segunda-feira, 22 de junho de 2020

Queiroz esteve na gravação do jingle de Flávio na campanha ao Senado

O policial militar da reserva foi o pivô que arrastou o filho mais velho do presidente para o centro de uma investigação criminal sobre suposto esquema de "rachadinhas" em seu gabinete

© Reprodução / Youtube
Fabrício Queiroz fez ao menos uma aparição na campanha vitoriosa de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) ao Senado Federal. O ex-assessor esteve na gravação do jingle de Flávio, publicado no YouTube em agosto de 2018 - menos de três meses antes da Operação Furna da Onça revelar movimentações financeiras atípicas no valor de R$ 1,2 milhão na conta bancária de Queiroz.
O trecho do vídeo no qual Queiroz aparece ao fundo da gravação está correndo nas redes sociais depois que o ator e roteirista Marcelo Adnet compartilhou em sua conta no Twitter.



O policial militar da reserva foi o pivô que arrastou o filho mais velho do presidente para o centro de uma investigação criminal sobre suposto esquema de "rachadinhas" em seu gabinete durante os mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Amigo de longa data da família Bolsonaro, Queiroz trabalhava, oficialmente, como motorista de Flávio. Ele foi preso na última quinta-feira, 18, na casa do advogado da família Bolsonaro em Atibaia, no interior de São Paulo, depois que o Ministério Público do Rio alegou na Justiça tentativas de obstrução das investigações sobre supostos desvios de salários dos funcionários na Alerj.
No dia seguinte, o Ministério Público Federal intimou Flávio Bolsonaro a prestar esclarecimentos sobre supostos vazamentos da Polícia Federal a respeito da Furna da Onça. Ele terá 30 dias, a contar do recebimento, para marcar o depoimento.
A investigação faz parte do procedimento aberto para apurar declarações feitas pelo ex-aliado do governo, o empresário e pré-candidato à prefeitura do Rio, Paulo Marinho (PSDB), de que o senador foi previamente informado da operação.
Marinho afirma que, segundo relato do próprio Flávio, um delegado da Polícia Federal avisou das investigações pouco após o primeiro turno das eleições daquele ano e informou que membros da Superintendência da PF no Rio adiariam a ação para não prejudicar a disputa de Jair Bolsonaro no segundo turno.


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