Após Benjamin chamar o colega de governo de "espertalhão" e "Napoleão de hospício", em maio, Crivella divulgou nota em que diz ter "arbitrado essas divergências".
"Os dois secretários concordam com a posição do prefeito, consideram o episódio superado e confirmam sua disposição de trabalhar juntos pelo bem da nossa cidade", dizia a nota.
Nesta quarta, Benjamin criticou o prefeito pela forma com que foi exonerado.
"A minha exoneração era esperada, pois não cedi à politicagem e aos inimigos da educação. Toda a articulação para a minha saída foi feita pelas minhas costas. Não recebi sequer um telefonema. O prefeito agradeceu desta maneira a minha dedicação à causa da educação", escreveu ele, em sua página no Facebook.
A escolhida para o cargo foi a ex-chefe de gabinete de Benjamin, Talma Suane. O agora ex-secretário afirma que a gestão da sucessora "nasce sob o signo da traição".
A Câmara analisa nesta quinta-feira (12) dois pedidos de impeachment contra Crivella. Bispo licenciado da Igreja Universal, ele é acusado de prometer privilégios a evangélicos em reunião realizada há uma semana no Palácio da Cidade, uma das sedes da prefeitura. No encontro, ele ofereceu ajuda para encaminhar fiéis a cirurgias e para agilizar processos de isenção da cobrança de IPTU das igrejas.
Na reunião, ele ainda apresentou aos presentes o pastor Rubens Teixeira, que vai disputar vaga de deputado federal no Rio pelo seu partido e defendeu o voto em evangélicos para "dar jeito nessa pátria".
O prefeito nega favorecimento e diz que teve apenas o objetivo de prestar contas de sua gestão e apresentar aos presentes programas sociais da prefeitura, como cirurgias de catarata, varizes e vasectomia. Com informações da Folhapress.
Via...Notícias ao Minuto
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