São momentos difíceis para os que ainda vivem na Madeira, com as chamas lavrando em diferentes cidades. Há pelo menos três vítimas mortais, confirmou fonte do Governo Regional da Madeira à agência Lusa.
Há também uma pessoa desaparecida e duas feridas com gravidade.
No seu imprevisível caminho, as chamas têm destruído edifícios, alguns emblemáticos, como a unidade hoteleira de luxo Choupana Hills, mas também casas de pessoas e até as instalações de uma associação de animais, que se viu obrigada a deixar os animais fugir, confiando que no instinto destes estaria a chave da sua sobrevivência.
Durante a madrugada, Paulo Cafôfo, autarca do Funchal, revelava que cerca de mil pessoas tinham sido deslocadas das casas, hotéis e hospitais onde estavam. A maior parte (cerca de 600) passou a noite em instalações do exército. Os restantes foram para o centro cívico de São Martinho.
A Madeira já se viu obrigada a pedir ajuda. De fora chegam recursos e mais braços para combater as chamas. Cerca de 135 efetivos, 30 dos Açores e os restantes do continente, foram enviados para a ilha.
Nesta quarta-feira (10), o Governo Regional da Madeira dispensou os funcionários considerados não imprescindíveis de comparecerem ao serviço.
O objetivo é evitar um grande afluxo de pessoas no centro da cidade numa altura em que a prioridade é o combate às chamas e a segurança da população.
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