Em três grandes operações, o BNDES vendeu em 2020 R$ 10,6 bilhões em ações da Vale e R$ 22 bilhões em ações a Petrobras
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Parte de um esforço do banco para reduzir sua carteira de participações acionárias, as operações renderam um lucro líquido de R$ 4,8 bilhões. Desconsiderando esses efeitos extraordinários, o BNDES teria fechado o ano com lucro de R$ 8 bilhões, estável em relação a 2019.
Em três grandes operações, o BNDES vendeu em 2020 R$ 10,6 bilhões em ações da Vale e R$ 22 bilhões em ações a Petrobras, a maior oferta pública na bolsa brasileira desde a capitalização da própria estatal, em 2010.
No quarto trimestre de 2020, o BNDES teve lucro de R$ 7,0 bilhões, desempenho fortemente influenciado pela venda de ações da Vale e da Suzano, cada uma contribuindo com um lucro líquido de R$ 2,4 bilhões.
A carteira de participações societárias do banco ficou em R$ 81,8 bilhões, queda de 32,3% no ano. O programa de desinvestimento foi mantido em 2021. No fim de fevereiro, o BNDES a empresa anunciou que zerou sua participação na Vale.
Em 2020, com programas de crédito emergencial para empresas brasileiras durante a pandemia, o BNDES desembolsou R$ 64,9 bilhões, 17% a mais do que em 2019. Segundo o banco, foi a primeira vez em sua história que ofereceu mais recursos para pequenas e médias empresas do que para as grandes.
Do total liberado em 2020, 52% foram destinados a negócios de menor porte. O total de ações de apoio emergencial durante a pandemia foi de R$ 155 bilhões, com apoio a 466 mil empresas.
Segundo o banco, a carteira de projetos de privatizações e concessões chegou a 121 ativos: 44 federais, 69 estaduais e 8 municipais. É uma alta de 112% em relação a 2019. Somando todos eles, o banco projeta R$ 223 bilhões em investimento e outorgas.
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