O juiz Marcelo Bretas entendeu que o ex-bilionário não está colaborando com as investigações
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| © reuters / Ueslei Marcelino |
O juiz federal Marcelo Bretas negou nesta quinta-feira (9) um pedido de prisão domiciliar ou transferência à Superintendência da PF no Rio feito pela defesa de Eike Batista, que está preso em uma cela comum de Bangu 9 - ele não tem curso superior. De acordo com o magistrado responsável pelos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, o ex-bilionário não tem colaborado com as investigações.
Segundo a Veja, Eike é acusado de pagar uma propina de R$ 16,5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral.
Na solicitação, os advogados de Eike alegaram que a integridade física do empresário está sob risco, muito por conta das especulações acerca de uma delação premiada. A defesa também frisou que ele voltou dos Estados Unidos demonstrando que colaboraria com as investigações. Porém, o MPF acredita que Eike só voltou porque o nome dele entrou na lista vermelha da Interpol e que a passagem de retorno dele foi comprada pouco antes do voo, o que contradiz a atitude colaborativa.
Além do mais, Bretas não vê colaboração por parte de Eike, que se manteve calado em dois depoimentos à Polícia Federal.
“É razoável supor que Eike Fuhrken Batista, eventualmente em liberdade, ou mesmo em recolhimento domiciliar, persevere nas práticas dos delitos que ensejaram seu encarceramento”, escreveu Marcelo Bretas.

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