Doença cardiovascular continua sendo o principal risco de mortalidade e piora da qualidade de vida das mulheres que sobrevivem ao câncer de mama
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| © iStock (Foto ilustrativa) |
As mulheres que praticavam atividade física, de acordo com as recomendações mínimas sugeridas pela Organização Mundial de Saúde (150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana), tiveram 46% menos chance de morte por infarto do que aquelas que se exercitavam menos frequentemente.
Segundo o estudo, é provável que as pacientes que mais se exercitavam também toleraram melhor os efeitos cardiovasculares tóxicos do tratamento do câncer. Além disso, a maioria das mulheres que já se exercitavam antes do diagnóstico continuou a se exercitar durante o tratamento. Tal fato também pode ter influenciado positivamente seu prognóstico.
“Os avanços no diagnóstico e tratamento permitiram que cada vez mais pacientes sobrevivam ao câncer de mama. Entretanto, a doença cardiovascular continua sendo o principal risco de mortalidade e piora da qualidade de vida das mulheres que sobrevivem a esse câncer”, alerta a cardiologista Renata Castro, especialista em medicina esportiva.
“Os autores concluíram o artigo alertando para a importância do exercício físico regular antes e após o diagnóstico de câncer de mama. Apesar dos benefícios da atividade física sobre o prognóstico de paciente com câncer de mama já serem conhecidos há muitos anos, ainda hoje muitas pacientes não são alertadas para essa necessidade. O trabalho conjunto de oncologistas e médicos do esporte é essencial para a correta orientação dessas pacientes, minimizando os riscos da atividade física, reduzindo os efeitos colaterais dos tratamentos e obtendo os máximos benefícios no combate ao câncer de mama”, completa a médica.
Números do Inca sobre Câncer de Mama
Segundo dados do Inca, o câncer de mama é o tipo da doença mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%. Excluído o câncer de pele não melanoma, é o mais frequente nas mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.
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