quarta-feira, 28 de julho de 2021

Intervalo da Pfizer será reduzido só após todos os adultos tomarem 1ª dose, diz ministro

 

Intervalo da Pfizer será reduzido só após todos os adultos tomarem 1ª dose, diz ministroCom a medida, o intervalo entre as doses da Pfizer deve passar de cerca de três meses para 21 dias, como é sugerido na bula do imunizante

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta terça-feira (27) que o intervalo para aplicação das doses da Pfizer só será reduzido após toda a população adulta receber ao menos a primeira vacina contra a Covid-19.

"A nossa expectativa é atingir essa população acima de 18 anos, vacinada, até o final de agosto, começo de setembro. A partir daí nós vamos discutir a redução do intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a D2 (segunda dose) em um número maior de pacientes", disse Queiroga.

Com a medida, o intervalo entre as doses da Pfizer deve passar de cerca de três meses para 21 dias, como é sugerido na bula do imunizante.

Queiroga confirmou a intenção de reduzir o intervalo entre as doses da Pfizer à coluna Mônica Bergamo na segunda (26). No mesmo dia, o secretário-executivo da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que era dada como certa a decisão e que a pasta apenas avaliava qual o momento de orientar a mudança.

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) reagiu às declarações da Saúde, e pediu que a mudança fosse feita apenas em setembro. Os secretários de estados e municípios chegaram a um acordo nesta terça com Queiroga para empurrar a decisão para depois da entrega da primeira dose a todos os adultos.

O ministro afirmou que as alterações de intervalos entre as doses serão tomadas com base em pareceres técnicos e aval de secretários de estados e municípios.

O ministro disse na segunda que inicialmente optou-se por um intervalo mais espaçado, pois havia o desejo de ampliar a aplicação da primeira dose. Com o maior número de doses da Pfizer chegando ao país, foi então possível reduzir esse intervalo.

O governo também avalia a redução do intervalo entre as doses da AstraZeneca, atualmente em 90 dias, como sugere a bula, mas o ministro já disse que não há "segurança de evidência científica" de que a mudança trará maior eficácia no programa de vacinação.

Em nota conjunta divulgada nesta terça, Ministério da Saúde, Conass e Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) reforçaram que somente após a distribuição da 1ª dose a todos os adultos será analisada a redução do intervalo entre as vacinas.

Os gestores do SUS também disseram, no documento, que serão incluídos na campanha de vacinação os adolescentes de 12 a 17 anos, com prioridade para aqueles com comorbidades. Essa mudança também só será feita após a entrega das vacinas aos adultos.

O ministério decidiu ampliar o prazo entre as doses da Pfizer em maio, na tentativa de acelerar a vacinação. A medida seguiu experiência adotada também em outros países.

"Estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas, sob pena de responsabilidade futura. O sucesso da vacinação depende da atuação sinérgica, harmônica e solidária entre os níveis federal, estadual e municipal, além da colaboração imprescindível da sociedade civil e dos meios de comunicação", afirma a nota conjunta do ministério e dos representantes de estados e municípios.

No total, o Ministério da Saúde comprou 200 milhões de doses da Pfizer. Até 1º de agosto já terão sido entregues, no total, 30 milhões de doses. Em agosto e setembro devem ser disponibilizadas outras 70 milhões. E de outubro a dezembro, as 100 milhões de doses restantes.

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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