terça-feira, 23 de março de 2021

Líder em vacinação na América Latina, Chile começa a imunizar moradores de rua

Nos próximos dias, entram na lista os mesários e outras pessoas que vão atuar nas eleições para a próxima assembleia constituinte, assim como jornalistas que cobrirão o evento

 

© Getty Images- imagem ilustrativa

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O governo do Chile iniciou nesta segunda-feira (22) a vacinação de moradores de rua contra a Covid-19. O imunizante será aplicado em todo o país em 16.400 pessoas vinculadas ao Programa Calle -ligado ao ministério do Desenvolvimento Social e da Moradia.

O Chile é o país latino-americano com mais vacinados em relação à população: 30% dos chilenos já tomaram a primeira dose. Ainda assim, o país vive um dos momentos mais agudos da pandemia, com 95% de ocupação de UTIs, e voltou a aplicar medidas de confinamento para tentar conter o avanço das novas variantes.

Desde o início da crise sanitária, o país já registrou 938.094 contaminações e 22.359 mortes.

A subsecretária de saúde pública, Paula Daza, afirma que a medida visa imunizar essa população vulnerável antes que cheguem as baixas temperaturas do inverno. "Já estamos avançando com os idosos, com os doentes crônicos e hoje com as pessoas que estão em situação de rua."

O anúncio foi feito num albergue para moradores de rua em Santiago. Daza explicou que, além do cadastro no Programa Calle, também serão consultadas bases de dados de prefeituras em todo o país para localizar e imunizar cidadãos nessa situação de vulnerabilidade.

O governo também vai distribuir a esses grupos um kit de prevenção, com máscaras, álcool em gel e instruções sobre distanciamento social.

Além da população de rua, começaram a ser vacinados nesta segunda trabalhadores que atuam no transporte de alimentos e de medicamentos e em setores essenciais, como eletricidade, água e gás.

Nos próximos dias, entram na lista os mesários e outras pessoas que vão atuar nas eleições para a próxima assembleia constituinte, assim como jornalistas que cobrirão o evento.

A votação, cujo adiamento estava sendo considerado por conta da situação sanitária, está prevista para ocorrer em dois dias (10 e 11 de abril) para evitar aglomerações, e com protocolos rígidos, como ocorreu no plebiscito de outubro.

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