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De acordo com a nota divulgada, ao descrever a atuação policial, o governador reforçou que não incita a prática de crimes pelas polícias, assim como não interfere na atuação operacional das corporações.
“As operações policiais são pautadas por planejamento prévio e executadas dentro da lei. Nas ações em áreas conflagradas, a missão das polícias é primordialmente a prisão de criminosos e apreensão de armas e drogas. Muitas vezes, no entanto, os criminosos fazem a opção pelo enfrentamento, dando início ao confronto. Quando a operação policial resulta em mortes ou feridos, o governo determina a abertura de inquéritos”, informou o governo na nota distribuída à imprensa.
Ainda de acordo com o governo do estado, o número de homicídios em 2019 foi o menor registrado no estado desde 1991, quando começou a série histórica do Instituto de Segurança Pública (ISP). “No ano passado, latrocínios caíram 34%, quando comparados com o mesmo período de 2018; os roubos de veículos tiveram redução de 24% no acumulado do ano; e os roubos de carga caíram 19%”, sustentou o governo.
Havia a expectativa que Witzel também falasse sobre a Operação Placebo, que investiga fraudes na saúde e que foi um dos motivos que levou a Assembleia Legislativa do Estado a iniciar processo de impeachment contra o governador.
No dia 5 de junho, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia do novo coronavírus. As operações só poderão ocorrer em casos absolutamente excepcionais, que devem ser justificadas por escrito pela autoridade competente e comunicadas ao Ministério Público estadual.
De acordo com o ministro, nesses casos, deverão ser adotados cuidados para não colocar em risco ainda maior a população, a prestação de serviços públicos sanitários e o desempenho de atividades de ajuda humanitária.
A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, em que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) questiona a política de segurança pública do governador Wilson Witzel, que, segundo a legenda, estimula o conflito armado e “expõe os moradores de áreas conflagradas a profundas violações de seus direitos fundamentais”.
Com informação: Agência Brasil
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