Neta do ex-governador Miguel Arraes trabalhava para ser candidata da legenda ao governo pernambucano
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| © Bruno Campos/Divulgação |
"Acho que se houve algo parecido (no Brasil), eu não tive notícia. Não tem como explicar para a população. É esdrúxula essa situação. Não estamos na década de 50 para fazer aliança inexplicável", salientou Marília.
A petista, que agora tenta uma vaga na Câmara Federal, revelou à reportagem que é provável que escolha o caminho da neutralidade pública. Não deve declarar em quem vai votar para governador de Pernambuco.
"É provável que aconteça uma neutralidade, que eu fique neutra. Agora, existe uma definição: não votarei em Paulo Câmara (PSB)."
Em relação ao risco de não se posicionar publicamente, Marília avaliou como um movimento natural da política. "Risco se corre de toda maneira. A política é feita de decisões. E todas decisões têm risco. Acredito que se posicionar por alguma candidatura seria pior. Seria repetir um erro", comentou.
O governador Paulo Câmara, que apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e votou no tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, conta na sua chapa com o senador Humberto Costa (PT), que tenta renovar o mandato, e com o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB).
Questionada se poderia votar no senador Armando Monteiro (PTB), principal adversário de Paulo, respondeu rápido: "É muito difícil."
Armando é aliado de dois ex-ministros do presidente Michel Temer, Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), que disputam o Senado.
A base dos movimentos sociais, que estava junto com Marília Arraes desde o primeiro momento, migrou para Paulo Câmara após o governador receber o apoio formal do PT.
Há uma semana, durante ato em Caruaru, o MST oficializou o apoio ao pessebista. Um dos coordenadores nacionais do movimento, Jayme Amorim, que fez greve de fome numa tentativa de viabilização da candidatura de Lula, discursou. "O nosso ato não é apenas de adesão a Paulo Câmara. É mais do que isso. A gente assume essa tarefa de verdade, com garras, com unhas e dentes."
Uma semana antes, a Fetape (Federação dos Trabalhadores Rurais de Pernambuco), que também apoiava Marília, aderiu ao governador."A situação do MST é mais peculiar do que outro político tradicional. Conversaram comigo. Respeito apesar de discordar", respondeu.
Ao ser perguntada se continuava a acreditar que Lula não tivesse participado da retirada de sua candidatura, Marília preferiu ressaltar as circunstâncias do cenário eleitoral."Lula está preso e não tem contato com o sentimento da base. Independentemente se teve ou não o aval dele, não significa que a gente vá concordar com movimentos que são prejudiciais."
Ela avaliou que o PT não se beneficiou diretamente com o acordo costurado nacionalmente com o PSB."Na prática, só beneficiou Paulo Câmara e Fernando Pimentel (governador de Minas Gerais). Não houve benefício prático para o PT", disse.
Marília Arraes informou que não tem intenção de sair do PT mesmo depois de tudo o que aconteceu. Desconversou sobre 2020 e a possibilidade de concorrer à Prefeitura do Recife. "Não posso disputar uma eleição já pensando em outra. O momento político é tão instável. Temos que ganhar a eleição de deputada federal e fortalecer as bases", finalizou. Com informações da Folhapress.
Via...Notícias ao Minuto

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