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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

MPF diz que existe 'risco concreto de eventual fuga' de Cláudia Cruz

A defesa da mulher de Eduardo Cunha já havia solicitado a devolução do passaporte

© Reprodução / Facebook
Caso o passaporte de Cláudia Cruz, mulher do deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seja devolvido, há risco de fuga do país, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). A jornalista é ré na Operação Lava Jato.

Com esta possibilidade, o MPF se posicionou pela manutenção do recolhimento do documento de Cláudia Cruz, mesmo que ele tenha sido entregue espontaneamente pela acusada. A defesa dela havia solicitado a devolução do passaporte.  
O MPF, no entanto, "se manifesta contrariamente ao pedido de restituição do passaporte formulado por Cláudia Cordeiro Cruz". Neste momento, cabe à Justiça decidir sobre a devolução ou não do passaporte da ré. 
"Existe real possibilidade de Cláudia Cordeiro Cruz e/ou seus familiares manterem outras contas bancárias no exterior, havendo risco concreto de eventual fuga e utilização de ativos secretos ainda não bloqueados caso o passaporte seja devolvido", informa um trecho da petição protocolada na tarde desta segunda-feira (15) no processo eletrônico da Justiça Federal. 
Cláudia Cruz responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo as investigações, ela foi favorecida, por meio de contas na Suíça, de parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão recebida pelo marido. 
Em nota à imprensa, o peemedebista já havia dito que as contas de Cláudia no exterior estavam "dentro das normas da legislação brasileira", que foram declaradas às autoridades e que não foram abastecidas por recursos ilícitos.

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