quarta-feira, 15 de julho de 2020

Em 12 semanas novos casos por 100 mil brasileiros se multiplicam por 13

Esse é o maior número de óbitos entre os 58 países acompanhados pelo Imperial College.

© Reuters
BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - O número de novos casos de coronavírus por 100 mil brasileiros se multiplicou por 13 entre a quinzena que terminou em 28 de abril e a que terminou no último domingo (12). Foi de cerca de 19/100 mil para quase 250/100 mil, segundo balanço da ECDC (agência europeia de controle de doenças).


Essa é a consequência, em termos humanos, de o país completar 12 semanas seguidas com uma taxa de contágio acima de 1, ou seja, com a epidemia fora de controle há quase quatro meses.
A taxa de contágio indica para quantas pessoas, em média, cada infectado transmite o coronavírus. A brasileira é de 1,03, segundo cálculos do centro de acompanhamento de pandemia do Imperial College (um dos principais do mundo) para a semana que começou no dia 12.
O número significa que cada 100 contaminados no Brasil transmitem para 103 outras pessoas, que passam o vírus para outras 106,09, que por sua vez contagiam mais 109,27, espalhando a doença de forma cada vez mais rápida.
Quando a taxa de contágio (também chamada de Rt) está abaixo de 1, o número de novos casos se contrai e a epidemia é controlada. No caso do Chile, por exemplo, a Rt é 0,79: cada 100 contaminados passam o vírus para outros 79, que o transmitem para mais 62,4, que por sua vez contaminam 49,3 e assim por diante, reduzindo o alcance da doença.
Para calcular a Rt, o Imperial College se baseia no número de mortes registradas, que costuma ser mais preciso que o de casos. Como há um intervalo entre o momento do contágio e o das mortes, o cálculo mostra como estava a transmissão na quinzena anterior, e o impacto de medidas de controle aparece apenas duas semanas depois.
O centro de estudos britânicos também faz uma estimativa do número de mortes por Covid-19: na semana que começou no dia 12, a previsão é que 7.860 doentes acabem morrendo por causa do coronavírus.
É o maior número de óbitos entre os 58 países acompanhados pelo Imperial College. O centro analisa os que tiveram ao menos cem mortes desde o início da pandemia e ao menos dez mortes em cada uma das duas semanas anteriores.
De acordo com o levantamento da instituição, os casos de infecção por coronavírus registrados no Brasil representam 49,6% dos efetivamente contaminados. A taxa de registro de casos do país vem melhorando nas últimas semanas. No final de junho, ela estava em torno de 34%.
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