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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Ex-PM acusado de matar surfista não será transferido para cadeia

Luís Paulo Mota Brentano permanecerá detido no batalhão ao qual pertencia, em Joinville

© Reprodução
O ex-policial militar Luís Paulo Mota Brentano continuará detido no Batalhão da Polícia Militar de Joinville, em Santa Catarina, até o julgamento do recurso que pede anulação da sentença de 22 anos de prisão pela morte do surfista Ricardo dos Santos. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (9), pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Após a condenação, determinada por júri popular em 16 de dezembro, houve a determinação da juíza Carolina Ranzolin Nerbass Fretta de que o ex-PM fosse encaminhado para uma unidade prisional. A defesa, no entanto, alegou risco de morte e o desembargador Rodrigo Collaço deferiu o pedido. Nesta quinta, os desembargados decidiram manter Brentano no quartel do batalhão onde servia antes de ser expulso da corporação.
Há cerca de seis meses, houve denúncia de que Brentano recebia regalias no quartel. A "cela" em que se encontra, como lembra o Hora de Santa Catarina, tem TV, geladeira e ar-condicionado e televisão.
Crime
No dia 19 de janeiro de 2015, Brentano disparou dois tiros contra o surfista - um pelas costas. Os disparos atingiram vários órgãos. Ricardinho passou por cirurgias, mas morreu no dia seguinte. A defesa do ex-PM alegou legítima defesa. De acordo com o G1, Brentano foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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