Bandidos de passam por médicos, acessam prontuários e tiram dinheiro do paciente alegando pagamento de exames. Uma mulher foi presa
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| © Arquivo pessoal |
Um golpe antigo, mas que ainda tem feito muitas vítimas com parentes de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) em hospitais particulares. O último caso aconteceu no Distrito Federal. O engenheiro Otávio Henrique Galeazzi Franco, 35 anos, depositou R$ 2,1 mil na conta bancária de um criminoso, que fingiu ser um médico plantonista do Hospital Santa Luzia, na Asa Sul.
“Ele foi bem convincente. Utilizava termos técnicos da área médica, tinha todos os dados do prontuário de meu pai, do convênio médico e ainda sabia bem quem eu era”, relatou o engenheiro morador do Park Sul, que está com o pai, Otávio de Carvalho Franco, 72, internado há 22 dias na unidade de saúde.
Segundo a vítima, o suspeito disse ao telefone que era médico de um exame que o pai havia acabado de realizar. “Ele se apresentou como médico e disse que o exame do fígado de meu pai tinha dado bastante alteração e precisaria fazer um outro exame com urgência, mas o convênio demoraria 24h para autorizar”, detalhou, em entrevista ao Correio Braziliense.
Na ligação, o suspeito também afirmou que o dinheiro depositado seria reembolsado.“Não desconfiei de absolutamente nada. Em 10 minutos fiz a transferência para a conta indicada”, disse. Em nota, o hospital disse que, no momento da internação do paciente, é disponibilizado, de forma preventiva, um documento que alerta quanto à possibilidade de ocorrência de “golpe” semelhante ao sofrido por Henrique Otávio.
“A orientação dada é de que em nenhuma hipótese seja realizada transação bancária, pois isso não faz parte dos procedimentos de cobrança do hospital. Os colaboradores da instituição também são orientados, via comunicação interna, a não passar qualquer tipo de informação por telefone, buscando minimizar ocorrências dessa natureza”, destaca a instituição.
Prisão
Horas depois, o dinheiro foi sacado em Primavera do Leste (MT). Uma mulher foi presa. Ela faz parte de uma quadrilha nacional em diversos estados brasileiros. Segundo o delegados de plantão da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), a quadrilha aplica golpes em todo o Brasil, mas os depósitos são direcionados para agências mato-grossenses.
Descoberta
Graças a um tio da vítima, ele descobriu que a ligação se tratava de um golpe. Pelo menos três famílias já foram vítimas.
Via...Notícias ao Minuto

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