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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Em depoimento, Lula nega ser dono do tríplex no Guarujá

Ex-presidente prestou depoimento de cinco horas

© Nacho Doce/Reuters
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento nesta quarta-feira (10). Ele ficou frente a frente com o juiz federal Sérgio Moro em uma sessão que durou mais de cinco horas.


No primeiro vídeo liberado pela Justiça Federal, Moro destacou que o depoimento é um ato normal no processo e, ainda, que era a oportunidade de Lula esclarecer sua versão dos acontecimentos. 
"Não tem pergunta difícil", disse Lula já no início do depoimento, afirmando que responderia a tudo e não usaria o direito de ficar em silêncio. 
Antes de começarem as perguntas, Moro explicou quais as denúncias contra o petista. A primeira parte da acusação é que Lula saberia sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Além disso, o ex-presidente seria questionado sobre a acusação de que foi beneficiado em um esquema da OAS, recebendo propinas, que foram pagas através do tríplex no Guarujá. 
"Nunca houve intenção de adquirir o tríplex", afirmou Lula ao ser questionado sobre a propriedade. "Tomei conhecimento desse apartamento em 2005 e voltei a tomar somente em 2013", prosseguiu o petista. Lula esclareceu que, em todas as ocasiões, era referido o apartamento simples, cuja cota foi comprada por dona Marisa Letícia, sua esposa, e não o tríplex. 
Lula confirmou que ele e Marisa chegaram a visitar o local algumas vezes e que decidiram não ficar com o imóvel, sem, no entanto, esclarecer de quem foi a ideia. O petista explicou que conversou com Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, mas que não aceitou que o local fosse reformado para sua família. 
"Não sei se você tem mulher, mas nem sempre elas nos falam o que vão fazer", disse o ex-presidente ao argumentar que ele próprio não tinha conhecimento de tudo. "Nunca solicitei e nunca recebi apartamento", afirmou Lula. 
Em outro trecho, Moro aborta a questão de uma suposta destruição de prova. A acusação fez parte da delação de Leo Pinheiro. "Jamais disse para o Leo o que ele falou. Aliás, é outra coisa, Doutor Moro, que quero esclarecer", respondeu Lula, complementando que a destruição de documentos "nunca aconteceu e nunca vai acontecer. O petista explicou que os encontros com Pinheiro aconteceram sempre no Instituto Lula e que eram para "discutir viagem, discutir a questão do apartamento, discussões sobre o futuro da economia brasileira".  
Via...Notícias ao Minuto

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