quinta-feira, 28 de maio de 2020

Irã avisa EUA que reforçou dispositivo naval no Golfo Pérsico

Inimizade entre os dois países é cada vez maior

© DR
A Guarda Revolucionária iraniana emitiu nesta quinta-feira (28) um alerta às forças da Marinha dos Estados Unidos situadas no Golfo Pérsico, referindo que acabou de equipar 110 novos navios de guerra.


Segundo a televisão estatal, a frota inclui vedetas da classe Zolfaghar e submarinos da classe Taregh.
"Anunciamos hoje que onde quer que os americanos estejam, estaremos mesmo ao seu lado e que sentirão ainda mais a nossa presença", disse o comandante naval da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, numa cerimônia realizada no sul do Irã.
Com a inimizade mais latente nos últimos anos, o Irã e os Estados Unidos estiveram duas vezes à beira de um confronto direto no ano passado: em junho de 2019, depois que um 'drone' [aparelho aéreo não-tripulado] norte-americano ter sido abatido pelo Irã no Golfo Pérsico; e em janeiro de 2020, após a morte, ordenada pelo Presidente Donald Trump, do poderoso general iraniano Qassem Soleimani, que dirigia as operações externas do corpo de elite das forças armadas iranianas.
A última escalada do conflito remonta a meados de abril, quando os Estados Unidos acusaram embarcações da Guarda Revolucionária de efetuarem manobras provocadoras perto de seus navios no Golfo Pérsico.
De acordo com Salami, a Marinha da Guarda Revolucionária recebeu instruções para aumentar as capacidades navais do Irã até que o país possa defender adequadamente "a sua independência e integridade territorial, proteger os seus interesses no mar e perseguir e destruir o inimigo".
As tensões entre Washington e Teerã têm aumentado desde a retirada unilateral dos Estados Unidos, em maio de 2018, do acordo internacional sobre o nuclear iraniano, concluído em 2015, e a reposição de sanções norte-americanas contra Teerã.
O acordo de 2015, assinado pelo Iro com os Estados Unidos, a China, a Rússia, a França, a Alemanha e o Reino Unido, prevê limitações técnicas significativas no programa nuclear do Irã -- como a quantidade de centrifugadoras para produção de urânio a utilizar por Teerã - para impedir que o país detenha bombas atômicas, em troca do levantamento de sanções internacionais.
Devido à retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo em 2018 e à reposição de sanções, o Irã começou, em maio, a violar alguns dos compromissos nucleares assumidos para pressionar os países europeus a garantir as suas vantagens econômicas com o acordo.
Em maio de 2019, Teerã começou a retirar-se gradualmente dos compromissos assumidos para limitar seu programa nuclear, acusando as demais partes do acordo (França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China) de inação, não ajudando a República Islâmica a contornar as sanções norte-americanas.
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