconhecendo-se ainda a origem da contaminação do grupo de militares.
O porta-aviões francês não teve contato externo desde 15 de março, quando de uma escala na cidade francesa de Brest, localizada na região da Bretanha.
O navio estava em missão desde 21 de janeiro e passou várias semanas no Mediterrâneo como parte da Operação Chammal, tendo, posteriormente, atravessado o Mar do Norte e o Atlântico em "operações para proteger e defender as abordagens marítimas europeias".
No sábado, o Governo francês anunciou que o porta-aviões Charles-de-Gaulle, com pelo menos 50 marinheiros infectados pelo novo coronavírus, depois de terem efetuado testes, iria chegar hoje a Toulon.
Em comunicado, o Ministério do Exército explicou que o navio atravessou o Atlântico e é esperado em Toulon, sul de França, na tarde de domingo, sendo que as tripulações do porta-aviões, o grupo aéreo de bordo (helicópteros, aviões de vigilância Hawkeye e Rafale) e a fragata Chevalier Paul que os acompanha, ficarão confinados por 14 dias "em recintos militares antes de chegarem a suas casas".
"As capacidades de acomodação e alimentação serão implementadas nas bases aéreas e navais, para garantir a melhor recepção aos marinheiros na quarentena", afirmou a tutela.
O Ministério do Exército assegurou que, nesta missão de quase três meses, "os objetivos foram alcançados".
França registra 13.832 mortos pela covid-19, segundo os dados registrados desde 01 de março até sábado, dia em que foram contabilizadas 353 novas mortes.
O país registrou até agora 93.790 casos de covid-19.
Há 31.320 pessoas hospitalizadas em França devido ao novo coronavírus, dos quais 6.883 estão nos cuidados intensivos. Nas últimas 24 horas, segundo dados de sábado, houve 255 novos casos de doentes graves admitidos nestas unidades em todo o país.
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